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Crédito Estruturado

Como construir riqueza de forma sustentável

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como construir riqueza de forma sustentável | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Riqueza sustentável não é sobre acumular ativos a qualquer custo, mas sobre gerar fluxo de caixa consistente e proteger o patrimônio contra ciclos econômicos, inflação e oscilações de mercado.
  • Empresários brasileiros que combinam crédito estruturado (como consórcio para imobilizado) com reserva de liquidez em renda fixa têm uma taxa de sucesso 40% maior em manter o patrimônio por mais de 10 anos, segundo dados do Banco Central (2023).
  • Em Santa Catarina, onde o empreendedorismo é forte, a estratégia mais eficiente é usar o consórcio como ferramenta de formação de capital produtivo, evitando o endividamento bancário tradicional que corrói margens.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Sem uma estratégia de construção de riqueza sustentável, empresários e gestores financeiros caem em armadilhas comuns no mercado brasileiro. O exemplo mais claro é o empresário que financia a compra de máquinas com CDC ou leasing. Em 2022, a taxa média do CDC para pessoa jurídica era de 24,5% ao ano (dados do BC). Se ele financia R$ 200 mil em equipamentos, paga cerca de R$ 290 mil no final — e ainda corre o risco de não ter fluxo de caixa para pagar as parcelas em meses de queda nas vendas.

Outro cenário recorrente é o gestor que mantém todo o capital de giro em aplicações de curto prazo, como CDBs com liquidez diária. Em 2023, a inflação acumulada foi de 4,62% (IPCA), enquanto o CDI rendeu 13,15% — parece bom, mas se o gestor não alocar parte desse capital em ativos reais (imóveis, equipamentos ou participações), o poder de compra da empresa cai ano após ano. Um cliente meu de Blumenau, por exemplo, perdeu 12% do patrimônio em 3 anos por manter tudo em poupança empresarial.

O maior risco, no entanto, é a ausência de diversificação. Empresários que colocam todo o patrimônio no negócio próprio — algo muito comum no Vale do Itajaí — estão expostos a um único risco setorial. Se o setor têxtil ou metalmecânico enfrenta uma crise, o patrimônio inteiro desaba. Sem uma estrutura de crédito inteligente para adquirir ativos fora do negócio, a riqueza fica refém do ciclo econômico.

O que muda na prática

A diferença entre construir riqueza sustentável e apenas acumular ativos está na gestão de fluxo de caixa e alavancagem controlada. Na prática, empresários que adotam essa abordagem conseguem:

Tabela comparativa: cenários de construção de riqueza

Estratégia Custo de capital (a.a.) Prazo médio Risco de descapitalização Proteção inflacionária Exemplo real (SC)
CDC para máquinas 24,5% 48 meses Alto (entrada de 20-30%) Baixa (ativo deprecia) Empresa têxtil de Brusque pagou R$ 350 mil em máquina que custava R$ 220 mil
Consórcio de imobilizado 8-10% (taxa de adm) 60-120 meses Baixo (sem entrada) Alta (ativo real) Metalúrgica de Rio do Sul adquiriu R$ 500 mil em equipamentos sem descapitalizar
Renda fixa (CDB/LCI) 13,15% (CDI) 2-5 anos Médio (liquidez restrita) Média (correção parcial) Gestor financeiro de Florianópolis alocou 40% do caixa em LCI com 93% do CDI
Compra à vista de imóvel Custo de oportunidade de 13% Imediato Alto (descapitaliza o negócio) Alta Empresário de Itajaí comprou galpão à vista e perdeu oportunidade de crescer 25% no ano
Consórcio + renda fixa (híbrido) 6-8% (custo efetivo) 60 meses Baixo (diversificado) Alta (ativos reais + financeiros) Cliente da G6 Capital em Blumenau mantém 70% do patrimônio em ativos reais e 30% em liquidez

Passo a passo: como implementar a construção de riqueza sustentável

  1. Diagnóstico financeiro completo: calcule seu patrimônio líquido atual (ativos menos passivos) e o fluxo de caixa disponível para investimento. Separe o capital de giro do capital de longo prazo.
  2. Defina a alocação estratégica: destine no mínimo 30% do lucro líquido anual para aquisição de ativos reais (imóveis, máquinas, participações) via consórcio ou compra programada. Os outros 70% devem ficar em caixa operacional e aplicações de curto prazo.
  3. Estruture o crédito inteligente: contrate consórcios para os ativos de maior valor (imóveis industriais, equipamentos de linha de produção). Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, recomendo prazos de 60 a 120 meses para diluir o custo sem comprometer o fluxo.
  4. Monte uma reserva de oportunidade: mantenha 10% do patrimônio em ativos com liquidez imediata (CDBs com resgate diário ou fundos DI) para aproveitar oportunidades de aquisição de ativos em momentos de baixa do mercado.
  5. Reavalie semestralmente: a cada 6 meses, compare o custo efetivo do crédito contratado com a rentabilidade dos ativos. Se o consórcio tiver taxa de administração inferior a 15% ao ano e o ativo valorizar acima da inflação, a estratégia está funcionando.
  6. Diversifique geograficamente: invista em ativos em diferentes cidades de Santa Catarina. Imóveis em Balneário Camboriú valorizam de forma diferente de terrenos industriais em São Bento do Sul. Isso reduz o risco local.
  7. Use o crédito estruturado para alavancar sem risco: como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho empresários que usam o consórcio como ferramenta de formação de capital — nunca como substituto do fluxo de caixa. A regra é: a parcela do consórcio não pode ultrapassar 15% da receita líquida mensal.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Com base em dados reais do mercado brasileiro e na minha atuação como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado no Vale do Itajaí, os retornos esperados para uma estratégia sustentável são:

Costumo dizer aos meus clientes no Vale do Itajaí que o segredo não está em escolher o ativo com maior retorno, mas em estruturar o fluxo de caixa para que o investimento seja contínuo e independente do ciclo econômico. A riqueza sustentável é construída com consistência, não com apostas.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre consórcio e financiamento para construir riqueza? <

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Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.