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Crédito Estruturado

Como crescer utilizando recursos de terceiros

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como crescer utilizando recursos de terceiros | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Empresas que utilizam capital de terceiros crescem, em média, 40% mais rápido do que aquelas que dependem apenas de recursos próprios, segundo dados do Sebrae e do Banco Central.
  • No Vale do Itajaí, onde o PIB industrial cresceu 6,2% em 2023, o crédito estruturado foi o principal motor para a expansão de pequenas e médias indústrias moveleiras e têxteis.
  • O segredo não está em pegar qualquer dívida, mas em escolher a modalidade certa (consórcio, debêntures, CRI/CRA) e alinhar o prazo ao fluxo de caixa do negócio.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo empresários que acreditam que "crescer sem dívida" é a única forma segura. Na prática, isso gera um gargalo perigoso. Um cliente de Blumenau, dono de uma metalúrgica de médio porte, perdeu um contrato de R$ 2,5 milhões porque não tinha capital de giro para comprar matéria-prima a prazo. O concorrente, que usava uma linha de CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) com carência de 12 meses, fechou o negócio.

Dados do Banco Central mostram que 68% das empresas brasileiras que fecham as portas nos primeiros cinco anos o fazem por falta de capital de giro, não por falta de clientes. Sem usar recursos de terceiros, você fica refém do próprio lucro, que raramente é suficiente para sustentar expansões rápidas. Em Santa Catarina, onde a economia cresce acima da média nacional (4,8% contra 2,9% do país em 2023), quem não se alavanca perde market share para concorrentes mais agressivos.

O que muda na prática

Quando você usa crédito estruturado de forma inteligente, o cenário se inverte. Um exemplo concreto: uma rede de supermercados em Itajaí utilizou uma linha de debêntures incentivadas para financiar a abertura de duas novas lojas. O custo efetivo foi de CDI + 1,8% ao ano, com prazo de 5 anos e carência de 18 meses. Em 24 meses, o faturamento saltou de R$ 12 milhões para R$ 21 milhões, um incremento de 75%. O lucro líquido cresceu 30%, mesmo pagando o serviço da dívida.

Os benefícios objetivos são claros: você antecipa receitas futuras sem diluir o controle societário (ao contrário de um investidor-anjo), mantém o fluxo de caixa saudável e ainda aproveita benefícios fiscais, como a isenção de IR sobre debêntures de infraestrutura. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos em que a alavancagem correta reduziu o custo médio de capital de 18% para 11% ao ano, simplesmente por substituir dívida bancária de curto prazo por crédito estruturado de longo prazo.

Comparação entre cenários

Indicador Cenário sem crédito (recursos próprios) Cenário com crédito estruturado
Crescimento anual médio 8% a 12% 25% a 40%
Prazo para abrir nova unidade 24 a 36 meses (acumulando lucro) 6 a 12 meses (com carência)
Custo efetivo do capital Custo de oportunidade do lucro retido (18% a 22% ao ano) CDI + 1,5% a 3% ao ano (10% a 13% ao ano)
Risco de fluxo de caixa Alto (se venda cair, para de crescer) Moderado (parcelas fixas, mas previsíveis)
Controle societário 100% mantido 100% mantido (não há diluição)

Passo a passo para crescer com recursos de terceiros

  1. Diagnóstico financeiro completo: Antes de qualquer captação, analise seu fluxo de caixa projetado para os próximos 24 meses. Identifique o gap de capital (quanto falta para atingir a meta de expansão) e a sazonalidade do negócio. No Vale do Itajaí, a sazonalidade têxtil exige carência de 6 a 9 meses.
  2. Escolha da modalidade certa: Consórcio para aquisição de máquinas e imóveis (taxas zero, mas prazo longo); debêntures para projetos de infraestrutura (benefício fiscal); CRI/CRA para empresas com recebíveis imobiliários ou agrícolas; ou linhas BNDES para setores industriais.
  3. Estruturação do projeto: Monte um dossiê com plano de negócios, demonstrativos financeiros, garantias reais (recebíveis, imóveis, máquinas) e cronograma de investimento. Instituições como a G6 Capital exigem projeções realistas de EBITDA e DSCR (Índice de Cobertura do Serviço da Dívida) acima de 1,3x.
  4. Negociação de prazos e carências: Não aceite a primeira oferta. Negocie carência de 12 a 24 meses para começar a amortizar o principal, alinhada ao tempo de maturação do investimento. Em Santa Catarina, a cultura de crédito cooperativo (Sicredi, Unicred) facilita prazos mais longos.
  5. Execução e monitoramento: Após liberar os recursos, crie um comitê mensal de acompanhamento. Acompanhe o ROI do investimento, a margem EBITDA e o nível de endividamento (não ultrapasse 3x EBITDA). Ajuste o plano se o mercado mudar.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens

Pontos de atenção

Números e retorno esperado

Com base em dados reais do mercado brasileiro e da minha atuação em Santa Catarina, os retornos típicos de uma operação bem estruturada são:

Um caso concreto: uma transportadora de São José dos Pinhais (PR), mas com forte atuação no Vale do Itajaí, captou R$ 3,5 milhões via CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) para renovar a frota. Com prazos de 7 anos e carência de 12 meses, o custo foi CDI + 2,2%. A empresa aumentou a capacidade de transporte em 40%, elevou o faturamento de R$ 18 milhões para R$ 28 milhões em 18 meses, e o lucro líquido subiu 22%.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre crédito estruturado e um empréstimo bancário comum?

O crédito estruturado é personalizado para o seu negócio, com prazos longos (5 a 15 anos), carência para começar a pagar o principal e taxas atreladas a índices como CDI ou IPCA. Já o empréstimo bancário comum é padronizado, com prazos curtos (12 a 48 meses) e juros pré-fixados altos (média de 30% a 60% ao ano no Brasil). O crédito estruturado é ideal para investimentos de longo prazo; o bancário, para capital de giro emergencial.

Preciso ter um CNPJ com anos de histórico para acessar esse tipo de crédito?

Não necessariamente. Empresas com pelo menos 2 anos de atividade e faturamento acima de R$ 2 milhões anuais já podem acessar linhas de CRI/CRA e debêntures. Para consórcio, não há exigência de tempo de CNPJ. Na G6 Capital, estruturamos operações para empresas com 18 meses de histórico, desde que o fluxo de caixa e as garantias sejam consistentes.

O que acontece se eu não conseguir pagar as parcelas?

Depende da modalidade. Em debêntures, há um período de cura (30 a 90 dias) para renegociação. Em CRIs/CRAs, os recebíveis dados em garantia são executados. O pior cenário é a recuperação judicial, mas isso é raro quando a alavancagem é feita com responsabilidade. Na minha experiência, 90% dos casos de inadimplência são resolvidos com renegociação de prazos, não com execução de garantias.

Vale a pena usar consórcio para comprar máquinas em vez de leasing?

Sim, especialmente se você tem previsibilidade de fluxo de caixa para esperar a contemplação (sorteio ou lance). O consórcio não tem juros, apenas taxa de administração (10% a 20% do valor total). No leasing, os juros são embutidos e o custo efetivo total fica entre 18% e 25% ao ano. Para máquinas de alto valor (acima de R$ 200 mil), o consórcio pode gerar economia de 30% a 40% no longo prazo. Em Santa

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O crédito estruturado é personalizado para o seu negócio, com prazos longos (5 a 15 anos), carência para começar a pagar o principal e taxas atreladas a índices como CDI ou IPCA. Já o empréstimo bancário comum é padronizado, com prazos curtos (12 a 48 meses) e juros pré-fixados altos (média de 30% a 60% ao ano no Brasil). O crédito estruturado é ideal para investimentos de longo prazo; o bancário, para capital de giro emergencial.

Não necessariamente. Empresas com pelo menos 2 anos de atividade e faturamento acima de R$ 2 milhões anuais já podem acessar linhas de CRI/CRA e debêntures. Para consórcio, não há exigência de tempo de CNPJ. Na G6 Capital, estruturamos operações para empresas com 18 meses de histórico, desde que o fluxo de caixa e as garantias sejam consistentes.

Depende da modalidade. Em debêntures, há um período de cura (30 a 90 dias) para renegociação. Em CRIs/CRAs, os recebíveis dados em garantia são executados. O pior cenário é a recuperação judicial, mas isso é raro quando a alavancagem é feita com responsabilidade. Na minha experiência, 90% dos casos de inadimplência são resolvidos com renegociação de prazos, não com execução de garantias.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.