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Como criar uma carteira de imóveis para locação

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como criar uma carteira de imóveis para locação | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Objetivo claro: Criar uma carteira de imóveis para locação exige planejamento financeiro, escolha de regiões com alta demanda e uso inteligente de crédito e consórcio para acelerar a aquisição sem comprometer o fluxo de caixa.
  • Mercado catarinense: Cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema e Blumenau oferecem valorização média anual de 12% a 18% nos últimos 3 anos, com retorno de aluguel entre 0,4% e 0,7% ao mês sobre o valor do imóvel.
  • Ferramentas financeiras: Consórcio imobiliário permite acumular patrimônio sem juros, enquanto crédito estruturado viabiliza a compra de múltiplos imóveis com alavancagem controlada, desde que haja fluxo de caixa positivo.

O problema real: o que acontece sem uma carteira de imóveis para locação

Muitos investidores brasileiros, especialmente em Santa Catarina, cometem o erro de concentrar todo o capital em um único imóvel de alto padrão, achando que isso garante segurança. No mercado real, isso gera dois problemas graves: vacância elevada e falta de liquidez. Um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, por exemplo, pode ficar 4 a 6 meses sem locatário se o valor do aluguel estiver acima da média da região. Enquanto isso, o proprietário arca com condomínio, IPTU e manutenção sem receita.

Outro cenário comum é o investidor que compra um imóvel financiado com parcelas altas e depende exclusivamente do aluguel para pagar a prestação. Se o inquilino atrasa ou sai, a conta não fecha. Sem uma carteira diversificada, qualquer oscilação no mercado imobiliário local — como uma crise no setor portuário de Itajaí ou uma desaceleração no turismo de Itapema — pode comprometer todo o planejamento. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo que a falta de diversificação é o principal motivo de desistência de pequenos investidores.

O que muda na prática: benefícios objetivos de ter uma carteira diversificada

Com uma carteira de imóveis para locação bem estruturada, você reduz o risco de vacância porque pode ajustar preços e perfis de inquilinos por imóvel. Se um apartamento em Blumenau fica vazio por um mês, os outros três ou quatro imóveis seguram a receita. O fluxo de caixa se torna previsível, e você pode reinvestir os lucros em novas aquisições.

Além disso, a valorização patrimonial em cidades catarinenses é consistente. Dados do mercado imobiliário de Itajaí mostram que imóveis residenciais valorizaram 14% ao ano entre 2021 e 2024, enquanto em Balneário Camboriú a média foi de 16% no mesmo período. Com uma carteira de 3 a 5 imóveis, o patrimônio total cresce mais rápido do que em aplicações tradicionais, e o retorno com aluguéis cobre custos e gera sobra para novos investimentos.

Tabela comparativa: cenários com e sem carteira diversificada

Indicador Sem carteira (1 imóvel de alto padrão) Com carteira (4 imóveis de perfis variados)
Vacância média anual 4 a 6 meses 1 a 2 meses por imóvel (rotativo)
Retorno mensal sobre investimento 0,3% a 0,4% 0,5% a 0,7%
Risco de inadimplência concentrado Alto (depende de um inquilino) Baixo (distribuído entre 4 inquilinos)
Valorização patrimonial média anual 12% a 15% 14% a 18% (diversificação regional)
Capacidade de reinvestimento Baixa (todo lucro vai para um ativo) Alta (sobra para novas cotas de consórcio ou amortizações)

Passo a passo: como criar sua carteira de imóveis para locação

  1. Defina o orçamento inicial e a estratégia de aquisição: Calcule quanto pode investir sem comprometer sua reserva de emergência. No Vale do Itajaí, o valor médio de um imóvel residencial para locação gira entre R$ 250 mil e R$ 600 mil. Se tiver R$ 200 mil disponíveis, pode dar entrada em dois imóveis financiados ou usar consórcio para um imóvel de R$ 300 mil com lance.
  2. Escolha as regiões com base em dados reais: Priorize bairros com alta densidade de aluguel e baixa vacância. Em Blumenau, bairros como Velha e Centro têm taxa de vacância inferior a 3%. Em Itapema, a orla e o bairro Meia Praia têm demanda constante de temporada e aluguel anual.
  3. Diversifique por perfil de imóvel e locatário: Combine um apartamento de 2 quartos em Balneário Camboriú (público de alto padrão) com um imóvel popular em Itajaí (público de renda média). Isso equilibra risco e retorno.
  4. Use crédito estruturado e consórcio de forma complementar: Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, sempre recomendo: use consórcio para imóveis de médio valor (sem juros) e crédito imobiliário para aquisições rápidas quando aparecer uma oportunidade. O consórcio é ideal para quem tem prazo de 3 a 5 anos para acumular o bem.
  5. Monitore indicadores mensalmente: Acompanhe vacância, retorno sobre o valor do imóvel (yield), custos de manutenção e valorização patrimonial. Faça ajustes de preço de aluguel a cada 6 meses com base no mercado local.
  6. Reinvista os lucros para acelerar o crescimento: Todo excedente de aluguel deve ser direcionado para amortização de financiamentos ou para novas cotas de consórcio. Em 3 anos, é possível dobrar o número de imóveis da carteira.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens de criar uma carteira de imóveis para locação:

Pontos de atenção que exigem planejamento:

Números e retorno esperado no mercado catarinense

Com base em dados reais do mercado imobiliário de Santa Catarina, um investidor que monta uma carteira de 4 imóveis em cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema e Blumenau pode esperar os seguintes resultados:

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado no Vale do Itajaí, vejo que investidores que usam consórcio para o primeiro imóvel e crédito imobiliário para os seguintes conseguem montar uma carteira de 4 imóveis em 3 a 4 anos, com aporte inicial de R$ 150 mil a R$ 200 mil. O segredo está em começar pequeno, reinvestir os lucros e não se endividar além da capacidade de pagamento.

Perguntas frequentes

Qual a melhor cidade de Santa Catarina para começar uma carteira de imóveis para locação?

Depende do seu orçamento e perfil. Itajaí oferece bom equilíbrio entre preço de entrada (imóveis a partir de R$ 250 mil) e demanda constante de locação, impulsionada pelo porto e pela indústria. Balneário Camboriú tem maior valorização, mas o ticket médio é mais alto (acima de R$ 500 mil). Blumenau é excelente para imóveis residenciais de médio padrão, com vacância baixa e retorno estável.

Consórcio ou financiamento: qual a melhor opção para montar a carteira?

Consórcio é ideal para quem tem prazo e não precisa do imóvel imediatamente, pois não cobra juros, apenas taxa de administração (12% a 18% no total). Financiamento é melhor para oportunidades urgentes, mas os juros atuais (13% a 15% ao ano) exigem que o aluguel cubra a parcela. Uma estratégia inteligente é usar consórcio para o primeiro imóvel e financiamento para os seguintes, amortizando com os lucros dos aluguéis.

Quantos imóveis são necessários para ter uma carteira segura?

Recomendo no mínimo 3 imóveis de perfis diferentes (ex: um popular, um médio e um de alto padrão) para diluir riscos de vacância e inadimplência. Com 4 a 5 imóveis, o fluxo de caixa se torna mais previsível e você consegue reinvestir com segurança. Lembre-se de que a diversificação geográfica dentro de Santa Catarina também é importante: combine cidades litorâneas com cidades do interior.

Como calcular se o aluguel cobre as despesas do financiamento?

Use a regra dos 70%: o valor do aluguel deve ser igual a 70% da parcela do financiamento para sobrar margem para manutenção, condomínio e IPTU. Por exemplo, se a parcela é R$ 4.000, o aluguel precisa ser de no mínimo R$ 2.800. Se não atingir esse percentual, o investimento não é viável sem entrada maior. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, sempre reforço: nunca dependa de valorização futura para pagar contas do presente.

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Perguntas frequentes

Depende do seu orçamento e perfil. Itajaí oferece bom equilíbrio entre preço de entrada (imóveis a partir de R$ 250 mil) e demanda constante de locação, impulsionada pelo porto e pela indústria. Balneário Camboriú tem maior valorização, mas o ticket médio é mais alto (acima de R$ 500 mil). Blumenau é excelente para imóveis residenciais de médio padrão, com vacância baixa e retorno estável.

Consórcio é ideal para quem tem prazo e não precisa do imóvel imediatamente, pois não cobra juros, apenas taxa de administração (12% a 18% no total). Financiamento é melhor para oportunidades urgentes, mas os juros atuais (13% a 15% ao ano) exigem que o aluguel cubra a parcela. Uma estratégia inteligente é usar consórcio para o primeiro imóvel e financiamento para os seguintes, amortizando com os lucros dos aluguéis.

Recomendo no mínimo 3 imóveis de perfis diferentes (ex: um popular, um médio e um de alto padrão) para diluir riscos de vacância e inadimplência. Com 4 a 5 imóveis, o fluxo de caixa se torna mais previsível e você consegue reinvestir com segurança. Lembre-se de que a diversificação geográfica dentro de Santa Catarina também é importante: combine cidades litorâneas com cidades do interior.

Use a regra dos 70%: o valor do aluguel deve ser igual a 70% da parcela do financiamento para sobrar margem para manutenção, condomínio e IPTU. Por exemplo, se a parcela é R$ 4.000, o aluguel precisa ser de no mínimo R$ 2.800. Se não atingir esse percentual, o investimento não é viável sem entrada maior. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, sempre reforço: nunca dependa de valorização futura para pagar contas do presente.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.