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Como diversificar investimentos com imóveis

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como diversificar investimentos com imóveis | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Investir em imóveis no litoral catarinense, como Balneário Camboriú e Itapema, oferece proteção contra a inflação e valorização média anual de 12% a 18% nos últimos cinco anos, superando a poupança e o CDI.
  • O uso de crédito estruturado, como financiamento imobiliário com taxas atreladas ao IPCA + 4% a 6% ao ano, permite alavancar o patrimônio sem comprometer todo o capital disponível.
  • O consórcio imobiliário é uma alternativa viável para quem planeja adquirir imóveis de médio prazo, com taxas de administração entre 12% e 18% e possibilidade de antecipação via lance.

O problema real: o que acontece sem diversificar com imóveis

Muitos investidores brasileiros concentram seus recursos em renda fixa, como CDBs e Tesouro Direto, ou em ações voláteis. Em 2023, a inflação oficial foi de 4,62%, mas o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 5,77% em alguns períodos. Quem manteve 100% do patrimônio em CDB pós-fixado (110% do CDI, que rendeu 13,65% no ano) teve ganho real de apenas 7,88% — valor que, descontado o Imposto de Renda de 15% a 22,5%, caiu para menos de 6% líquido.

No mercado catarinense, um terreno na região central de Balneário Camboriú que valia R$ 1.200 o metro quadrado em 2019 saltou para R$ 3.500 o metro quadrado em 2024 — uma valorização de 191% em cinco anos, ou cerca de 23,8% ao ano. Quem deixou de investir em imóveis perdeu a oportunidade de multiplicar o patrimônio de forma consistente. Além disso, a falta de diversificação expõe o investidor a riscos de liquidez: enquanto um imóvel pode ser vendido em 30 a 90 dias em regiões aquecidas como Itajaí e Blumenau, um título de crédito privado pode sofrer marcação a mercado e perdas de até 15% em cenários de estresse.

O que muda na prática

Ao incluir imóveis na carteira, o investidor ganha proteção contra a inflação (já que os aluguéis e a valorização acompanham o IPCA), geração de renda passiva e lastro real. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, percebo que clientes que alocam entre 30% e 50% do patrimônio em imóveis no Vale do Itajaí conseguem uma rentabilidade média anual de 12% a 15% combinando aluguel (4% a 6% ao ano sobre o valor do imóvel) e valorização (8% a 12% ao ano).

Em números concretos: um apartamento de 70 m² em Itapema, comprado por R$ 450 mil em 2021, hoje vale R$ 580 mil (valorização de 28,9% em três anos). Se alugado por R$ 2.500 mensais (6,6% ao ano sobre o valor inicial), o retorno total foi de 35,5% no período, ou 10,7% ao ano — superando o CDI líquido de 8,5% ao ano no mesmo intervalo. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho de perto essas operações e vejo que o crédito bem estruturado é o diferencial para viabilizar esses movimentos.

Cenário Investimento inicial Prazo Retorno bruto anual Risco Liquidez
Imóvel em Balneário Camboriú (compra à vista) R$ 500.000 5 anos 12% a 18% (valorização + aluguel) Baixo a médio Média (60 a 90 dias)
Imóvel em Itajaí (financiamento 70% + entrada 30%) R$ 150.000 (entrada) + R$ 350.000 (financiado) 5 anos 18% a 25% (alavancado) Médio Média (90 a 120 dias)
Consórcio imobiliário (cota de R$ 300 mil) R$ 36.000 (lance) + parcelas mensais 4 a 5 anos 8% a 12% (valorização do imóvel contemplado) Baixo Baixa (depende da contemplação)
CDB 110% CDI (renda fixa) R$ 500.000 5 anos 8,5% líquido (após IR) Baixo Alta (D+1)
FIIs (Fundos Imobiliários) R$ 100.000 5 anos 9% a 12% (dividendos + valorização) Médio Alta (D+3)

Passo a passo para diversificar com imóveis em Santa Catarina

  1. Defina o objetivo: Determine se busca renda (aluguel), valorização (venda futura) ou ambos. Para renda, foque em regiões com alta demanda de locação, como Balneário Camboriú e Itajaí (porto e universidades). Para valorização, considere Blumenau (crescimento industrial) e Itapema (expansão imobiliária).
  2. Analise o mercado local: Levante dados de valorização nos últimos três anos. Em Balneário Camboriú, o metro quadrado médio passou de R$ 8.500 (2021) para R$ 11.200 (2024) — alta de 31,7%. Em Blumenau, o valor médio do m² subiu de R$ 4.200 para R$ 5.800 no mesmo período (38%).
  3. Avalie o crédito disponível: Verifique se você tem capital próprio suficiente para entrada (20% a 30% do valor do imóvel) e se seu score de crédito permite financiamento com taxas competitivas. Bancos como Caixa e Itaú oferecem linhas com taxa de 9% a 11% ao ano para imóveis novos em Santa Catarina.
  4. Escolha entre financiamento ou consórcio: Se precisar de imóvel imediato, opte por financiamento com amortização SAC (Sistema de Amortização Constante) — as parcelas caem ao longo do tempo. Se tiver prazo de 3 a 5 anos, o consórcio imobiliário pode ser mais barato, com taxa de administração de 12% a 18% diluída no período.
  5. Monitore a rentabilidade: Após adquirir o imóvel, recalcule o retorno anualmente. Considere custos de condomínio (R$ 600 a R$ 1.200 mensais em BC), IPTU (0,5% a 1% do valor venal) e vacância (períodos sem inquilino). Um imóvel em Itapema com aluguel de R$ 3.000 e custos totais de R$ 800 por mês gera fluxo líquido de R$ 2.200 — rentabilidade líquida de 5,2% ao ano sobre o valor de R$ 500 mil.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

No mercado catarinense, os retornos variam conforme a cidade e o tipo de imóvel. Em Balneário Camboriú, um apartamento de 2 quartos na região central (valor médio de R$ 600 mil) gerou valorização de 15% ao ano entre 2020 e 2024, com aluguel médio de R$ 3.500 mensais (7% ao ano). O retorno total bruto foi de 22% ao ano — mas descontando condomínio (R$ 1.000), IPTU (R$ 400/mês diluído) e vacância de 45 dias, o líquido cai para cerca de 14% ao ano.

Em Itajaí, imóveis próximos ao porto e à universidade (Univali) valorizaram 12% ao ano no mesmo período. Um apartamento de 70 m² comprado por R$ 380 mil em 2020 vale hoje R$ 530 mil (39% em quatro anos). O aluguel médio de R$ 2.200 (6,9% ao ano) gera retorno total bruto de 16,8% ao ano. Com custos de condomínio (R$ 700) e IPTU (R$ 250/mês), o líquido fica em 11% ao ano.

Para quem usa crédito estruturado, como financiamento de 70% com taxa de 9,5% ao ano (SAC), a alavancagem amplifica o retorno. Suponha um imóvel de R$ 500 mil em Itapema: entrada de R$ 150 mil, financiamento de R$ 350 mil em 240 meses. Com valorização de 12% ao ano e aluguel de R$ 2.800, o retorno sobre o capital próprio (entrada) pode chegar a 25% ao ano nos primeiros cinco anos, considerando a amortização da dívida e a valorização do ativo.

Perguntas frequentes

Qual a melhor cidade de Santa Catarina para investir em imóveis em 2024?

Depende do objetivo. Para valorização acelerada, Balneário Camboriú lidera com alta de 15% a 18% ao ano, mas os preços são elevados (m² acima de R$ 11.000). Para renda com aluguel, Itajaí oferece retorno de 6% a 7% ao ano sobre o valor do imóvel, graças à demanda de estudantes e trabalhadores do porto. Blumenau é equilibrada, com valorização de 10% a 12% ao ano e aluguel de 5% a 6%. Itapema está em expansão, com potencial de ganho de capital nos próximos três anos.

Vale a pena usar consórcio para investir em imóveis em Santa Catarina?

Sim, especialmente para quem tem prazo de 3 a 5 anos e não precisa do imóvel imediatamente. O consórcio imobiliário tem taxa de administração de 12%

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

Depende do objetivo. Para valorização acelerada, Balneário Camboriú lidera com alta de 15% a 18% ao ano, mas os preços são elevados (m² acima de R$ 11.000). Para renda com aluguel, Itajaí oferece retorno de 6% a 7% ao ano sobre o valor do imóvel, graças à demanda de estudantes e trabalhadores do porto. Blumenau é equilibrada, com valorização de 10% a 12% ao ano e aluguel de 5% a 6%. Itapema está em expansão, com potencial de ganho de capital nos próximos três anos.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.