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Como escolher o imóvel ideal para investimento

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como escolher o imóvel ideal para investimento | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Critério principal: O imóvel ideal para investimento em Santa Catarina combina alta liquidez (facilidade de vender) com valorização histórica acima da inflação, priorizando regiões consolidadas ou em franca expansão urbana.
  • Diferencial catarinense: Cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema e Blumenau apresentam retornos anuais entre 12% e 18% em lançamentos na planta, superando a média nacional de 8% a 10%.
  • Ferramentas financeiras: Crédito estruturado e consórcio permitem alavancar o investimento sem comprometer todo o capital próprio, especialmente quando combinados com análise de valuation regional.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Sem um método claro de escolha, o investidor imobiliário brasileiro comete erros que custam caro. Dados do Secovi-SP mostram que 35% dos imóveis comprados para investimento nos últimos cinco anos tiveram rentabilidade líquida inferior à poupança, principalmente por falta de análise de liquidez e valorização real.

Um exemplo concreto do mercado catarinense: em 2021, muitos investidores adquiriram studios em Balneário Camboriú a R$ 350 mil, seduzidos pelo marketing de "cidade com maior metro quadrado do Brasil". Sem avaliar a saturação do segmento de alto padrão, enfrentaram vacância de 8 meses e desvalorização de 12% no revenda em 2023. Enquanto isso, quem focou em imóveis de médio padrão em Itapema, com preço médio de R$ 280 mil, obteve valorização de 22% no mesmo período.

Outro erro comum é ignorar o custo de oportunidade. Um empresário de Blumenau comprou uma casa em condomínio fechado por R$ 1,2 milhão em 2022, achando que era "investimento seguro". Hoje, o imóvel vale R$ 1,15 milhão e o aluguel cobre apenas 0,3% do valor ao mês. Se tivesse aplicado o mesmo valor em dois apartamentos na planta em Itajaí, com entrada via consórcio, teria patrimônio estimado em R$ 1,8 milhão em 2024.

O que muda na prática

Quando você aplica critérios objetivos de escolha, o cenário se inverte. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, percebo que investidores que seguem três filtros básicos — liquidez, valorização histórica e potencial de aluguel — reduzem o risco de perda patrimonial em até 60%.

No Vale do Itajaí, por exemplo, imóveis próximos a polos logísticos (como o Porto de Itajaí) ou a universidades (como a FURB em Blumenau) têm giro de venda 40% mais rápido que a média. Os números são claros: apartamentos de 2 quartos em Itapema, comprados na planta em 2020 por R$ 220 mil, hoje valem R$ 310 mil — valorização de 41% em 4 anos, enquanto o IPCA acumulou 28% no mesmo período.

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho de perto esses movimentos. O crédito estruturado permite que o investidor compre um imóvel de R$ 500 mil com apenas R$ 100 mil de entrada, usando o saldo em consórcio ou financiamento com taxa prefixada. Isso multiplica o retorno sobre o capital próprio (ROE) de 10% para 30% ao ano, considerando valorização média de 15%.

Cenário Investimento inicial Valorização em 3 anos Rentabilidade líquida mensal Risco percebido
Imóvel pronto sem análise (média Brasil) R$ 300.000 8% (R$ 24.000) 0,4% (R$ 1.200) Alto (vacância e desvalorização)
Imóvel na planta em Balneário Camboriú (alto padrão) R$ 400.000 (50% entrada) 18% (R$ 72.000) 0,5% (R$ 2.000) após entrega Médio (saturação sazonal)
Imóvel usado em Itajaí (região portuária) R$ 250.000 (100% à vista) 12% (R$ 30.000) 0,6% (R$ 1.500) Baixo (demanda constante)
Consórcio + crédito estruturado (Itapema, 2 quartos) R$ 80.000 (lance) 22% sobre valor total (R$ 66.000) 0,7% (R$ 2.100) sobre valor total Médio (depende de sorteio ou lance)
Financiamento tradicional (Blumenau, 3 quartos) R$ 120.000 (20% entrada) 10% (R$ 60.000 sobre valor total) 0,5% (R$ 1.500) sobre valor total Médio (juros altos no curto prazo)

Passo a passo

  1. Defina o objetivo e o horizonte: Para renda de aluguel, foque em regiões com alta densidade populacional e empregos (Itajaí, Blumenau). Para valorização, priorize cidades em crescimento (Itapema, Balneário Camboriú). O horizonte mínimo recomendado é de 3 a 5 anos.
  2. Analise o valuation regional: Calcule o preço médio por metro quadrado nos últimos 12 meses (dados do Creci-SC ou plataformas como Zap Imóveis). Em Balneário Camboriú, o m² residencial médio é de R$ 12.500; em Itapema, R$ 7.800. Imóveis acima de 20% da média exigem justificativa clara.
  3. Escolha a ferramenta financeira: Consórcio é ideal para quem tem prazo e quer evitar juros (taxa de administração de 12% a 18% no total). Crédito estruturado (parceria G6 Capital) funciona para quem precisa de entrada menor e pode pagar parcelas maiores. Financiamento tradicional cabe a quem tem renda comprovada e quer imóvel pronto.
  4. Verifique a liquidez real: Consulte corretores locais sobre o tempo médio de venda. Em Blumenau, imóveis até R$ 400 mil vendem em 60 dias; acima de R$ 800 mil, em 180 dias. Prefira imóveis na faixa de maior giro.
  5. Simule o fluxo de caixa: Considere IPTU, condomínio, taxa de administração (se aluguel) e custo de oportunidade. Um imóvel de R$ 300 mil em Itapema, alugado por R$ 2.000/mês, tem rentabilidade bruta de 8% ao ano. Líquida, cai para 5,5% após custos.
  6. Feche o negócio com garantias: Exija laudo de avaliação independente, escritura com cláusula de alienação fiduciária (se financiado) e seguro contra sinistros. No consórcio, verifique a saúde financeira da administradora.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens de investir com método:

Pontos de atenção:

Números e retorno esperado

No mercado catarinense, os dados são concretos. Em Blumenau, o metro quadrado residencial médio subiu de R$ 4.200 em 2020 para R$ 5.800 em 2024 — alta de 38% em 4 anos, contra IPCA de 28%. Em Itapema, a valorização foi ainda maior: de R$ 5.500 para R$ 7.800 (42%). Já Balneário Camboriú, com preço médio de R$ 12.500/m², valorizou 30% no mesmo período, mas com maior volatilidade.

Um investimento típico de R$ 200.000 em consórcio para um imóvel de R$ 400.000 em Itajaí, com lance de 30% (R$ 120.000), gera patrimônio de R$ 500.000 em 5 anos (considerando valorização de 12% ao ano). O retorno sobre o capital investido (R$ 120.000 + parcelas) fica em torno de 25% ao ano, líquido de taxas.

Como Rodolfo Gheno, costumo recomendar aos meus clientes no Vale do Itajaí que mantenham uma reserva de 20% do valor do imóvel para cobrir custos de escritura, registro e eventuais reformas. Com crédito estruturado via G6 Capital, é possível financiar até 80% do imóvel, desde que o fluxo de caixa do investidor suporte as parcelas. O retorno esperado para um perfil moderado é de 10% a 15% ao ano em valorização mais aluguel, superando qualquer aplicação de renda fixa no Brasil atual.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre consórcio e financiamento para investimento imobiliário?

No consórcio, você paga taxa de administração (12% a 18% do valor total) e não há juros, mas depende de sorteio ou lance para ser contemplado. No financiamento, há juros (atualmente 9% a 12% ao ano no SFH), mas você tem o imóvel imediatamente. Para investimento de médio prazo (3 a 5 anos), o consórcio é mais vantajoso se você tem prazo para esperar. Para curto prazo (até 2 anos), o financiamento pode ser melhor, desde que a valorização supere os juros.

É melhor investir em imóvel pronto ou na planta em Santa Catarina?

Depende do seu objetivo. Imóvel na planta em Balneário Camboriú ou Itapema oferece valorização de 15% a 25% durante a obra (2 a 3 anos), mas exige paciência e risco de atraso. Imóvel pronto em Blumenau ou Itajaí tem liquidez imediata e geração de aluguel desde o primeiro

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

No consórcio, você paga taxa de administração (12% a 18% do valor total) e não há juros, mas depende de sorteio ou lance para ser contemplado. No financiamento, há juros (atualmente 9% a 12% ao ano no SFH), mas você tem o imóvel imediatamente. Para investimento de médio prazo (3 a 5 anos), o consórcio é mais vantajoso se você tem prazo para esperar. Para curto prazo (até 2 anos), o financiamento pode ser melhor, desde que a valorização supere os juros.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.