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Crédito Estruturado

Como escolher o melhor financiamento

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como escolher o melhor financiamento | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Critério principal: Compare o Custo Efetivo Total (CET) entre as opções, não apenas a taxa de juros nominal, pois ele inclui tarifas, seguros e impostos que impactam diretamente o desembolso final.
  • Alinhamento ao fluxo de caixa: Para empresários, o ideal é escolher parcelas fixas e prazos que coincidam com o ciclo de recebimento do negócio, evitando descasamento que gera inadimplência ou necessidade de renegociação.
  • Garantia real vs. pessoal: Financiamentos com alienação de bens (imóveis, máquinas) ou recebíveis (duplicatas, cartão de crédito) costumam ter taxas 30% a 50% menores que operações sem garantia, segundo dados do Banco Central de 2024.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresários e gestores financeiros no Brasil frequentemente subestimam o impacto de uma escolha mal feita de financiamento. Dados do Serasa Experian (2024) mostram que 62% das empresas de médio porte que fecharam as portas nos últimos dois anos tinham dívidas bancárias com custo acima de 3% ao mês, contratadas em momentos de desespero operacional. Um caso típico: uma metalúrgica de Blumenau, em Santa Catarina, tomou R$ 500 mil em crédito rotativo de conta garantida a 8,5% ao mês para cobrir um atraso de fornecedor. Seis meses depois, a dívida havia dobrado, e a empresa perdeu o controle do fluxo de caixa.

Sem um método claro de escolha, o tomador acaba comparando apenas a taxa de juros mensal, ignorando o CET, o prazo de carência e as condições de renegociação. No mercado brasileiro, onde o spread bancário médio para pessoas jurídicas gira em torno de 22,5% ao ano (dados do BC de janeiro de 2025), cada ponto percentual de diferença no CET pode representar dezenas de milhares de reais ao longo do contrato.

O que muda na prática

Quando um empresário aplica um processo estruturado de escolha de financiamento, os ganhos são mensuráveis. Primeiro, a redução média do CET pode chegar a 2,5 pontos percentuais ao ano, simplesmente ao comparar três ou mais propostas de instituições diferentes. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, já vi casos em que uma empresa de logística de Itajaí reduziu o custo de captação de 1,8% para 1,1% ao mês ao trocar um CDC bancário tradicional por uma operação lastreada em recebíveis de cartão de crédito.

Segundo, a previsibilidade financeira aumenta. Com parcelas ajustadas ao faturamento real — por exemplo, financiamento com pagamento sazonal ou vinculado a vendas — o risco de inadimplência cai em média 40%, segundo estudos da FGV. Terceiro, o empresário ganha poder de barganha: ao chegar ao banco com uma análise de crédito prévia e alternativas em mãos, consegue negociar prazos maiores ou carência, algo que 78% dos tomadores não fazem por desconhecimento, conforme pesquisa do Sebrae (2023).

Tabela comparativa

Critério Financiamento bancário tradicional (CDC) Crédito com garantia de recebíveis Consórcio para aquisição de bens Crédito estruturado (asset-based)
CET médio (ao ano) – jan/2025 25% a 35% 18% a 24% 12% a 18% (taxa de administração) 15% a 22%
Prazo máximo típico 60 meses 12 a 24 meses 60 a 200 meses 36 a 72 meses
Garantia exigida Pessoal (aval/fiador) ou alienação do bem Duplicatas, boletos ou recebíveis de cartão Não há (fundo comum) Ativos reais (imóveis, máquinas, estoque)
Tempo médio de aprovação 5 a 15 dias úteis 2 a 5 dias úteis Imediato (adesão) 15 a 30 dias úteis
Indicado para Empresas com histórico de crédito sólido Negócios com faturamento recorrente e previsível Planejamento de longo prazo (máquinas, frota) Empresas que precisam de alto valor e prazo flexível

Passo a passo

  1. Faça um diagnóstico financeiro completo: Levante o fluxo de caixa projetado para os próximos 12 meses, o faturamento médio mensal e o endividamento atual. Empresas em Santa Catarina, por exemplo, podem usar o sistema de notas fiscais eletrônicas para gerar relatórios automáticos de recebíveis.
  2. Defina o objetivo do financiamento com clareza: É para capital de giro, compra de máquinas, expansão ou reestruturação de dívidas? Cada finalidade exige um tipo de produto financeiro diferente.
  3. Pesquise o CET de pelo menos três instituições: Não se limite ao banco de relacionamento. Use plataformas como o site do Banco Central (ranking de taxas) ou consultorias especializadas. Anote também prazos de carência e multas por amortização antecipada.
  4. Analise as garantias disponíveis: Se a empresa tem duplicatas a receber, imóveis próprios ou maquinário quitado, essas garantias reduzem o risco do credor e, consequentemente, o custo. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, sempre recomendo: liste todos os ativos que podem ser dados como garantia antes de negociar.
  5. Simule o impacto no fluxo de caixa: Use uma planilha com as parcelas projetadas e compare com a margem operacional. Se a parcela consumir mais de 30% do faturamento líquido médio, é um sinal de alerta.
  6. Negocie cláusulas contratuais: Peça para incluir a possibilidade de amortização antecipada sem multa, carência de 3 a 6 meses e renegociação em caso de queda de faturamento. Poucos tomadores pedem, mas muitos bancos aceitam.
  7. Formalize e monitore: Após contratar, crie um calendário de pagamentos e revise o contrato a cada seis meses para verificar se há opções mais baratas no mercado.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Para uma empresa de médio porte no Vale do Itajaí, com faturamento anual de R$ 5 milhões e necessidade de R$ 300 mil para capital de giro, a escolha correta do financiamento pode gerar economia de R$ 45 mil a R$ 60 mil por ano. Explico: se ela optar por uma operação com CET de 1,2% ao mês (com garantia de recebíveis) em vez de 2,5% ao mês (crédito sem garantia), a diferença mensal é de R$ 3.900. Em 12 meses, são R$ 46.800 economizados.

Além disso, empresas que estruturam suas dívidas com prazos adequados e carência inicial conseguem reinvestir o capital de giro em operações que geram retorno médio de 3% a 5% ao mês (como compra de matéria-prima com desconto ou antecipação de entregas). O retorno total de uma decisão bem tomada pode ultrapassar 20% do valor financiado ao ano. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, os empresários que seguem esse método têm 80% menos probabilidade de renegociar dívidas no curto prazo.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre taxa de juros e CET na prática?

A taxa de juros é apenas o custo do dinheiro emprestado. O CET inclui juros, tarifas de abertura de crédito, seguros obrigatórios, IOF e qualquer outro encargo. Por exemplo, um financiamento com juros de 1,5% ao mês pode ter CET de 2,1% ao mês se houver seguros e tarifas. Sempre peça o CET antes de assinar.

Vale a pena contratar um financiamento com garantia de imóvel?

Sim, se o empresário tiver um imóvel quitado e não precisar vendê-lo. A taxa cai em média 40% em relação ao crédito sem garantia. Porém, é preciso avaliar o risco: em caso de inadimplência, o imóvel pode ser executado. Para empresas com fluxo de caixa estável, é uma das opções mais baratas do mercado brasileiro.

Como saber se meu negócio em Santa Catarina se qualifica para crédito estruturado?

Geralmente, crédito estruturado é indicado para empresas com faturamento acima de R$ 2 milhões ao ano, que possuam ativos reais (imóveis, máquinas, estoque) ou recebíveis previsíveis. Bancos como Bradesco, Itaú e cooperativas de crédito da região (como a Ailos) avaliam cada caso. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo fazer uma análise prévia de rating interno antes de solicitar.

O que é melhor: parcelas fixas ou variáveis?

Depende do seu fluxo de caixa. Parcelas fixas são previsíveis e boas para empresas com receita estável. Parcelas variáveis, atreladas a um percentual do faturamento, são ideais para negócios sazonais (como comércio varejista no Natal ou turismo em Balneário Camboriú). O custo total de parcelas variáveis costuma ser 0,5% a 1% maior, mas o risco de inadimplência é menor.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

A taxa de juros é apenas o custo do dinheiro emprestado. O CET inclui juros, tarifas de abertura de crédito, seguros obrigatórios, IOF e qualquer outro encargo. Por exemplo, um financiamento com juros de 1,5% ao mês pode ter CET de 2,1% ao mês se houver seguros e tarifas. Sempre peça o CET antes de assinar.

Sim, se o empresário tiver um imóvel quitado e não precisar vendê-lo. A taxa cai em média 40% em relação ao crédito sem garantia. Porém, é preciso avaliar o risco: em caso de inadimplência, o imóvel pode ser executado. Para empresas com fluxo de caixa estável, é uma das opções mais baratas do mercado brasileiro.

Geralmente, crédito estruturado é indicado para empresas com faturamento acima de R$ 2 milhões ao ano, que possuam ativos reais (imóveis, máquinas, estoque) ou recebíveis previsíveis. Bancos como Bradesco, Itaú e cooperativas de crédito da região (como a Ailos) avaliam cada caso. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo fazer uma análise prévia de rating interno antes de solicitar.

Depende do seu fluxo de caixa. Parcelas fixas são previsíveis e boas para empresas com receita estável. Parcelas variáveis, atreladas a um percentual do faturamento, são ideais para negócios sazonais (como comércio varejista no Natal ou turismo em Balneário Camboriú). O custo total de parcelas variáveis costuma ser 0,5% a 1% maior, mas o risco de inadimplência é menor.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.