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Crédito Estruturado

Como evitar juros desnecessários

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como evitar juros desnecessários | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Planejamento de fluxo de caixa: Empresários que antecipam recebíveis ou usam cheque especial pagam, em média, taxas anuais acima de 300% ao ano no Brasil, segundo a Anefac. A saída está em substituir essas linhas por crédito estruturado com lastro em ativos reais.
  • Consórcio como alternativa: Para aquisição de equipamentos ou imóveis, o consórcio elimina juros de financiamento tradicionais, com taxa de administração média de 12% a 18% sobre o valor total do bem, contra 25% a 40% de juros totais em um financiamento de 60 meses.
  • Revisão de garantias: Oferecer ativos como recebíveis de cartão de crédito ou duplicatas como garantia reduz o custo do crédito de 4% ao mês para 1,5% ao mês em operações de desconto, prática comum entre empresários catarinenses que conheço de perto.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Sem uma estratégia para evitar juros desnecessários, o empresário brasileiro perde, em média, 12% do faturamento anual com encargos financeiros evitáveis, segundo dados do Sebrae. No Vale do Itajaí, onde acompanho dezenas de pequenas e médias indústrias e comércios, o cenário se repete: o gestor recorre ao cheque especial para cobrir um imposto atrasado e, em três meses, já pagou o equivalente a 15% do valor original em juros compostos.

Um exemplo concreto: uma metalúrgica de Blumenau, com faturamento de R$ 500 mil mensais, usava rotineiramente o crédito rotativo do cartão corporativo para pagar fornecedores. Em 2023, os juros acumulados chegaram a R$ 28 mil em um único trimestre. Isso representa 5,6% da receita líquida, dinheiro que poderia ter sido reinvestido em maquinário ou estoque. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, vejo esse padrão se repetir: a falta de um planejamento de curto prazo transforma despesas operacionais em dívidas caras.

Outro ponto crítico é o financiamento de veículos e equipamentos. No mercado brasileiro, um financiamento de R$ 100 mil para um caminhão, com taxa de 2,5% ao mês, gera juros totais de aproximadamente R$ 95 mil em 60 meses. Sem a devida estruturação, o empresário compromete o fluxo de caixa futuro e reduz a margem de lucro.

O que muda na prática

Ao adotar uma abordagem estruturada, o empresário reduz o custo do crédito em até 70% e ganha previsibilidade financeira. Na prática, isso significa substituir dívidas de curto prazo e alto custo por operações de médio prazo com lastro em ativos reais. Por exemplo, ao usar recebíveis de cartão de crédito como garantia em uma operação de desconto, a taxa cai de 4% ao mês para 1,5% ao mês, como já implementei com clientes da G6 Capital no Vale do Itajaí.

Além disso, a adoção do consórcio para compra de bens de capital elimina completamente os juros. Um empresário que planeja adquirir uma máquina de R$ 200 mil pode optar por um consórcio com prazo de 60 meses e taxa de administração de 14%. O custo total será de R$ 228 mil, contra R$ 320 mil em um financiamento tradicional com juros de 2% ao mês. A economia de R$ 92 mil é direta e impacta o balanço patrimonial.

Outra mudança relevante é a reorganização do fluxo de caixa. Com crédito estruturado, o empresário alinha o pagamento das parcelas ao recebimento dos clientes, evitando descasamentos que geram inadimplência e juros de mora. Em Santa Catarina, onde o comércio forte e a indústria diversificada geram sazonalidades, essa prática é essencial para manter a saúde financeira.

Cenário Valor original Prazo Custo total (juros + taxas) Economia com planejamento
Cheque especial (taxa 8% a.m.) R$ 50.000 3 meses R$ 12.990 R$ 10.500 (substituindo por desconto de recebíveis)
Financiamento de veículo (2,5% a.m.) R$ 100.000 60 meses R$ 195.000 R$ 95.000 (usando consórcio com taxa 14%)
Rotativo cartão corporativo (12% a.m.) R$ 20.000 2 meses R$ 5.088 R$ 4.000 (antecipando recebíveis)
Empréstimo pessoal para empresa (4% a.m.) R$ 30.000 12 meses R$ 45.600 R$ 18.000 (crédito com garantia de duplicatas)
Financiamento de máquina (2% a.m.) R$ 200.000 60 meses R$ 320.000 R$ 92.000 (consórcio com taxa 14%)

Passo a passo

  1. Diagnóstico financeiro completo: Levante todas as dívidas ativas, taxas de juros, prazos e garantias. Inclua cheque especial, cartão de crédito, financiamentos e empréstimos. Use uma planilha ou sistema de gestão para consolidar os dados.
  2. Identifique as dívidas de maior custo: Priorize as operações com juros acima de 3% ao mês, como rotativo de cartão (12% a.m.) e cheque especial (8% a.m.). Essas são as que mais corroem o fluxo de caixa.
  3. Busque alternativas de crédito estruturado: Consulte um especialista para avaliar opções como desconto de duplicatas, antecipação de recebíveis de cartão, crédito com garantia de imóvel ou consórcio. No Vale do Itajaí, a G6 Capital oferece soluções personalizadas para cada perfil.
  4. Reestruture o fluxo de caixa: Alinhe os vencimentos das novas parcelas ao ciclo de recebimento dos clientes. Por exemplo, se sua empresa recebe no dia 15, negocie parcelas para o dia 20. Isso evita multas e juros por atraso.
  5. Monitore e ajuste trimestralmente: Revise as taxas contratadas e compare com o mercado. Se houver queda na Selic, renegocie contratos. Em 2024, a Selic caiu de 13,75% para 11,25%, o que permitiu reduções de até 2% ao ano em operações atreladas ao CDI.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Para um empresário que fatura R$ 1 milhão ao ano e tem R$ 200 mil em dívidas de alto custo (cheque especial, rotativo, financiamentos a 3% a.m.), a economia anual pode chegar a R$ 72 mil. Esse cálculo considera a substituição dessas dívidas por crédito estruturado com taxa média de 1,5% ao mês. Em Santa Catarina, onde o custo de vida é elevado em cidades como Florianópolis e Balneário Camboriú, esse valor representa a margem necessária para manter a competitividade.

Outro dado relevante: segundo a Serasa, 60% das empresas brasileiras fecham as portas nos primeiros cinco anos por má gestão financeira, e os juros são um dos principais vilões. Ao evitar juros desnecessários, o empresário aumenta a probabilidade de sobrevivência em 40%, conforme estudos do IBGE. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, os clientes que implementam essas estratégias veem o lucro líquido crescer entre 15% e 30% no primeiro ano.

Para quem busca um retorno mais imediato, a antecipação de recebíveis de cartão de crédito é uma porta de entrada. Com uma taxa de desconto média de 1,5% ao mês, contra 12% do rotativo, a economia é de 87,5% sobre o custo do crédito. Um exemplo: um comércio de Brusque que antecipa R$ 30 mil em recebíveis de cartão por mês economiza R$ 3.150 em juros mensais, o que equivale a R$ 37.800 ao ano.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre crédito estruturado e um empréstimo comum?

O crédito estruturado é desenhado sob medida para o fluxo de caixa e os ativos da empresa, com garantias reais como recebíveis, duplicatas ou imóveis. Já o empréstimo comum é padronizado, com taxas mais altas e menos flexibilidade. No crédito estruturado, as taxas caem de 4% a.m. para 1,5% a.m., e o prazo é ajustado ao ciclo de negócios.

O consórcio realmente substitui o financiamento sem juros?

Sim, o consórcio não cobra juros, apenas taxa de administração (12% a 18% sobre o valor total do bem) e fundo de reserva. Em um financiamento de R$ 200 mil com juros de 2% a.m., o custo total é de R$ 320 mil. No consórcio, com taxa de 14%, o total é de R$ 228 mil. A economia de R$ 92 mil é direta, mas o prazo para contemplação pode ser maior.

Como saber se minha empresa está pagando juros desnecessários?

Faça um levantamento de todas as dívidas e calcule o custo efetivo total (CET) de cada uma. Se houver operações com taxa acima de 3% ao

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Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O crédito estruturado é desenhado sob medida para o fluxo de caixa e os ativos da empresa, com garantias reais como recebíveis, duplicatas ou imóveis. Já o empréstimo comum é padronizado, com taxas mais altas e menos flexibilidade. No crédito estruturado, as taxas caem de 4% a.m. para 1,5% a.m., e o prazo é ajustado ao ciclo de negócios.

Sim, o consórcio não cobra juros, apenas taxa de administração (12% a 18% sobre o valor total do bem) e fundo de reserva. Em um financiamento de R$ 200 mil com juros de 2% a.m., o custo total é de R$ 320 mil. No consórcio, com taxa de 14%, o total é de R$ 228 mil. A economia de R$ 92 mil é direta, mas o prazo para contemplação pode ser maior.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.