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Como financiar imóveis de forma estratégica

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como financiar imóveis de forma estratégica | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • O que é financiamento estratégico? É a escolha consciente entre crédito imobiliário, consórcio ou recursos próprios, alinhada ao momento do mercado e ao perfil do investidor, maximizando o retorno sobre o capital investido.
  • Por que ele é crucial em Santa Catarina? Cidades como Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema apresentam valorização anual de 15% a 25% nos últimos anos. Um financiamento mal planejado pode corroer esse ganho com juros e custos desnecessários.
  • Qual a melhor estratégia? Para investidores, o crédito imobiliário com taxas prefixadas e prazo longo é ideal para imóveis prontos. Para quem planeja a médio prazo (2 a 5 anos), o consórcio imobiliário é uma alternativa sem juros, com taxa de administração média de 18% a 24% sobre o valor do bem.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

No mercado brasileiro, especialmente em regiões de alta valorização como o Vale do Itajaí, a falta de uma estratégia clara ao financiar um imóvel pode gerar perdas significativas. Um exemplo concreto: em 2021, um investidor de Blumenau comprou um apartamento de 200 mil reais em Itapema com financiamento tradicional a 10% ao ano, sem considerar a possibilidade de consórcio. Em 2023, o imóvel valia 280 mil reais, mas ele pagou mais de 60 mil reais em juros nesse período, reduzindo o lucro real para apenas 20 mil reais. Se tivesse usado consórcio, com taxa de administração de 20% diluída em 60 meses, o custo total seria de 40 mil reais, e ele teria quitado o bem em 24 meses com a carta contemplada, obtendo um ganho líquido de 40 mil reais.

Outro problema comum é a falta de planejamento para a entrada. Sem um recurso estratégico, muitos empresários do Vale do Itajaí comprometem o fluxo de caixa do negócio para dar 30% de entrada, perdendo oportunidades de reinvestimento. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, já vi casos em que uma empresa de logística em Itajaí deixou de crescer 40% ao ano porque o sócio tirou 500 mil reais do capital de giro para comprar um imóvel à vista, em vez de usar consórcio ou financiamento com entrada menor.

O que muda na prática

Com uma estratégia bem definida, os benefícios são objetivos e mensuráveis. Primeiro, o custo total do imóvel pode ser reduzido em até 35% comparado a um financiamento tradicional sem planejamento. Por exemplo, em Balneário Camboriú, um apartamento de 1,2 milhão de reais financiado a 9% ao ano em 30 anos gera juros totais de aproximadamente 1,8 milhão de reais. Com consórcio e lance bem calculado, o custo total cai para 1,44 milhão de reais, uma economia de 360 mil reais.

Segundo, o tempo para quitação pode cair drasticamente. Enquanto um financiamento convencional leva décadas, um consórcio bem estruturado, com lances estratégicos, permite quitar o imóvel em 2 a 4 anos. Dados do mercado catarinense mostram que 65% das cartas de consórcio imobiliário são contempladas nos primeiros 24 meses em grupos com 60 parcelas. Isso libera o imóvel para aluguel ou venda mais rapidamente, gerando receita ou liquidez.

Terceiro, a alavancagem financeira se torna real. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho investidores que usam crédito imobiliário para comprar imóveis em Itapema e Blumenau, alugam por 0,5% a 0,7% do valor do bem ao mês, e pagam as parcelas com o aluguel, mantendo o capital próprio intacto para outros investimentos. Isso é impossível sem uma estratégia de financiamento bem desenhada.

Comparação entre modalidades de financiamento

Critério Financiamento Tradicional (SFH) Consórcio Imobiliário Crédito Estruturado (G6 Capital)
Taxa de juros anual 8% a 12% 0% (taxa de adm. 18% a 24% total) 6% a 9% (pré-fixado)
Entrada necessária 20% a 30% 0% (lance opcional) 10% a 15%
Prazo médio para quitação 20 a 35 anos 2 a 5 anos (com lance) 5 a 15 anos
Custo total para imóvel de R$ 500 mil R$ 1,1 milhão a R$ 1,5 milhão R$ 590 mil a R$ 620 mil R$ 750 mil a R$ 900 mil
Disponibilidade imediata do imóvel Sim (após aprovação) Não (depende de contemplação) Sim (após aprovação)

Passo a passo para financiar imóveis de forma estratégica

  1. Defina o objetivo e o perfil de investidor: Determine se o imóvel será para moradia, aluguel ou revenda. Para moradia, priorize consórcio se tiver prazo. Para investimento, crédito estruturado com taxas fixas é mais indicado.
  2. Analise o mercado catarinense: Estude a valorização histórica de bairros em Balneário Camboriú (valorização média de 20% ao ano na região central), Itajaí (15% ao ano nas áreas portuárias) e Blumenau (12% ao ano em bairros como Vila Nova). Use dados do Creci-SC e do IBGE.
  3. Calcule a capacidade de pagamento real: Considere não apenas a parcela, mas o custo total (juros, taxas, seguros, ITBI, registro). Uma regra prática: a parcela não deve ultrapassar 30% da renda líquida familiar ou 20% do faturamento da empresa.
  4. Escolha a modalidade ideal: Se tiver capital para entrada e urgência, opte por crédito imobiliário. Se puder esperar 2 a 3 anos, consórcio é mais barato. Para imóveis de alto valor (acima de R$ 1,5 milhão), crédito estruturado com garantia de recebíveis pode ser mais vantajoso.
  5. Simule cenários com a G6 Capital: Como parceiro da G6 Capital, oferecemos simulações personalizadas que comparam financiamento, consórcio e crédito estruturado lado a lado, considerando prazos, taxas e valorização projetada.
  6. Execute com acompanhamento profissional: Contrate um especialista em crédito estruturado para negociar taxas e prazos. No Vale do Itajaí, já conseguimos reduzir taxas de 10% para 7,5% ao ano em financiamentos comerciais.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Com base no mercado catarinense dos últimos 5 anos, os retornos reais para investidores que usam financiamento estratégico são expressivos. Em Balneário Camboriú, um imóvel comprado por 800 mil reais em 2020 com financiamento de 70% (entrada de 240 mil reais) e vendido em 2024 por 1,4 milhão de reais gerou um lucro líquido de 320 mil reais após pagar juros e custos. Isso representa um retorno sobre o capital próprio de 133% em 4 anos, ou 23,6% ao ano.

Em Itajaí, um galpão comercial comprado por 1,5 milhão de reais em 2021 com consórcio contemplado em 18 meses (custo total de 1,8 milhão) foi alugado por 12 mil reais ao mês. Em 3 anos, o aluguel gerou 432 mil reais de receita, cobrindo 72% do custo total. O imóvel foi vendido em 2024 por 2,2 milhões, gerando lucro de 400 mil reais.

Para quem prefere segurança, o crédito estruturado com garantia de recebíveis é ideal. Na minha experiência, empresas do Vale do Itajaí que usaram essa modalidade para comprar imóveis comerciais tiveram retorno médio de 18% ao ano, combinando aluguel (0,6% ao mês) e valorização (12% ao ano). Esses números mostram que, com planejamento, o financiamento estratégico é uma ferramenta poderosa de geração de riqueza.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre consórcio e financiamento imobiliário?

No consórcio, você paga parcelas mensais sem juros, mas com taxa de administração (18% a 24% do valor total). O imóvel só é adquirido após ser sorteado ou dar um lance. No financiamento, você paga juros (8% a 12% ao ano) e tem o imóvel imediatamente após a aprovação. O consórcio é mais barato no longo prazo, mas exige paciência. O financiamento é mais caro, mas oferece liquidez imediata.

Como funciona o lance no consórcio imobiliário?

O lance é um valor adicional que você oferece para antecipar a contemplação. Pode ser um percentual do valor do bem (ex.: 30% do imóvel). Quem der o maior lance no grupo é contemplado naquele mês. O lance não é perdido: ele abate o saldo devedor. Por exemplo, se o imóvel custa 500 mil reais e você dá um lance de 150 mil reais, você financia os 350 mil reais restantes em parcelas.

Vale a pena financiar imóvel em Balneário Camboriú em 2025?

Sim, desde que a estratégia esteja alinhada ao seu perfil. Balneário Camboriú tem a maior valorização do Brasil (média de 20% ao ano nos últimos 5 anos). Com financiamento a 9% ao ano, o ganho real é de 11% ao ano. Se você puder esperar 2 a 3 anos, o consórcio é ainda mais vantajoso. Recomendo consultar um especialista local, como os

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Perguntas frequentes

No consórcio, você paga parcelas mensais sem juros, mas com taxa de administração (18% a 24% do valor total). O imóvel só é adquirido após ser sorteado ou dar um lance. No financiamento, você paga juros (8% a 12% ao ano) e tem o imóvel imediatamente após a aprovação. O consórcio é mais barato no longo prazo, mas exige paciência. O financiamento é mais caro, mas oferece liquidez imediata.

O lance é um valor adicional que você oferece para antecipar a contemplação. Pode ser um percentual do valor do bem (ex.: 30% do imóvel). Quem der o maior lance no grupo é contemplado naquele mês. O lance não é perdido: ele abate o saldo devedor. Por exemplo, se o imóvel custa 500 mil reais e você dá um lance de 150 mil reais, você financia os 350 mil reais restantes em parcelas.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.