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Como financiar imóveis para locação de temporada

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como financiar imóveis para locação de temporada | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Sim, é possível financiar imóveis para locação de temporada utilizando linhas de crédito imobiliário tradicionais (SFH, SFI) ou consórcio, desde que o imóvel se enquadre nas regras do banco quanto à finalidade e localização.
  • Em Santa Catarina, especialmente no Vale do Itajaí e litoral norte, a valorização média anual de imóveis turísticos gira entre 12% e 18% nos últimos 5 anos, segundo dados do Creci-SC e FipeZAP, tornando o financiamento uma alavanca estratégica.
  • Consórcio é a alternativa mais indicada para quem não tem pressa e quer fugir dos juros, enquanto o financiamento tradicional é melhor para quem precisa do imóvel em até 60 dias para começar a gerar receita com temporada.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Muitos investidores do Vale do Itajaí, especialmente em Balneário Camboriú e Itapema, perdem oportunidades reais de retorno por não entenderem como funciona o crédito para imóveis de temporada. Sem financiamento ou consórcio, o investidor precisa ter 100% do valor à vista — o que raramente acontece no mercado catarinense, onde apartamentos de 2 quartos em Balneário Camboriú já ultrapassam R$ 1,2 milhão.

Um caso concreto: em 2023, um cliente meu de Blumenau queria comprar uma cobertura em Itajaí para locação de verão. Ele tinha R$ 200 mil guardados, mas o imóvel custava R$ 850 mil. Sem conhecer as linhas de crédito estruturado, ele desistiu do negócio. O imóvel valorizou 22% em 2024. Hoje, ele pagaria R$ 1,04 milhão. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, esse é o erro mais comum: perder a janela de oportunidade por falta de informação sobre financiamento.

Outro problema: muitos bancos tradicionais recusam financiamento para imóveis de temporada porque o contrato de locação não é estável como o de aluguel residencial de longo prazo. Sem o direcionamento correto, o investidor fica preso ao aluguel de balneário por temporada, sem patrimônio. A saída está no crédito bem estruturado, com análise de fluxo de caixa projetado.

O que muda na prática

Com financiamento ou consórcio, o investidor transforma um custo (aluguel de temporada) em patrimônio. Em Santa Catarina, onde o turismo movimenta mais de R$ 15 bilhões por ano (dados da Santur), ter um imóvel financiado na praia significa gerar receita de temporada que paga as parcelas e ainda sobra.

Na prática, um imóvel de R$ 600 mil financiado em 20 anos pelo SFH, com entrada de 20% (R$ 120 mil), gera parcelas de aproximadamente R$ 4.500 a R$ 5.000. Em Balneário Camboriú, um apartamento desse porte aluga por temporada (janeiro a março) por R$ 15 mil a R$ 25 mil por mês. Ou seja, em 3 meses de alta temporada, o investidor cobre de 9 a 15 parcelas anuais. O restante do ano é lucro líquido.

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho dezenas de casos em Itapema e Balneário Camboriú onde a locação de temporada paga o financiamento em menos de 5 anos, considerando a valorização do imóvel. O consórcio, por sua vez, permite planejar sem juros, ideal para quem pode esperar de 2 a 4 anos para ser contemplado.

Cenário Investimento inicial Prazo médio Retorno anual estimado Risco
Financiamento SFH (imóvel até R$ 1,5 milhão) 20% a 30% de entrada 20 a 30 anos 8% a 12% sobre o valor do imóvel (aluguel + valorização) Médio (juros e inadimplência na temporada)
Financiamento SFI (imóvel acima de R$ 1,5 milhão) 30% a 50% de entrada 15 a 25 anos 10% a 15% sobre o valor do imóvel Médio-alto (juros mais altos)
Consórcio imobiliário 20% a 30% do lance 2 a 4 anos (contemplação) 15% a 20% sobre o valor investido (sem juros) Baixo (sem juros, mas sem imóvel imediato)
Compra à vista (sem crédito) 100% do valor Imediato 6% a 8% (apenas aluguel) Baixo, mas alto custo de oportunidade
Aluguel de temporada (sem compra) Zero Não se aplica Zero (apenas custo) Não gera patrimônio

Passo a passo para financiar imóveis de temporada em Santa Catarina

  1. Defina o perfil do imóvel e a localização — Priorize cidades com alta demanda turística em Santa Catarina: Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, Blumenau (para eventos) e Florianópolis. Imóveis próximos à praia ou com vista para o mar têm maior valorização e giro de aluguel.
  2. Simule o fluxo de caixa da temporada — Considere a receita bruta de janeiro a março (alta temporada) e os meses de baixa (abril a novembro). Em Balneário Camboriú, a diária média em um apartamento de 2 quartos é de R$ 600 a R$ 1.200. Calcule 70% de ocupação na alta e 20% na baixa.
  3. Escolha a linha de crédito ideal — Para imóveis até R$ 1,5 milhão, use o SFH (taxa de 8% a 10% ao ano). Acima disso, o SFI (11% a 14% ao ano). Consórcio é melhor para quem não precisa do imóvel imediatamente.
  4. Prepare a documentação e a entrada — Bancos exigem comprovação de renda e entrada mínima de 20% a 30%. Para autônomos ou empresários, a G6 Capital ajuda a estruturar a renda com base no fluxo de locação projetado.
  5. Contrate um seguro de aluguel de temporada — Isso reduz o risco de inadimplência e facilita a aprovação do crédito. Muitos bancos em Santa Catarina já aceitam esse seguro como garantia complementar.
  6. Acompanhe a valorização e reavalie anualmente — Imóveis em Balneário Camboriú valorizaram 18% em 2024. Se o valor de mercado subir, você pode refinanciar ou vender com lucro antes do fim do prazo.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado no mercado catarinense

Em 2024, o preço médio do metro quadrado em Balneário Camboriú atingiu R$ 14.500, segundo o índice FipeZAP. Em Itapema, R$ 9.800. Em Itajaí, R$ 7.200. Um apartamento de 70 m² em Balneário Camboriú custa, em média, R$ 1.015.000. Com entrada de R$ 203.000 (20%) e financiamento de R$ 812.000 em 25 anos a 9,5% ao ano, a parcela fica em R$ 6.800.

A receita bruta de temporada (janeiro a março) para esse imóvel, com diária média de R$ 800 e 80% de ocupação, é de R$ 57.600. Nos meses de baixa, com 30% de ocupação e diária de R$ 400, a receita adicional é de R$ 43.200. Total anual: R$ 100.800. Subtraindo condomínio (R$ 1.200/mês), IPTU (R$ 600/mês) e manutenção (R$ 300/mês), o custo fixo é de R$ 25.200. Sobram R$ 75.600 para pagar as 12 parcelas de R$ 6.800 (R$ 81.600). O déficit de R$ 6.000 é coberto pela valorização do imóvel (que em 2024 foi de 18%, ou R$ 182.700).

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, esse cálculo é conservador. Em Itapema, onde os preços são mais baixos, a margem é ainda maior. Para quem opta pelo consórcio, o retorno sobre o lance (média de 30% do valor do imóvel) pode chegar a 25% ao ano, considerando a valorização e a ausência de juros.

Perguntas frequentes sobre financiamento de imóveis para locação de temporada

1. Bancos financiam imóveis para locação de temporada em Santa Catarina?

Sim, desde que o imóvel esteja em região com demanda turística comprovada e o investidor apresente um plano de negócios. Bancos como Caixa, Bradesco e Itaú aprovam financiamento para imóveis em Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema, mas exigem entrada mínima de 20% a 30% e comprovação de renda. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, já vi casos em que a renda de temporada projetada foi aceita como complemento de renda.

2. Consórcio é melhor que financiamento para imóvel de temporada?

Depende do seu objetivo. Consórcio não tem juros, mas você só recebe o imóvel após ser sorteado ou dar um lance. Para investidores do Vale do Itajaí que podem esperar de 2 a 4 anos, o consórcio é mais vantajoso porque o custo total é menor. Financiamento é melhor para quem precisa do imóvel imediatamente para gerar receita de temporada.

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

Sim, desde que o imóvel esteja em região com demanda turística comprovada e o investidor apresente um plano de negócios. Bancos como Caixa, Bradesco e Itaú aprovam financiamento para imóveis em Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema, mas exigem entrada mínima de 20% a 30% e comprovação de renda. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, já vi casos em que a renda de temporada projetada foi aceita como complemento de renda.

Depende do seu objetivo. Consórcio não tem juros, mas você só recebe o imóvel após ser sorteado ou dar um lance. Para investidores do Vale do Itajaí que podem esperar de 2 a 4 anos, o consórcio é mais vantajoso porque o custo total é menor. Financiamento é melhor para quem precisa do imóvel imediatamente para gerar receita de temporada.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.