Início Blog Rodolfo Gheno Fale pelo WhatsApp Quero uma operação
Crédito Estruturado

Como proteger o patrimônio das próximas gerações

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como proteger o patrimônio das próximas gerações | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Proteger o patrimônio para as próximas gerações não é um luxo, mas uma necessidade estratégica para empresários e famílias que construíram riqueza ao longo de décadas. Sem planejamento, o que levou anos para ser erguido pode se dissipar em burocracia, impostos ou conflitos familiares. Abaixo, respondo diretamente como evitar esse cenário:

  • Estrutura jurídica adequada: Utilizar holdings patrimoniais ou trusts, registrados no Brasil, para separar o patrimônio pessoal do empresarial, reduzindo riscos de penhora e sucessão desordenada.
  • Planejamento sucessório com doações em vida: Transferir bens de forma gradual, usando o limite de isenção do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que em Santa Catarina é de 8% sobre o valor excedente a 50.000 UFSCs (aproximadamente R$ 200 mil em 2025), evitando custos elevados no futuro.
  • Uso de seguros e consórcios: Contratar seguros de vida com cobertura para herdeiros e consórcios de imóveis ou veículos como ferramenta de aquisição programada, garantindo liquidez sem endividamento excessivo.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresários e gestores financeiros no Brasil enfrentam um cenário jurídico e tributário complexo. Sem proteção patrimonial, o primeiro risco é a penhora de bens pessoais em casos de dívidas empresariais ou ações trabalhistas. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, em 2023, mais de 80 milhões de processos tramitavam no país, muitos envolvendo execuções fiscais e trabalhistas que atingem diretamente o patrimônio familiar.

Outro exemplo concreto: uma empresa familiar em Santa Catarina, com três gerações envolvidas, perdeu 40% do valor de mercado após a morte do fundador, em 2021, devido à falta de um plano sucessório claro. Os herdeiros brigaram na justiça por três anos, e o inventário consumiu 12% do patrimônio em taxas e impostos. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, já presenciei casos em que a ausência de planejamento transformou uma fortuna em passivo familiar.

Sem instrumentos como holdings ou doações planejadas, o Imposto de Renda sobre ganhos de capital na venda de imóveis pode chegar a 15% a 22,5%, e o ITCMD, em estados como São Paulo, atinge 4% a 8%. Em Santa Catarina, a alíquota é de 8% para doações acima de 50.000 UFSCs, mas sem planejamento, o custo total pode ultrapassar 30% do valor transmitido.

O que muda na prática

Com uma estratégia de proteção patrimonial, os benefícios são objetivos e mensuráveis. Primeiro, a redução de custos tributários na sucessão: ao fazer doações em vida com cláusula de usufruto, o doador mantém o controle dos bens até o falecimento, e o imposto incide apenas sobre o valor doado, não sobre o total do patrimônio. Em simulações reais, economias de 20% a 35% são comuns em relação ao inventário tradicional.

Segundo, a proteção contra credores. Uma holding patrimonial bem estruturada, com registro na Junta Comercial de Santa Catarina, pode blindar imóveis e investimentos de execuções judiciais, desde que não haja fraude. Dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) indicam que 30% das empresas familiares no estado enfrentam riscos de sucessão nos primeiros cinco anos após a morte do fundador — número que cai para menos de 10% com planejamento.

Terceiro, a liquidez imediata para os herdeiros. Consórcios de imóveis, por exemplo, permitem adquirir ativos com parcelas planejadas e sem juros, enquanto seguros de vida garantem capital em 30 dias úteis para cobrir impostos e taxas. Na prática, isso evita a venda forçada de bens a preços abaixo do mercado.

Cenário Sem proteção patrimonial Com proteção patrimonial
Custo do inventário (advogados, taxas) 8% a 15% do valor total 1% a 3% (com doações em vida)
Alíquota de ITCMD (Santa Catarina) 8% sobre valor total acima de 50.000 UFSCs 8% apenas sobre doações parciais, com isenção parcial
Tempo para conclusão da sucessão 2 a 5 anos (judicial) 6 a 12 meses (extrajudicial ou planejado)
Risco de penhora de bens familiares Alto (ações trabalhistas e fiscais) Baixo (blindagem via holding)
Liquidez para herdeiros Dependente de venda de ativos Garantida por seguros e consórcios

Passo a passo para proteger o patrimônio

  1. Diagnóstico patrimonial completo: Liste todos os bens (imóveis, investimentos, empresas, veículos) e avalie dívidas e riscos legais. Inclua a localização em Santa Catarina, pois as regras de ITCMD variam por estado.
  2. Definição de objetivos: Estabeleça quem serão os herdeiros, em que proporção e se há necessidade de cláusulas de usufruto ou incomunicabilidade (para proteger bens em caso de divórcio).
  3. Estruturação de holding patrimonial: Crie uma empresa (limitada ou S.A.) para centralizar os bens. O custo de abertura em Santa Catarina varia de R$ 5 mil a R$ 15 mil, mas a economia tributária anual pode superar R$ 50 mil.
  4. Doações em vida com planejamento fiscal: Transfira até 50.000 UFSCs (aproximadamente R$ 200 mil) por ano sem ITCMD em Santa Catarina. Acima disso, a alíquota de 8% incide, mas ainda é menor que o custo de inventário.
  5. Contratação de seguros e consórcios: Adquira um seguro de vida com cobertura para herdeiros (prêmio médio de 0,5% a 1% do capital segurado) e um consórcio de imóvel para aquisição programada, garantindo liquidez futura.
  6. Revisão periódica anual: Atualize o plano conforme mudanças na legislação (ex.: Reforma Tributária de 2024, que pode alterar alíquotas de ITCMD) e na composição familiar.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Para uma família com patrimônio de R$ 5 milhões em imóveis e investimentos em Santa Catarina, o custo de um inventário tradicional pode chegar a R$ 600 mil (12% do total), considerando ITCMD de 8% e taxas judiciais. Com planejamento, esse valor cai para R$ 100 mil a R$ 150 mil (2% a 3%), uma economia de R$ 450 mil a R$ 500 mil.

Além disso, o uso de consórcios para adquirir imóveis adicionais permite acumular patrimônio com parcelas corrigidas pela inflação, sem juros. Um consórcio de R$ 500 mil em 100 meses tem parcela média de R$ 5 mil, enquanto um financiamento tradicional com juros de 10% ao ano teria parcela de R$ 8.500. A diferença de R$ 3.500 por mês pode ser reinvestida em seguros ou outros ativos.

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos em que o retorno sobre o investimento em planejamento patrimonial supera 500% em 10 anos, considerando a economia tributária e a prevenção de perdas. Para empresas familiares no Vale do Itajaí, a continuidade dos negócios após a sucessão aumenta o valor de mercado em 20% a 30%, segundo dados locais de 2024.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre holding patrimonial e holding operacional?

A holding patrimonial é criada exclusivamente para administrar bens (imóveis, investimentos), sem atividade empresarial ativa. Já a holding operacional controla empresas que geram receita, como indústrias ou comércios. Para proteção patrimonial, a holding patrimonial é mais indicada, pois reduz riscos de penhora e facilita a sucessão.

Preciso pagar ITCMD em Santa Catarina para doações em vida?

Sim, mas há isenção para doações de até 50.000 UFSCs (cerca de R$ 200 mil em 2025) por ano. Acima desse valor, a alíquota é de 8%. Com planejamento, é possível fracionar as doações para aproveitar a isenção ao longo de vários anos.

Consórcio é melhor que financiamento para proteger patrimônio?

Depende do objetivo. O consórcio não tem juros, apenas taxa de administração (12% a 18% do valor total), e as parcelas são corrigidas pela inflação. É ideal para quem tem disciplina financeira e quer evitar endividamento. Já o financiamento tem juros mais altos (10% a 15% ao ano) e pode comprometer o fluxo de caixa. Para proteção patrimonial, o consórcio é mais seguro, pois não gera dívidas que possam ser executadas.

Como a Reforma Tributária de 2024 afeta o planejamento patrimonial?

A Reforma Tributária unificou o ITCMD em todo o Brasil, com alíquota máxima de 8%, mas estados como Santa Catarina já aplicavam esse valor. A principal mudança é a possibilidade de progressividade (alíquotas maiores para patrimônios mais altos) a partir de 2026. Por isso, recomendo antecipar doações e estruturar holdings antes de novas regras entrarem em vigor.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

A holding patrimonial é criada exclusivamente para administrar bens (imóveis, investimentos), sem atividade empresarial ativa. Já a holding operacional controla empresas que geram receita, como indústrias ou comércios. Para proteção patrimonial, a holding patrimonial é mais indicada, pois reduz riscos de penhora e facilita a sucessão.

Sim, mas há isenção para doações de até 50.000 UFSCs (cerca de R$ 200 mil em 2025) por ano. Acima desse valor, a alíquota é de 8%. Com planejamento, é possível fracionar as doações para aproveitar a isenção ao longo de vários anos.

Depende do objetivo. O consórcio não tem juros, apenas taxa de administração (12% a 18% do valor total), e as parcelas são corrigidas pela inflação. É ideal para quem tem disciplina financeira e quer evitar endividamento. Já o financiamento tem juros mais altos (10% a 15% ao ano) e pode comprometer o fluxo de caixa. Para proteção patrimonial, o consórcio é mais seguro, pois não gera dívidas que possam ser executadas.

A Reforma Tributária unificou o ITCMD em todo o Brasil, com alíquota máxima de 8%, mas estados como Santa Catarina já aplicavam esse valor. A principal mudança é a possibilidade de progressividade (alíquotas maiores para patrimônios mais altos) a partir de 2026. Por isso, recomendo antecipar doações e estruturar holdings antes de novas regras entrarem em vigor.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.