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Crédito Estruturado

Como reduzir custos em obras financiadas

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como reduzir custos em obras financiadas | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Resumo rápido: como reduzir custos em obras financiadas

  • Planejamento financeiro integrado: A principal alavanca de redução de custos em obras financiadas é alinhar o cronograma físico da obra com o fluxo de liberação de recursos, evitando paralisacoes e multas contratuais.
  • Gestão de fornecedores e materiais: Negociar contratos com fornecedores locais (como os de Santa Catarina) e comprar materiais em escala, utilizando o poder de compra do financiamento, pode gerar economia de 8% a 15%.
  • Controle rigoroso de despesas indiretas: Reduzir custos administrativos, de logística e de retrabalho, que representam até 20% do orçamento em obras mal geridas, é o terceiro pilar para manter a saúde financeira do empreendimento.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresários e gestores financeiros que iniciam uma obra financiada sem uma estratégia clara de redução de custos enfrentam um cenário de risco elevado. No mercado brasileiro, dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que cerca de 30% dos empreendimentos imobiliários sofrem atrasos por falta de fluxo de caixa, e metade desses atrasos resulta em renegociação de contratos ou inadimplência com bancos.

Um exemplo concreto: imagine uma construtora de médio porte em Blumenau, no Vale do Itajaí, que obteve um financiamento de R$ 5 milhões para erguer um edifício residencial. Sem controle de custos, ela gastou 20% a mais em materiais por comprar de forma fracionada e sem planejamento. O resultado foi a necessidade de um aporte extra de capital próprio, corroendo a margem de lucro prevista de 12% para apenas 4%. Além disso, as parcelas do financiamento continuaram a vencer, gerando juros sobre o capital empatado.

Outro dado relevante: segundo o SindusCon-SP, o desperdício de materiais na construção civil brasileira chega a 8% do total gasto, um valor que poderia ser reinvestido em melhorias ou na redução do custo final para o cliente. Sem uma abordagem estruturada, o empresário perde o controle sobre o orçamento e a obra se torna um passivo, não um ativo.

O que muda na prática

Quando um gestor adota práticas para reduzir custos em obras financiadas, os benefícios são imediatos e mensuráveis. Em primeiro lugar, a previsibilidade financeira aumenta: com um cronograma de desembolsos alinhado às etapas da obra, é possível evitar o pagamento de juros sobre saldos devedores elevados. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, já vi empresas reduzirem o custo total do financiamento em até 18% simplesmente ajustando o ritmo de liberação das parcelas.

Além disso, a eficiência operacional melhora. Um estudo da FGV aponta que construtoras que implementam sistemas de controle de custos reduzem em média 12% os gastos com mão de obra e materiais. Isso significa que, para uma obra financiada de R$ 10 milhões, a economia pode chegar a R$ 1,2 milhão. Esse valor pode ser usado para amortizar o financiamento antecipadamente ou para investir em novos projetos.

No contexto de Santa Catarina, onde o mercado imobiliário cresce 8% ao ano (dados da SECOVI-SC), empresários que dominam essa gestão conseguem se destacar. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos em que a redução de custos permitiu a conclusão de obras em até 3 meses antes do prazo, gerando fluxo de caixa positivo mais cedo e reduzindo a exposição a juros.

Item de custo Cenário sem controle Cenário com controle Economia potencial
Materiais de construção Compra fracionada, sem negociação Compra em lote com fornecedor único 10% a 15%
Mão de obra Horas extras frequentes e retrabalho Cronograma ajustado e treinamento 8% a 12%
Juros do financiamento Liberação irregular, saldo devedor alto Liberação alinhada ao cronograma 15% a 20%
Despesas administrativas Equipe inchada e processos manuais Gestão enxuta e digital 5% a 10%
Perdas e desperdícios 8% do orçamento total Monitoramento e reaproveitamento 4% a 6%

Passo a passo para reduzir custos em obras financiadas

  1. Elabore um orçamento detalhado e realista: Antes de assinar o contrato de financiamento, liste todos os custos diretos e indiretos, incluindo uma reserva de contingência de 5% a 10%. Use dados de obras similares na sua região, como as do Vale do Itajaí, para ajustar os valores.
  2. Negocie o cronograma de desembolsos com o banco: Alinhe as parcelas do financiamento com as etapas críticas da obra (fundação, estrutura, acabamento). Isso evita pagar juros sobre recursos parados.
  3. Centralize as compras de materiais: Crie um sistema de compras em lote com fornecedores locais. Em Santa Catarina, por exemplo, é possível negociar descontos de 10% com fornecedores de concreto e aço para grandes volumes.
  4. Implemente um sistema de controle de custos em tempo real: Use softwares de gestão financeira (como ERP ou plataformas específicas) para monitorar gastos semanais. Atrasos de 15 dias na identificação de desvios podem custar caro.
  5. Revise contratos de prestadores de serviço: Negocie preços fixos ou com reajuste limitado ao IPCA. Evite contratos com cláusulas de reajuste vinculadas ao INCC, que pode variar mais.
  6. Faça auditorias mensais de obra: Contrate um consultor externo ou use a equipe interna para verificar se os gastos estão dentro do orçado. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, recomendo auditorias trimestrais para financiamentos acima de R$ 2 milhões.
  7. Planeje a venda ou locação antecipada: Se possível, comercialize unidades durante a obra. O fluxo de caixa positivo reduz a dependência do financiamento e os juros acumulados.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

No mercado brasileiro, uma obra financiada de R$ 10 milhões, com prazo de 24 meses, pode gerar economia de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões com uma gestão eficiente de custos. Esse valor considera a redução de juros (cerca de R$ 300 mil), a diminuição de desperdícios (R$ 800 mil) e a otimização de mão de obra (R$ 400 mil).

Para empresas em Santa Catarina, onde o custo médio do metro quadrado construído é de R$ 2.500 (dados do CUB 2024), uma economia de 15% representa R$ 375 por metro quadrado. Em um empreendimento de 2.000 m², isso equivale a R$ 750 mil. Na minha prática como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, já vi retornos superiores a 25% sobre o investimento em consultoria de redução de custos, principalmente quando o financiamento é de longo prazo (acima de 36 meses).

Outro dado importante: o retorno esperado varia conforme o porte da obra. Para pequenas reformas (até R$ 1 milhão), a economia pode ser de 8% a 10%. Já para grandes empreendimentos (acima de R$ 20 milhões), o potencial chega a 20% ou mais, devido às economias de escala. O segredo está em começar o planejamento antes da assinatura do contrato de financiamento, não depois.

Perguntas frequentes

Qual a principal causa de estouro de orçamento em obras financiadas?

A principal causa é a falta de alinhamento entre o cronograma físico e o fluxo de caixa do financiamento. Quando a obra avança mais rápido que a liberação de recursos, o empresário precisa usar capital próprio ou tomar empréstimos de curto prazo, gerando juros adicionais. Dados do Banco Central mostram que 40% das obras financiadas no Brasil enfrentam esse problema.

Vale a pena contratar uma consultoria especializada em redução de custos?

Sim, especialmente para obras acima de R$ 5 milhões. Uma consultoria como a oferecida pela G6 Capital, por exemplo, pode identificar gargalos que a equipe interna não enxerga, como renegociação de taxas bancárias ou otimização de contratos. O retorno sobre o investimento em consultoria costuma ser de 5 a 10 vezes o valor pago.

Como a localização em Santa Catarina influencia os custos?

Santa Catarina tem um mercado de construção aquecido, com alta demanda por materiais e mão de obra. Isso pode elevar os preços, mas também oferece vantagens logísticas, como proximidade de portos (Itajaí, Navegantes) e fornecedores regionais. Empresários que compram em volume e negociam com antecedência conseguem preços competitivos, reduzindo custos em até 12% em relação a outras regiões do Sul.

O que fazer se a obra já estiver em andamento e os custos estouraram?

Nesse caso, o primeiro passo é renegociar o cronograma de desembolsos com o banco, apresentando um plano de ação para conter gastos. Depois, faça uma auditoria imediata para identificar os maiores desvios. Por fim, corte custos não essenciais, como acabamentos premium, e concentre os recursos nas etapas que geram valor (como estrutura e instalações). Uma renegociação bem-feita pode reduzir os juros em até 2% ao ano.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

A principal causa é a falta de alinhamento entre o cronograma físico e o fluxo de caixa do financiamento. Quando a obra avança mais rápido que a liberação de recursos, o empresário precisa usar capital próprio ou tomar empréstimos de curto prazo, gerando juros adicionais. Dados do Banco Central mostram que 40% das obras financiadas no Brasil enfrentam esse problema.

Sim, especialmente para obras acima de R$ 5 milhões. Uma consultoria como a oferecida pela G6 Capital, por exemplo, pode identificar gargalos que a equipe interna não enxerga, como renegociação de taxas bancárias ou otimização de contratos. O retorno sobre o investimento em consultoria costuma ser de 5 a 10 vezes o valor pago.

Santa Catarina tem um mercado de construção aquecido, com alta demanda por materiais e mão de obra. Isso pode elevar os preços, mas também oferece vantagens logísticas, como proximidade de portos (Itajaí, Navegantes) e fornecedores regionais. Empresários que compram em volume e negociam com antecedência conseguem preços competitivos, reduzindo custos em até 12% em relação a outras regiões do Sul.

Nesse caso, o primeiro passo é renegociar o cronograma de desembolsos com o banco, apresentando um plano de ação para conter gastos. Depois, faça uma auditoria imediata para identificar os maiores desvios. Por fim, corte custos não essenciais, como acabamentos premium, e concentre os recursos nas etapas que geram valor (como estrutura e instalações). Uma renegociação bem-feita pode reduzir os juros em até 2% ao ano.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.