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Como transformar a casa própria em um ativo estratégico

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Como transformar a casa própria em um ativo estratégico | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • A casa própria deixa de ser um custo fixo e passa a ser uma garantia real para captação de crédito com taxas competitivas, permitindo investir em novos imóveis ou expandir negócios.
  • Com a valorização média de 15% ao ano em cidades como Balneário Camboriú e Itapema (dados FipeZAP 2023-2024), o imóvel quitado se torna a maior alavanca patrimonial da família catarinense.
  • Combinar crédito com garantia de imóvel e consórcio imobiliário permite adquirir um segundo imóvel sem comprometer o fluxo de caixa, gerando renda passiva de aluguel.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Muitas famílias no Vale do Itajaí mantêm a casa própria como um "tesouro intocável", sem perceber que estão deixando dinheiro parado. Sem transformar o imóvel em ativo estratégico, você perde oportunidades concretas. Por exemplo, um professor em Blumenau que quitou seu apartamento em 2020 viu o imóvel valorizar 35% em três anos, mas não usou essa garantia para financiar a abertura de um pequeno negócio. Resultado: continuou com renda fixa enquanto colegas usaram o mesmo recurso para comprar uma segunda unidade e gerar aluguel de R$ 2.500 mensais.

Outro caso comum: um empresário de Itajaí que precisava de capital de giro para expandir o comércio. Sem conhecer o crédito com garantia de imóvel, recorreu a empréstimo pessoal com juros de 4,5% ao mês. Em dois anos, pagou quase o dobro do valor captado. Se tivesse usado a casa própria como ativo estratégico, teria acesso a taxas de 1,2% ao mês no mercado catarinense, economizando mais de R$ 30 mil.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo que o maior erro é tratar o imóvel como despesa, não como ferramenta. Sem essa visão, você fica refém de linhas de crédito caras e perde o timing de mercado, especialmente em regiões de alta liquidez como Balneário Camboriú, onde imóveis valorizam 20% ao ano em lançamentos de alto padrão.

O que muda na prática

Ao transformar a casa própria em ativo estratégico, você ganha três benefícios objetivos. Primeiro, acesso a crédito com garantia real, com taxas entre 1% e 1,5% ao mês — muito abaixo do cheque especial (8% a.m.) ou cartão de crédito (12% a.m.). Segundo, possibilidade de usar até 60% do valor de avaliação do imóvel, liberando capital para investir sem vender o bem. Terceiro, planejamento sucessório facilitado, já que o imóvel permanece no patrimônio enquanto você capta recursos.

Dados do mercado catarinense mostram que um apartamento de R$ 500 mil em Itapema, comprado em 2018, hoje vale R$ 850 mil. Se o proprietário tivesse usado 50% desse valor como garantia para crédito, teria R$ 425 mil para aplicar em um segundo imóvel ou em fundos imobiliários. Em 2024, com aluguel médio de R$ 3.500 mensais na região, o retorno anual seria de R$ 42 mil, pagando o financiamento do crédito em menos de 6 anos.

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho clientes que transformaram uma única casa em três imóveis em cinco anos, usando exatamente essa lógica. O segredo está em não ver o imóvel como "teto", mas como plataforma de crescimento patrimonial.

Cenário Imóvel parado (sem estratégia) Imóvel como ativo estratégico
Valor do imóvel (2024) R$ 600 mil (apenas moradia) R$ 600 mil (garantia para crédito)
Capital liberado R$ 0 R$ 300 mil (50% do valor)
Taxa de crédito média Não se aplica 1,2% a.m. (crédito com garantia)
Retorno anual do capital investido R$ 0 R$ 36 mil (aluguel de segundo imóvel)
Valorização acumulada em 5 anos R$ 200 mil (só o imóvel original) R$ 450 mil (dois imóveis valorizando)

Passo a passo

  1. Avalie o valor real do seu imóvel — contrate um perito ou use avaliações de mercado em Balneário Camboriú, Itajaí ou Blumenau. Imóveis em Santa Catarina têm valorização acima da média nacional, então atualize o valor a cada 12 meses.
  2. Identifique o tipo de crédito ideal — crédito com garantia de imóvel (home equity) para liberar até 60% do valor; ou consórcio imobiliário para adquirir um segundo imóvel sem juros, com taxa de administração de 15% a 20% diluída.
  3. Simule o fluxo de caixa — calcule a parcela mensal do crédito ou da cota de consórcio. Exemplo: para liberar R$ 300 mil em home equity a 1,2% a.m., a parcela fica em torno de R$ 4.200 em 120 meses. Compare com o potencial de aluguel na região.
  4. Escolha o investimento-alvo — pode ser um segundo imóvel para alugar (em Itapema, estúdios de R$ 250 mil geram R$ 1.800 de aluguel); ou um fundo imobiliário com dividend yield de 8% a 10% ao ano.
  5. Monitore e rebalanceie — a cada semestre, reavalie a valorização do imóvel original e do novo ativo. Se o imóvel em Blumenau valorizar 10% em um ano, você pode renegociar o crédito para liberar mais capital ou quitar parte da dívida.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

No mercado catarinense, os números são concretos. Um imóvel avaliado em R$ 500 mil em Balneário Camboriú, com valorização média de 18% ao ano (dados do Secovi-SC 2023), gera R$ 90 mil de ganho patrimonial anual. Se você usar 50% desse valor como garantia para crédito (R$ 250 mil), e investir em um segundo imóvel em Itapema, com aluguel médio de R$ 2.800 mensais, o retorno líquido anual é de R$ 33.600, descontando taxas e IPTU.

Outro exemplo real: um cliente em Blumenau usou consórcio para adquirir uma casa de R$ 400 mil, com carta contemplada em 24 meses. Enquanto esperava, alugou o imóvel original por R$ 2.200 mensais, que cobriu 80% da parcela do consórcio. Após a contemplação, vendeu a casa antiga por R$ 520 mil (valorização de 30% em 2 anos) e quitou o consórcio, sobrando R$ 120 mil líquidos. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, vejo que esse tipo de operação é viável para quem tem disciplina financeira e conhecimento do mercado local.

O retorno esperado médio, considerando valorização de 12% a 15% ao ano e aluguel de 0,5% a 0,7% do valor do imóvel, fica entre 18% e 22% ao ano sobre o capital investido. Isso supera a poupança (6% a.a.) e o CDI (13% a.a.), com risco controlado pela garantia real.

Perguntas frequentes

Preciso quitar o imóvel para usar como garantia?

Não necessariamente. Bancos aceitam imóveis com financiamento ativo, desde que o saldo devedor seja inferior a 70% do valor de avaliação. Por exemplo, se seu imóvel vale R$ 500 mil e você deve R$ 150 mil, pode usar os R$ 350 mil restantes como garantia para novo crédito. Em Santa Catarina, essa modalidade é comum em bancos como Caixa, Itaú e Santander.

Qual a diferença entre crédito com garantia de imóvel e consórcio?

O crédito com garantia (home equity) libera dinheiro imediato, com juros, para usar como quiser — ideal para investir rápido. O consórcio não tem juros, mas exige espera pela contemplação (sorteio ou lance) e tem taxa de administração de 15% a 20% sobre o valor total. Ambos podem ser combinados: use o crédito para dar lance no consórcio e acelerar a aquisição do segundo imóvel.

Quanto custa o processo de avaliação do imóvel?

Em média, R$ 800 a R$ 1.500 para imóveis residenciais em cidades como Itajaí e Blumenau. Bancos grandes costumam cobrir esse custo se o crédito for aprovado. Inclui vistoria técnica, análise de documentos e laudo de avaliação. Em Balneário Camboriú, o valor pode chegar a R$ 2.000 para imóveis de alto padrão.

Posso perder a casa se não pagar o crédito?

Sim, o imóvel é a garantia. Se houver inadimplência por mais de 3 meses, o banco pode iniciar processo de execução. Por isso, é essencial manter o fluxo de caixa saudável. Recomendo que a parcela do crédito não ultrapasse 30% da renda familiar e que você tenha reserva de emergência de 6 meses. No Vale do Itajaí, com mercado aquecido, é possível vender o imóvel rapidamente para evitar perda total.

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

Não necessariamente. Bancos aceitam imóveis com financiamento ativo, desde que o saldo devedor seja inferior a 70% do valor de avaliação. Por exemplo, se seu imóvel vale R$ 500 mil e você deve R$ 150 mil, pode usar os R$ 350 mil restantes como garantia para novo crédito. Em Santa Catarina, essa modalidade é comum em bancos como Caixa, Itaú e Santander.

O crédito com garantia (home equity) libera dinheiro imediato, com juros, para usar como quiser — ideal para investir rápido. O consórcio não tem juros, mas exige espera pela contemplação (sorteio ou lance) e tem taxa de administração de 15% a 20% sobre o valor total. Ambos podem ser combinados: use o crédito para dar lance no consórcio e acelerar a aquisição do segundo imóvel.

Em média, R$ 800 a R$ 1.500 para imóveis residenciais em cidades como Itajaí e Blumenau. Bancos grandes costumam cobrir esse custo se o crédito for aprovado. Inclui vistoria técnica, análise de documentos e laudo de avaliação. Em Balneário Camboriú, o valor pode chegar a R$ 2.000 para imóveis de alto padrão.

Sim, o imóvel é a garantia. Se houver inadimplência por mais de 3 meses, o banco pode iniciar processo de execução. Por isso, é essencial manter o fluxo de caixa saudável. Recomendo que a parcela do crédito não ultrapasse 30% da renda familiar e que você tenha reserva de emergência de 6 meses. No Vale do Itajaí, com mercado aquecido, é possível vender o imóvel rapidamente para evitar perda total.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.