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Crédito Empresarial

Empresas de sucesso utilizam crédito?

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Empresas de sucesso utilizam crédito? | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Sim, empresas de sucesso utilizam crédito de forma estratégica.

  • O crédito bem estruturado acelera o crescimento ao financiar expansão, estoque e capital de giro sem comprometer o fluxo de caixa operacional.
  • Empresas que evitam crédito perdem oportunidades de escala e ficam vulneráveis a emergências financeiras, como mostram dados do Serasa Experian sobre inadimplência no Brasil.
  • A chave está no planejamento: crédito não é despesa, é alavanca quando usado com inteligência, com taxas e prazos adequados ao negócio.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Muitos empresários no Brasil ainda enxergam crédito como sinônimo de dívida perigosa. Essa visão, embora compreensível, custa caro. Sem acesso a linhas de financiamento adequadas, a empresa opera no limite do capital próprio. Isso significa menos investimento em inovação, estoque insuficiente em datas sazonais e dificuldade para honrar compromissos quando um cliente atrasa o pagamento.

No mercado brasileiro, onde o prazo médio de recebimento de vendas B2B gira em torno de 30 a 60 dias, e o pagamento de fornecedores é frequentemente à vista, a falta de crédito gera um descompasso fatal. Um exemplo concreto: uma indústria de médio porte em Santa Catarina perdeu um contrato de R$ 2 milhões porque não tinha capital de giro para adquirir matéria-prima a tempo. O concorrente, que usava linhas de crédito estruturado, fechou o negócio. Dados do Sebrae indicam que 29% das empresas brasileiras fecham por falta de fluxo de caixa, e a ausência de crédito é uma das causas raiz.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo que o maior erro não é usar crédito, mas usá-lo sem planejamento. Sem ele, o empresário recorre a soluções emergenciais como cheque especial ou factoring com taxas que podem ultrapassar 5% ao mês, corroendo a margem de lucro.

O que muda na prática

Empresas de sucesso tratam o crédito como uma ferramenta de gestão, não como um mal necessário. Quando bem utilizado, ele permite antecipar recebíveis com taxas justas, financiar a compra de equipamentos com carência e expandir a operação sem diluir o capital social. Na prática, a empresa ganha previsibilidade e poder de barganha.

Um estudo do Banco Central mostra que empresas que utilizam crédito estruturado têm, em média, 40% mais capacidade de investimento em ativos fixos. Além disso, a alavancagem bem calculada pode aumentar o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 15% para 25% ao ano, dependendo do setor. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos no Vale do Itajaí onde empresários transformaram a sazonalidade em vantagem competitiva usando linhas de crédito específicas para o agronegócio e a indústria têxtil.

Outro benefício prático: a negociação com fornecedores. Com crédito aprovado, a empresa pode comprar em maior volume e obter descontos de 5% a 10%, que superam em muito o custo do financiamento. O crédito deixa de ser custo e vira investimento.

Cenário Sem crédito estruturado Com crédito estruturado
Capital de giro para sazonalidade Recorre a cheque especial (taxa média 8% a.m.) Linha de crédito com taxa de 1,5% a.m. e prazo de 90 dias
Investimento em maquinário Compra à vista com recursos próprios, travando crescimento Financiamento com carência de 6 meses e parcela fixa
Antecipação de recebíveis Factoring com desconto de 4% a.m. Antecipação bancária com taxa de 1,2% a.m.
Expansão de estoque Perde vendas por falta de produto (estimativa de 15% de perda) Compra em volume com desconto de 8% do fornecedor
Emergência financeira (ex: atraso de cliente grande) Entra em inadimplência com fornecedores e funcionários Usa linha de crédito emergencial aprovada previamente

Passo a passo para usar crédito de forma inteligente

Adotar uma estratégia de crédito não é complicado, mas exige disciplina. Veja o roteiro que recomendo aos meus clientes no Vale do Itajaí e em todo o Brasil.

  1. Diagnóstico financeiro completo: Antes de buscar crédito, mapeie o fluxo de caixa, o prazo médio de recebimento e pagamento, e a margem de lucro líquida. Sem esses números, qualquer decisão é cega.
  2. Definição do objetivo: O crédito será para capital de giro, investimento fixo ou emergência? Cada objetivo exige um produto financeiro diferente. Nunca use crédito de longo prazo para cobrir buraco de caixa temporário.
  3. Pesquisa de linhas disponíveis: Compare taxas de bancos tradicionais, cooperativas de crédito (fortes em Santa Catarina) e fintechs. Uma diferença de 0,5% ao mês em um empréstimo de R$ 500 mil representa R$ 30 mil em um ano.
  4. Simulação de impacto no fluxo de caixa: Calcule o valor da parcela e veja se ele cabe na sua margem operacional. O ideal é que o custo do crédito não ultrapasse 15% do lucro bruto mensal.
  5. Contratação com assessoria: Conte com um especialista para analisar cláusulas contratuais, taxas efetivas e garantias. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, sempre destaco: o diabo está nos detalhes, como tarifas de abertura de crédito ou seguros embutidos.
  6. Monitoramento contínuo: Revise a estratégia a cada trimestre. O mercado de crédito muda, e novas linhas podem ser mais vantajosas. Mantenha um relacionamento com mais de uma instituição financeira.

Vantagens e pontos de atenção

Para que o crédito seja um aliado, é preciso conhecer tanto os benefícios quanto os riscos. Abaixo, listo os principais aspectos que avalio com meus clientes.

Números e retorno esperado

Para dar concretude, trago números realistas do mercado brasileiro atual. Uma empresa que utiliza crédito estruturado para capital de giro, com taxa média de 1,8% ao mês e prazo de 12 meses, pode gerar um retorno sobre o investimento (ROI) de 25% a 40% ao ano, desde que o crédito seja aplicado em atividades que aumentem o faturamento ou reduzam custos.

Exemplo prático: uma distribuidora em Santa Catarina tomou R$ 300 mil em crédito para comprar estoque na entressafra, quando os preços estavam 20% mais baixos. Vendeu o estoque no pico da demanda com margem de 35%. O lucro adicional de R$ 105 mil superou o custo financeiro de R$ 21 mil (considerando taxa de 1,5% a.m. por 6 meses). Retorno líquido de R$ 84 mil em seis meses.

Para investimentos fixos, como máquinas, o retorno é de médio prazo. Uma indústria que financia um equipamento de R$ 200 mil com prazo de 36 meses e taxa de 1,2% a.m. pode aumentar a produtividade em 30%, gerando economia anual de R$ 80 mil. O custo total do financiamento é de cerca de R$ 46 mil, resultando em ganho líquido de R$ 34 mil no primeiro ano e crescimento exponencial nos anos seguintes.

Vale lembrar que, no Brasil, a taxa Selic influencia diretamente o custo do crédito. Em 2025, com a Selic em torno de 12,5% ao ano, linhas de crédito estruturado para empresas bem avaliadas podem ser encontradas entre 1,2% e 2,5% ao mês. Empresas com bom relacionamento bancário e garantias reais conseguem as melhores condições.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre crédito estruturado e empréstimo comum?

O crédito estruturado é desenhado sob medida para a necessidade da empresa, considerando fluxo de caixa, sazonalidade e garantias. Já o empréstimo comum é padronizado, com taxas e prazos fixos, muitas vezes sem flexibilidade. O crédito estruturado costuma ter taxas mais competitivas e prazos maiores, pois é analisado caso a caso.

Uma empresa pequena em Santa Catarina consegue acesso a crédito estruturado?

Sim. No Vale do Itajaí, por exemplo, há forte presença de cooperativas de crédito e bancos regionais que oferecem linhas específicas para PMEs. O segredo é ter a documentação fiscal e contábil em dia, além de um plano de negócios claro. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, ajudo pequenos empresários a estruturar propostas que aumentam a chance de aprovação.

O crédito estruturado é mais caro que o crédito consignado ou imobiliário?

Geralmente, sim, porque o risco é maior para a instituição financeira. No entanto, o custo é compensado pela flexibilidade e pelo potencial de retorno. Um empréstimo imobiliário tem taxa em torno de 0,8% a.m., mas não serve para capital de giro. O crédito estruturado para empresa gira em torno de 1,2% a 2,5% a.m., dependendo do rating de crédito e das garantias.

Como saber se estou pagando juros justos?

Compare o CET (Custo Efetivo Total) com a média do mercado. No Brasil, o Banco Central divulga taxas médias por modalidade. Uma boa referência é buscar taxas até 30% acima da Selic para operações de baixo risco. Além disso, consulte mais de três instituições e peça uma simulação detalhada. Desconfie de taxas muito baixas, que podem esconder tarifas ou seguros obrigatórios.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O crédito estruturado é desenhado sob medida para a necessidade da empresa, considerando fluxo de caixa, sazonalidade e garantias. Já o empréstimo comum é padronizado, com taxas e prazos fixos, muitas vezes sem flexibilidade. O crédito estruturado costuma ter taxas mais competitivas e prazos maiores, pois é analisado caso a caso.

Sim. No Vale do Itajaí, por exemplo, há forte presença de cooperativas de crédito e bancos regionais que oferecem linhas específicas para PMEs. O segredo é ter a documentação fiscal e contábil em dia, além de um plano de negócios claro. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, ajudo pequenos empresários a estruturar propostas que aumentam a chance de aprovação.

Geralmente, sim, porque o risco é maior para a instituição financeira. No entanto, o custo é compensado pela flexibilidade e pelo potencial de retorno. Um empréstimo imobiliário tem taxa em torno de 0,8% a.m., mas não serve para capital de giro. O crédito estruturado para empresa gira em torno de 1,2% a 2,5% a.m., dependendo do rating de crédito e das garantias.

Compare o CET (Custo Efetivo Total) com a média do mercado. No Brasil, o Banco Central divulga taxas médias por modalidade. Uma boa referência é buscar taxas até 30% acima da Selic para operações de baixo risco. Além disso, consulte mais de três instituições e peça uma simulação detalhada. Desconfie de taxas muito baixas, que podem esconder tarifas ou seguros obrigatórios.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.