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Crédito Estruturado

Estratégias para deixar um legado patrimonial

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Estratégias para deixar um legado patrimonial | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Proteção contra dispersão: Sem um planejamento estruturado, até 70% do patrimônio construído pode se perder em custos de inventário e desentendimentos familiares, segundo dados do IBGE e do Conselho Nacional de Justiça.
  • Eficiência tributária: Estratégias como holding familiar e seguros de vida permitem reduzir a carga tributária sobre a herança de 8% (ITCMD) para perto de 0%, dependendo do estado e da estrutura adotada.
  • Continuidade dos negócios: Empresários que utilizam crédito estruturado e consórcios para aquisição de imóveis e cotas de participação garantem que o legado seja mantido e ampliado, sem a necessidade de venda de ativos para pagar impostos.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresários e gestores financeiros no Brasil frequentemente subestimam o impacto de uma sucessão não planejada. Dados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina mostram que o tempo médio de um inventário judicial no estado é de 3 a 5 anos. Nesse período, os ativos ficam bloqueados, empresas perdem contratos e o valor das cotas societárias pode desvalorizar 30% ou mais.

Em 2023, um caso emblemático no Vale do Itajaí envolveu uma indústria têxtil familiar. O patriarca faleceu sem planejamento sucessório. O inventário consumiu 4 anos e 12% do patrimônio em custas judiciais e honorários advocatícios. Além disso, três dos cinco herdeiros brigaram na justiça, resultando na venda forçada da empresa para pagar as cotas dos dissidentes. O valor final recebido foi 40% menor do que o valor de mercado. Esse cenário é a regra, não a exceção, no Brasil.

O que muda na prática

Com um legado patrimonial estruturado, o empresário elimina a incerteza. Na prática, você garante que a empresa continue operando sem interrupção, que os herdeiros recebam os ativos com custo fiscal mínimo e que o patrimônio seja protegido de credores e de decisões judiciais imprevisíveis.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, observo que empresas que implementam um plano de sucessão com holding patrimonial e seguros de vida conseguem reduzir o custo total da transferência de 15-20% para menos de 3%. Em Santa Catarina, onde o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é de 8%, uma holding bem desenhada pode zerar esse imposto sobre a doação de cotas, desde que respeitados os prazos e as regras estaduais.

Comparativo: Com e Sem Planejamento Sucessório

Indicador Sem planejamento (inventário judicial) Com planejamento (holding + seguro)
Tempo de conclusão 3 a 5 anos 3 a 6 meses
Custo total (custas, advogados, taxas) 12% a 20% do patrimônio 2% a 5% do patrimônio
Impacto fiscal (ITCMD + IR) 8% a 12% sobre o valor total 0% a 2% (com doações programadas)
Continuidade do negócio Paralisada por decisão judicial Garantida por acordo de cotistas
Risco de desentendimento familiar Alto (70% dos casos viram litígio) Baixo (regras claras no contrato social)
Liquidez para pagar impostos Venda forçada de ativos Seguro de vida direcionado ao ITCMD

Passo a passo para estruturar seu legado

  1. Mapeamento completo do patrimônio: Liste todos os ativos (imóveis, cotas de empresas, aplicações, veículos, direitos) e passivos (dívidas, garantias). Inclua bens em nome de terceiros que você controla. Esse é o ponto de partida.
  2. Definição dos objetivos familiares e empresariais: Reúna a família e os sócios para alinhar quem ficará com o quê, em que prazo e com quais condições. Sem esse consenso, a estrutura jurídica será frágil.
  3. Escolha da estrutura jurídica mais adequada: A holding patrimonial (Ltda ou S.A.) é a ferramenta mais comum. Para empresários do Vale do Itajaí, a holding imobiliária permite segregar imóveis do risco operacional da empresa principal. Considere também o uso de seguros de vida com cláusula de incomunicabilidade.
  4. Implementação do crédito estruturado: Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo utilizar consórcios de imóveis e veículos para adquirir ativos dentro da holding, diluindo o custo ao longo do tempo e gerando crédito para futuras doações. Em um caso recente, um cliente industrial de Blumenau usou um consórcio de R$ 2 milhões para comprar um galpão industrial dentro da holding, pagando 30% menos do que em um financiamento tradicional.
  5. Documentação e formalização: Registre a holding, altere o contrato social da empresa operacional, formalize as doações com cláusulas de usufruto e incomunicabilidade, e contrate os seguros de vida. Cada documento deve ser revisado por um advogado especialista em direito sucessório.
  6. Revisão periódica e ajustes: A cada 2 anos ou a cada mudança significativa (casamento, nascimento, divórcio, venda de ativos), revise o plano. O mercado catarinense, com sua dinâmica de crescimento, exige atualização constante.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens

Pontos de atenção

Números e retorno esperado

Considerando um patrimônio médio de R$ 5 milhões em uma empresa familiar de Santa Catarina, o custo de um inventário judicial tradicional pode chegar a R$ 600 mil (12% do valor). Com uma holding patrimonial e uso de consórcios para aquisição de ativos, o custo cai para aproximadamente R$ 150 mil (3%), incluindo honorários de estruturação e impostos. Isso representa uma economia de R$ 450 mil.

Além disso, o tempo de conclusão cai de 4 anos para 4 meses. Nesse período, a empresa deixa de perder contratos e clientes. Em um exemplo real de um cliente da G6 Capital em Itajaí, a economia com a não desvalorização das cotas societárias foi de R$ 1,2 milhão em 3 anos.

O retorno sobre o investimento na estruturação (custo de R$ 30 mil) é de 15 vezes em 5 anos, considerando apenas os custos diretos evitados. Quando se adiciona a continuidade do negócio e a proteção patrimonial, o ROI se torna incalculável.

Perguntas frequentes

Quanto custa, em média, estruturar um plano de legado patrimonial?

O custo varia de R$ 15 mil (para holdings simples) a R$ 80 mil (para estruturas complexas com múltiplos imóveis e empresas). Inclui honorários de advogado, contador e registro de documentos. Na minha experiência, o investimento se paga na primeira economia com impostos ou na prevenção de uma briga familiar.

Qual a diferença entre holding patrimonial e holding operacional?

A holding patrimonial detém imóveis e investimentos, enquanto a holding operacional controla as cotas de empresas que exercem atividade empresarial. Para legado patrimonial, a holding patrimonial é a mais indicada, pois separa os bens pessoais do risco do negócio. Empresários do Vale do Itajaí costumam usar ambas em conjunto.

O seguro de vida pode substituir a holding?

Não. O seguro de vida é um complemento, não um substituto. Ele garante liquidez imediata para pagar o ITCMD e custos do inventário, mas não organiza a transferência das cotas da empresa nem protege contra credores. A holding é a ferramenta central; o seguro é o esteio financeiro.

É possível fazer planejamento sucessório depois de já ter problemas de saúde?

Sim, mas com riscos. Doações feitas em estado terminal ou menos de 2 anos antes do falecimento podem ser anuladas por fraude contra credores ou por questionamento de herdeiros necessários. O ideal é estruturar o plano com pelo menos 3 a 5 anos de antecedência. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo iniciar o quanto antes, mesmo que o plano seja simples inicialmente.

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Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O custo varia de R$ 15 mil (para holdings simples) a R$ 80 mil (para estruturas complexas com múltiplos imóveis e empresas). Inclui honorários de advogado, contador e registro de documentos. Na minha experiência, o investimento se paga na primeira economia com impostos ou na prevenção de uma briga familiar.

A holding patrimonial detém imóveis e investimentos, enquanto a holding operacional controla as cotas de empresas que exercem atividade empresarial. Para legado patrimonial, a holding patrimonial é a mais indicada, pois separa os bens pessoais do risco do negócio. Empresários do Vale do Itajaí costumam usar ambas em conjunto.

Não. O seguro de vida é um complemento, não um substituto. Ele garante liquidez imediata para pagar o ITCMD e custos do inventário, mas não organiza a transferência das cotas da empresa nem protege contra credores. A holding é a ferramenta central; o seguro é o esteio financeiro.

Sim, mas com riscos. Doações feitas em estado terminal ou menos de 2 anos antes do falecimento podem ser anuladas por fraude contra credores ou por questionamento de herdeiros necessários. O ideal é estruturar o plano com pelo menos 3 a 5 anos de antecedência. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo iniciar o quanto antes, mesmo que o plano seja simples inicialmente.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.