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Estratégias para revenda de imóveis na planta

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Estratégias para revenda de imóveis na planta | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Estratégias para revenda de imóveis na planta

  • Lucro na revenda: Comprar na planta e vender antes da entrega pode gerar ganhos de 20% a 50% sobre o valor pago, especialmente em cidades como Balneário Camboriú e Itajaí.
  • Alavancagem com crédito: O crédito estruturado e o consórcio permitem iniciar o investimento com menor capital próprio, usando parcelas alongadas e prazos que acompanham a obra.
  • Escolha estratégica: A valorização não é uniforme. Regiões em expansão, como o entorno do Porto de Itajaí ou bairros novos em Blumenau, oferecem retornos superiores.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Investir em imóveis na planta sem uma estratégia clara de revenda é como navegar sem bússola. No mercado brasileiro, especialmente em Santa Catarina, muitos investidores perdem dinheiro ao comprar unidades em lançamentos supervalorizados ou em regiões com baixa liquidez. Um exemplo concreto ocorreu em Balneário Camboriú entre 2018 e 2020: apartamentos adquiridos na planta no bairro das Nações, sem estudo de demanda, ficaram encalhados por mais de dois anos após a entrega, gerando custos de condomínio e IPTU que consumiram o potencial lucro.

Sem acesso a linhas de crédito adequadas, o investidor precisa desembolsar 30% a 50% do valor total durante a obra, o que limita a capacidade de diversificar. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo famílias que comprometem todo o orçamento em um único imóvel, sem margem para imprevistos ou para aproveitar oportunidades de revenda no momento certo. Em Itapema, por exemplo, quem comprou na planta em 2021 sem planejamento de saída teve que vender com desconto de 15% em 2023, quando o mercado desacelerou.

O que muda na prática

Com uma estratégia bem definida, apoiada por crédito inteligente, a revenda de imóveis na planta se transforma em um negócio previsível. O ganho médio em Blumenau, considerando lançamentos entre 2020 e 2023, foi de 35% sobre o valor de compra para quem vendeu 12 meses antes da entrega. Em Itajaí, bairros como Cordeiros e São Vicente registraram valorização de 28% no mesmo período, segundo dados do Creci-SC.

O uso de crédito estruturado permite diluir o aporte inicial. Em vez de dar 40% de entrada, o investidor pode estruturar uma operação com 15% de sinal e parcelas mensais que cabem no fluxo de caixa. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanhei casos em que empresários de Santa Catarina usaram consórcio para adquirir cotas de imóveis na planta, convertendo a carta de crédito em unidades que foram revendidas antes da assembleia de entrega, com lucro líquido de 22% em 18 meses.

Tabela comparativa: comprar na planta sem estratégia vs. com estratégia de revenda

Item Sem estratégia Com estratégia de revenda
Entrada inicial 40% do valor do imóvel 15% com crédito estruturado ou consórcio
Prazo médio de revenda 2 a 4 anos após a entrega 6 a 12 meses antes da entrega
Margem de lucro típica 5% a 10% (quando consegue vender) 20% a 40% sobre o valor pago
Custos de manutenção Condomínio, IPTU e taxas por 2+ anos Mínimos, pois vende antes da ocupação
Risco de mercado Alto: exposto a quedas pós-obra Médio: aproveita a valorização da planta
Capital necessário Alto: imobiliza grande parte do patrimônio Moderado: usa alavancagem controlada

Passo a passo para revender imóveis na planta com sucesso

  1. Pesquise o mercado local: Analise a valorização histórica em bairros de Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema e Blumenau. Dados da FipeZap mostram que a região metropolitana do Vale do Itajaí valorizou 18% ao ano entre 2019 e 2023.
  2. Escolha o imóvel certo: Priorize lançamentos de construtoras com histórico de entrega no prazo. Em Itajaí, empreendimentos próximos ao Porto e à BR-101 têm maior liquidez.
  3. Estruture o financiamento: Utilize crédito imobiliário ou consórcio para reduzir o aporte inicial. Na G6 Capital, estruturamos operações com parcelas que se encaixam no fluxo de caixa do investidor.
  4. Defina o ponto de venda: O melhor momento é quando a obra atinge 70% a 80% de conclusão. Nessa fase, o imóvel já se valorizou, mas ainda não gerou custos de condomínio.
  5. Faça a intermediação: Use imobiliárias especializadas ou plataformas digitais. Em Blumenau, a procura por imóveis na planta cresceu 40% em 2023, segundo o Sindicato da Habitação.
  6. Prepare a documentação: Tenha em mãos o contrato de compra e venda, comprovantes de pagamento e a planta aprovada. Isso acelera a transferência para o novo comprador.
  7. Reinvista o lucro: Com o ganho da revenda, repita o ciclo em outro lançamento. Assim, você multiplica o patrimônio sem imobilizar capital.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens

Pontos de atenção

Números e retorno esperado

No mercado catarinense, os retornos reais variam conforme a cidade e o momento do ciclo. Em Balneário Camboriú, um imóvel comprado na planta em 2021 por R$ 500 mil foi revendido em 2023 por R$ 720 mil, gerando lucro de R$ 220 mil (44%) antes de custos. Já em Itapema, um studio adquirido por R$ 300 mil na planta em 2022 foi vendido por R$ 390 mil em 2024, com ganho de 30%.

Para quem usa crédito estruturado, o retorno sobre o capital próprio (ROE) é ainda maior. Suponha que você invista R$ 100 mil de entrada em um imóvel de R$ 500 mil, financiando o restante com parcelas durante a obra. Se vender por R$ 700 mil, o lucro de R$ 200 mil representa 200% sobre o capital investido. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo que meus clientes no Vale do Itajaí foquem em imóveis de 45 m² a 60 m², que têm maior liquidez e giram mais rápido.

O consórcio também é uma ferramenta poderosa. Com uma cota de R$ 400 mil, você pode ser contemplado em até 24 meses e adquirir o imóvel na planta. A revenda antes da entrega gera lucro que cobre as taxas de administração e ainda sobra. Em Blumenau, um cliente usou essa estratégia em 2022 e obteve retorno líquido de 28% em 20 meses.

Perguntas frequentes

Qual o melhor momento para revender um imóvel na planta?

O ideal é vender entre 70% e 80% da obra concluída. Nesse estágio, o imóvel já se valorizou com o avanço da construção, mas você ainda não precisa pagar condomínio e IPTU. Em Balneário Camboriú, a maioria das revendas bem-sucedidas ocorre nessa janela.

É possível usar consórcio para comprar imóvel na planta e revender?

Sim, é uma estratégia viável. Você adquire uma cota de consórcio imobiliário e, quando contemplado, usa a carta de crédito para comprar o imóvel na planta. A revenda antes da entrega gera lucro que cobre as taxas do consórcio. Na minha experiência, é uma das formas mais eficientes de começar com pouco capital.

Quanto custa para revender um imóvel na planta em Santa Catarina?

Os principais custos são a corretagem (5% a 6% do valor de venda) e o imposto de renda sobre o ganho de capital (15% a 22,5%). Além disso, você pode ter custos com documentação, como escritura e registro, que variam de R$ 3 mil a R$ 8 mil, dependendo do valor do imóvel.

Quais cidades de Santa Catarina têm maior potencial de valorização?

Balneário Camboriú lidera com valorização média de 20% ao ano, seguida por Itajaí (18%) e Itapema (16%). Blumenau também se destaca, especialmente em bairros como Velha e Itoupava Seca, com ganhos de 14% ao ano. O Vale do Itajaí como um todo é uma das regiões mais dinâmicas do Brasil para investimento imobiliário.

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

O ideal é vender entre 70% e 80% da obra concluída. Nesse estágio, o imóvel já se valorizou com o avanço da construção, mas você ainda não precisa pagar condomínio e IPTU. Em Balneário Camboriú, a maioria das revendas bem-sucedidas ocorre nessa janela.

Sim, é uma estratégia viável. Você adquire uma cota de consórcio imobiliário e, quando contemplado, usa a carta de crédito para comprar o imóvel na planta. A revenda antes da entrega gera lucro que cobre as taxas do consórcio. Na minha experiência, é uma das formas mais eficientes de começar com pouco capital.

Os principais custos são a corretagem (5% a 6% do valor de venda) e o imposto de renda sobre o ganho de capital (15% a 22,5%). Além disso, você pode ter custos com documentação, como escritura e registro, que variam de R$ 3 mil a R$ 8 mil, dependendo do valor do imóvel.

Balneário Camboriú lidera com valorização média de 20% ao ano, seguida por Itajaí (18%) e Itapema (16%). Blumenau também se destaca, especialmente em bairros como Velha e Itoupava Seca, com ganhos de 14% ao ano. O Vale do Itajaí como um todo é uma das regiões mais dinâmicas do Brasil para investimento imobiliário.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.