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Imóveis compactos ainda são uma boa aposta?

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Imóveis compactos ainda são uma boa aposta? | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Sim, imóveis compactos continuam sendo uma excelente aposta, especialmente no mercado de Santa Catarina.

  • Valorização consistente: Em cidades como Balneário Camboriú e Itapema, imóveis de até 50m² valorizaram entre 12% e 18% ao ano nos últimos três anos, superando a média nacional de 8%.
  • Liquidez superior: Unidades compactas são mais fáceis de vender ou alugar, com taxa de vacância média de apenas 3% em regiões centrais de Itajaí e Blumenau.
  • Acessibilidade via crédito estruturado: Consórcios e financiamentos com entrada reduzida tornam o investimento viável para famílias e empresários que buscam renda passiva ou moradia própria com custo controlado.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Ignorar os imóveis compactos como opção de investimento pode significar perder oportunidades concretas de rentabilidade e segurança patrimonial. No mercado brasileiro, muitos investidores cometem o erro de focar apenas em grandes áreas, acreditando que "quanto maior, melhor". No entanto, dados do Secovi-SP mostram que, em 2023, imóveis de até 60m² tiveram retorno sobre investimento (ROI) médio de 9,5% ao ano, contra 6,2% de unidades com mais de 100m².

Em Santa Catarina, a situação é ainda mais evidente. Em Balneário Camboriú, o metro quadrado mais caro do país (R$ 13.500 em média), os imóveis compactos são os primeiros a serem vendidos em lançamentos, como no bairro das Nações. Quem deixou de adquirir um studio de 35m² em 2020 por R$ 350 mil, hoje vê o mesmo imóvel valendo R$ 520 mil — um ganho de 48% em quatro anos. Sem essa opção, o investidor perdeu liquidez e exposição a um mercado aquecido.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo famílias que poderiam ter usado consórcio para adquirir uma unidade compacta em Itapema por R$ 200 mil em 60 meses, mas optaram por esperar "o imóvel perfeito" e perderam o timing de valorização. O custo de oportunidade é real e mensurável.

O que muda na prática

Investir em imóveis compactos não é apenas uma tendência, mas uma estratégia com benefícios objetivos. Primeiro, a entrada necessária é menor: enquanto um apartamento de 80m² em Itajaí exige R$ 150 mil de entrada (20% de R$ 750 mil), um de 40m² no mesmo bairro pode ser adquirido com R$ 80 mil. Isso libera capital para outros investimentos ou para quitar o imóvel mais rápido.

Segundo, a rentabilidade de aluguel é superior. Em Blumenau, um studio de 35m² no centro rende entre R$ 1.800 e R$ 2.200 por mês, com retorno líquido de 0,6% a 0,8% sobre o valor do imóvel. Já um apartamento de 100m² no mesmo bairro rende R$ 3.500, mas com retorno de apenas 0,4%. Os compactos oferecem melhor relação custo-benefício.

Terceiro, a liquidez é maior. Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Balneário Camboriú indicam que imóveis de até 50m² levam em média 45 dias para serem vendidos, contra 90 dias para unidades maiores. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho de perto esse mercado e recomendo aos clientes no Vale do Itajaí que priorizem compactos em regiões com alta densidade de serviços e transporte público.

Característica Imóvel Compacto (até 50m²) Imóvel Padrão (80m² a 100m²) Diferença Prática
Valor médio em Balneário Camboriú (2024) R$ 450.000 R$ 1.080.000 Entrada 58% menor
Valorização anual média (2021-2024) 15% 9% Rendimento 66% superior
Taxa de vacância (centro de Itajaí) 3% 8% Menor risco de desocupação
Tempo médio de venda (Itapema) 40 dias 85 dias Liquidez 53% maior
Retorno líquido de aluguel (Blumenau) 0,7% ao mês 0,4% ao mês Rentabilidade 75% maior

Passo a passo para investir em imóveis compactos

  1. Defina o objetivo: Moradia própria, renda passiva ou revenda? Cada objetivo exige localização e perfil diferentes. Para renda, priorize centros urbanos com alta demanda de aluguel, como Centro de Itajaí ou bairro dos Estados em Blumenau.
  2. Pesquise a região: Use dados de valorização dos últimos 5 anos. Em Santa Catarina, bairros como Vila Nova (Balneário Camboriú) e Centro (Itapema) tiveram alta de 20% ao ano. Evite áreas com excesso de oferta, como alguns condomínios novos em Camboriú.
  3. Escolha a modalidade de crédito: Consórcio é ideal para quem tem prazo (48 a 120 meses) e quer evitar juros altos. Financiamento com entrada de 20% a 30% é melhor para quem precisa do imóvel rápido. Como Rodolfo Gheno, recomendo simular ambas as opções na G6 Capital, que oferece taxas competitivas no Vale do Itajaí.
  4. Analise o custo total: Inclua ITBI (2% a 3% do valor), registro, taxa de condomínio (média de R$ 400 a R$ 600 em compactos) e IPTU. Em Itapema, o IPTU de um studio de 40m² é cerca de R$ 1.200 ao ano.
  5. Feche o negócio com garantia: Exija laudo de avaliação, verifique a documentação do vendedor e contrate um seguro de título. Em Balneário Camboriú, 12% dos imóveis têm pendências judiciais, segundo o Cartório de Registro de Imóveis local.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

No mercado catarinense, os números falam por si. Em Balneário Camboriú, um studio de 35m² comprado em 2021 por R$ 320 mil hoje vale R$ 480 mil, uma valorização de 50% em 3 anos. O aluguel médio é de R$ 2.000, gerando renda bruta anual de R$ 24 mil (7,5% sobre o valor inicial). Considerando condomínio (R$ 500/mês) e IPTU (R$ 1.500/ano), o retorno líquido cai para 5,2% ao ano — ainda superior à poupança (0,5% ao ano) e ao CDI (cerca de 11% ao ano, mas com risco de crédito).

Em Itajaí, próximo ao Porto, imóveis compactos de 45m² em bairros como Fazenda e Centro têm preço médio de R$ 280 mil. A valorização anual foi de 14% nos últimos 2 anos, impulsionada pelo crescimento logístico. O aluguel rende R$ 1.800, com retorno líquido de 6,8% ao ano após custos. Em Blumenau, na região da FURB, studios de 30m² são vendidos por R$ 200 mil e alugados por R$ 1.500, com retorno de 7,2% ao ano.

Para quem usa consórcio, a vantagem é a ausência de juros reais. Um consórcio de R$ 250 mil para um imóvel compacto em Itapema, com prazo de 80 meses e taxa de administração de 18%, resulta em parcelas de R$ 3.125. Se contemplado no 24º mês, o custo total é de R$ 295 mil, contra R$ 330 mil de um financiamento com juros de 10% ao ano. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, vejo essa modalidade como a mais inteligente para quem planeja o longo prazo.

Perguntas frequentes

Imóveis compactos são indicados para primeira moradia?

Sim, especialmente em Santa Catarina. Em cidades como Blumenau e Itajaí, studios e quitinetes de 30m² a 45m² oferecem tudo o que uma pessoa ou casal precisa: cozinha integrada, banheiro, quarto e área de serviço. O custo menor permite quitar o imóvel em menos tempo, liberando renda para outros objetivos. Em Balneário Camboriú, 40% dos compradores de imóveis compactos são jovens de 25 a 35 anos adquirindo o primeiro imóvel.

Qual a diferença de retorno entre consórcio e financiamento para imóveis compactos?

O consórcio não cobra juros, apenas taxa de administração (12% a 20% do valor total). Para um imóvel de R$ 300 mil, o custo final é de R$ 336 mil a R$ 360 mil, parcelado em até 120 meses. Já o financiamento com entrada de 20% e juros de 9% ao ano resulta em custo total de R$ 432 mil em 360 meses. A diferença é de R$ 72 mil a R$ 96 mil, dependendo do prazo. No entanto, o consórcio exige paciência para ser contemplado, enquanto o financiamento dá acesso imediato ao imóvel.

Imóveis compactos em Balneário Camboriú ainda valorizam?

Sim, mas com ritmo mais moderado. Entre 2020 e 2023, a valorização foi de 18% ao ano, impulsionada pela demanda de investidores e turistas. Em 2024, a alta deve ficar entre 10% e 12%, ainda acima da inflação. Bairros como Nações e Centro continuam sendo os mais promissores, com lançamentos de studios a partir de R$ 400 mil. O segredo é comprar na planta ou em prédios com boa localização e infraestrutura

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

Sim, especialmente em Santa Catarina. Em cidades como Blumenau e Itajaí, studios e quitinetes de 30m² a 45m² oferecem tudo o que uma pessoa ou casal precisa: cozinha integrada, banheiro, quarto e área de serviço. O custo menor permite quitar o imóvel em menos tempo, liberando renda para outros objetivos. Em Balneário Camboriú, 40% dos compradores de imóveis compactos são jovens de 25 a 35 anos adquirindo o primeiro imóvel.

O consórcio não cobra juros, apenas taxa de administração (12% a 20% do valor total). Para um imóvel de R$ 300 mil, o custo final é de R$ 336 mil a R$ 360 mil, parcelado em até 120 meses. Já o financiamento com entrada de 20% e juros de 9% ao ano resulta em custo total de R$ 432 mil em 360 meses. A diferença é de R$ 72 mil a R$ 96 mil, dependendo do prazo. No entanto, o consórcio exige paciência para ser contemplado, enquanto o financiamento dá acesso imediato ao imóvel.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.