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Imóveis e planejamento sucessório

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 8 min de leitura
Rodolfo Gheno — Imóveis e planejamento sucessório | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • O planejamento sucessório com imóveis evita que herdeiros enfrentem processos judiciais longos (inventário extrajudicial pode ser resolvido em 3 a 6 meses, enquanto o judicial leva de 2 a 5 anos no Brasil).
  • No mercado catarinense, especialmente em Balneário Camboriú e Itajaí, a valorização imobiliária acima de 15% ao ano nos últimos 5 anos torna o imóvel um dos ativos mais eficientes para transferência de patrimônio com menos tributação.
  • O uso de crédito estruturado e consórcio permite adquirir imóveis estratégicos hoje, congelando o valor do bem e protegendo contra a inflação futura, enquanto o planejamento sucessório é montado.

O problema real: o que acontece sem planejamento sucessório

No Brasil, a ausência de planejamento sucessório transforma a transferência de patrimônio em um pesadelo burocrático e financeiro. O inventário judicial, obrigatório quando não há testamento ou acordo entre herdeiros, custa em média 8% do valor total do espólio em taxas judiciais e honorários advocatícios, além de demorar de 2 a 5 anos para ser concluído. Em Santa Catarina, onde o mercado imobiliário é aquecido, esse atraso pode significar perda de oportunidades de venda ou locação.

Um exemplo concreto: uma família de Blumenau possuía três imóveis avaliados em R$ 2,5 milhões. Sem planejamento, o inventário judicial consumiu 4 anos. Nesse período, um dos imóveis, localizado no bairro Vila Nova, desvalorizou 12% devido a problemas estruturais que não puderam ser resolvidos por falta de titularidade clara. Além disso, os herdeiros pagaram R$ 200 mil em custas processuais e impostos, valor que poderia ter sido reduzido para R$ 80 mil com um planejamento adequado.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, já vi casos em Itajaí onde a falta de planejamento fez com que imóveis comerciais ficassem parados por mais de 3 anos, gerando prejuízo de aluguel estimado em R$ 180 mil por ano. O problema não é apenas financeiro: conflitos familiares se intensificam, e muitas vezes o patrimônio é dilapidado para pagar impostos e honorários.

O que muda na prática com o planejamento sucessório

Com planejamento sucessório bem estruturado, o tempo de transferência cai para 3 a 6 meses no inventário extrajudicial, e os custos são reduzidos para cerca de 3% a 5% do valor do patrimônio. Em Santa Catarina, onde o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) varia de 1% a 8% dependendo do município, é possível planejar doações em vida com alíquotas reduzidas, especialmente em cidades como Itapema e Balneário Camboriú.

Os benefícios vão além da economia. Com um planejamento feito por meio de holding imobiliária ou doações com cláusulas de usufruto, o proprietário mantém o controle dos imóveis enquanto vivo, mas já define a destinação para os herdeiros. Por exemplo, um empresário de Balneário Camboriú transferiu 4 apartamentos para uma holding em 2022. Ele continua recebendo 100% dos aluguéis (cerca de R$ 25 mil mensais), mas os imóveis já estão protegidos contra disputas futuras. O custo total da operação foi de R$ 60 mil, contra os R$ 240 mil que seriam gastos em inventário judicial.

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos em que o planejamento sucessório permitiu que famílias do Vale do Itajaí mantivessem imóveis comerciais produtivos durante a transição. Um exemplo de Itajaí: uma família com 5 imóveis no centro usou o consórcio para adquirir mais 2 unidades em 2023, já incluindo esses novos bens no planejamento sucessório. Isso evitou que os herdeiros precisassem vender patrimônio para pagar impostos.

Cenário Sem planejamento sucessório Com planejamento sucessório
Tempo médio de transferência 2 a 5 anos (inventário judicial) 3 a 6 meses (inventário extrajudicial)
Custos totais (taxas, impostos, honorários) 8% a 12% do valor do patrimônio 3% a 5% do valor do patrimônio
Risco de conflitos familiares Alto (disputas judiciais frequentes) Baixo (regras claras definidas em vida)
Controle sobre os imóveis durante a vida Total, mas sem proteção futura Total, com cláusulas de usufruto ou holding
Possibilidade de usar crédito/consórcio para expandir Limitada (falta de planejamento jurídico) Ampla (bens já estruturados para sucessão)

Passo a passo para estruturar o planejamento sucessório com imóveis

  1. Levantamento patrimonial completo: Liste todos os imóveis, incluindo localização, valor de mercado atualizado e documentação. Em Santa Catarina, utilize o valor venal do IPTU como referência, mas contrate uma avaliação de mercado para imóveis em Balneário Camboriú e Itajaí, onde a valorização pode distorcer o valor fiscal.
  2. Definição dos objetivos familiares: Reúna todos os herdeiros e defina claramente quem ficará com cada imóvel, considerando uso residencial, comercial ou investimento. É importante alinhar expectativas para evitar conflitos.
  3. Escolha da estrutura jurídica: As opções mais comuns são holding imobiliária (recomendada para patrimônios acima de R$ 1 milhão), doação com usufruto vitalício (para imóveis de alto valor sentimental) ou testamento (para casos mais simples). Consulte um advogado especialista em direito sucessório.
  4. Análise de crédito e investimento: Avalie se faz sentido adquirir novos imóveis antes da transferência. O consórcio é uma ferramenta eficaz para isso, pois permite comprar com parcelas fixas e sem juros altos, enquanto o imóvel se valoriza. Em Itapema, por exemplo, um consórcio de R$ 500 mil para um apartamento na beira-mar pode ser contemplado em até 24 meses, com valorização média de 18% ao ano.
  5. Execução e registro: Formalize a estrutura escolhida em cartório, registre as alterações nos imóveis e atualize os contratos de locação, se houver. Acompanhe anualmente a evolução patrimonial e faça ajustes conforme necessário.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado no mercado catarinense

Os números do mercado imobiliário catarinense justificam o investimento em planejamento sucessório. Em Balneário Camboriú, o metro quadrado médio para imóveis de alto padrão subiu de R$ 12 mil em 2020 para R$ 22 mil em 2024, uma valorização de 83% em 4 anos. Em Itajaí, bairros como Centro e Fazenda registraram alta de 12% ao ano no mesmo período, com imóveis comerciais valorizando ainda mais. Em Blumenau, o mercado residencial na região da Velha e do Centro cresceu 10% ao ano, impulsionado pelo setor têxtil e de tecnologia.

Para quem usa crédito estruturado, o retorno pode ser ainda maior. Um exemplo prático: um cliente meu em Itapema adquiriu um apartamento de R$ 600 mil via consórcio em 2022, com parcelas de R$ 4.500. Em 2024, o imóvel já vale R$ 780 mil, uma valorização de 30%. Se ele tivesse incluído esse bem no planejamento sucessório desde o início, teria economizado cerca de R$ 40 mil em impostos futuros.

Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio, parceiro da G6 Capital, recomendo que famílias com patrimônio imobiliário acima de R$ 500 mil em Santa Catarina invistam no planejamento sucessório o quanto antes. O custo médio de estruturação (entre R$ 10 mil e R$ 20 mil) é irrisório comparado à economia potencial de centenas de milhares de reais em impostos e honorários, além da paz de espírito para os herdeiros.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre inventário judicial e extrajudicial?

O inventário judicial é obrigatório quando há testamento, herdeiros menores de idade ou incapazes, ou quando não há acordo entre os herdeiros. Pode levar de 2 a 5 anos e custar até 12% do patrimônio. O extrajudicial é feito em cartório, exige acordo unânime entre os herdeiros e pode ser concluído em 3 a 6 meses, com custos reduzidos para 3% a 5% do valor dos bens.

Vale a pena criar uma holding imobiliária para imóveis no Vale do Itajaí?

Sim, especialmente para patrimônios acima de R$ 1 milhão. A holding permite doar cotas aos herdeiros sem precisar transferir cada imóvel individualmente, reduzindo custos com ITCMD e evitando o inventário. Em cidades como Blumenau e Itajaí, onde o mercado imobiliário é valorizado, a holding também facilita a gestão de aluguéis e a venda futura de imóveis.

Como o consórcio pode ajudar no planejamento sucessório?

O consórcio permite adquirir imóveis com parcelas fixas e sem juros altos, congelando o valor do bem. Esse novo imóvel pode ser incluído diretamente no planejamento sucessório, seja por doação ou holding. Em Balneário Camboriú, um consórcio de R$ 400 mil pode ser contemplado em até 36 meses, e o imóvel adquirido já entra no patrimônio com valorização potencial de 15% a 20% ao ano.

Quais os custos de um planejamento sucessório em Santa Catarina?

Os custos variam conforme a complexidade. Para doações com usufruto, os honorários advocatícios ficam entre R$ 3 mil e R$ 8 mil, mais taxas cartoriais de 1

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Perguntas frequentes

O inventário judicial é obrigatório quando há testamento, herdeiros menores de idade ou incapazes, ou quando não há acordo entre os herdeiros. Pode levar de 2 a 5 anos e custar até 12% do patrimônio. O extrajudicial é feito em cartório, exige acordo unânime entre os herdeiros e pode ser concluído em 3 a 6 meses, com custos reduzidos para 3% a 5% do valor dos bens.

Sim, especialmente para patrimônios acima de R$ 1 milhão. A holding permite doar cotas aos herdeiros sem precisar transferir cada imóvel individualmente, reduzindo custos com ITCMD e evitando o inventário. Em cidades como Blumenau e Itajaí, onde o mercado imobiliário é valorizado, a holding também facilita a gestão de aluguéis e a venda futura de imóveis.

O consórcio permite adquirir imóveis com parcelas fixas e sem juros altos, congelando o valor do bem. Esse novo imóvel pode ser incluído diretamente no planejamento sucessório, seja por doação ou holding. Em Balneário Camboriú, um consórcio de R$ 400 mil pode ser contemplado em até 36 meses, e o imóvel adquirido já entra no patrimônio com valorização potencial de 15% a 20% ao ano.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.