Imóveis em Santa Catarina ainda são um bom investimento?
Por Rodolfo Gheno23 de junho de 20268 min de leitura
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Sim, imóveis em Santa Catarina ainda são um bom investimento, mas com estratégia. Três fatos para começar:
Valorização consistente: O metro quadrado em Balneário Camboriú valorizou mais de 120% nos últimos 5 anos, segundo dados do Secovi-SC. Em Itajaí e Itapema, a alta foi de 40% a 60% no mesmo período.
Demanda aquecida: Santa Catarina recebe mais de 100 mil novos moradores por ano (IBGE), gerando pressão por moradia em cidades como Blumenau, Joinville e Florianópolis. O aluguel em regiões centrais de Itajaí subiu 18% em 2024.
Crédito estruturado como alavanca: Com financiamento tradicional cada vez mais caro (taxas acima de 10% ao ano), o consórcio e o crédito com lastro imobiliário aparecem como alternativas reais para investir com menos custo financeiro. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, vejo empresários do Vale do Itajaí usando essas ferramentas para multiplicar patrimônio sem comprometer o fluxo de caixa.
## O problema real: o que acontece sem esse recurso
Muita gente perde dinheiro por não ter um plano de crédito adequado. O erro clássico no mercado catarinense: comprar um imóvel na planta em Balneário Camboriú com financiamento tradicional a juros altos, esperando vender na entrega. Quando o mercado desacelera, o comprador fica com prestações impagáveis e sem liquidez.
Outro exemplo concreto: um empresário de Blumenau que tentou investir em terrenos em Itapema sem usar consórcio. Pagou 30% de entrada com cheque especial (juros de 8% ao mês) e depois não conseguiu finalizar a obra. Perdeu o terreno e ainda ficou negativado.
O problema central é que, sem acesso a crédito estruturado, o investidor fica refém de duas opções ruins: pagar à vista (imobilizando capital) ou financiar com bancos a taxas que corroem o retorno. No Vale do Itajaí, onde o mercado imobiliário cresce forte, essa falta de planejamento financeiro já deixou muitos projetos pelo caminho.
## O que muda na prática
Quando você usa crédito estruturado ou consórcio, o jogo vira a seu favor. Na prática, você consegue:
- **Reduzir o custo de captação:** consórcios têm taxa de administração entre 10% e 18% diluída no prazo, contra 50% a 80% de juros totais em um financiamento de 20 anos.
- **Manter liquidez:** em vez de dar 30% de entrada, você pode usar uma carta de crédito e preservar o capital de giro do seu negócio.
- **Aproveitar oportunidades:** em Itajaí, por exemplo, imóveis em bairros em expansão como Cordeiros e São Vicente valorizaram 35% em 2023. Quem tinha carta de crédito em mãos comprou antes da alta.
Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, acompanho famílias que transformaram uma carta de consórcio de R$ 300 mil em um patrimônio de R$ 500 mil em três anos, apenas escolhendo o imóvel certo em Santa Catarina. O segredo não é o imóvel em si, mas a forma de pagamento.
## Comparação entre estratégias de investimento em imóveis em Santa Catarina
| Aspecto | Financiamento tradicional | Consórcio imobiliário | Crédito estruturado (G6 Capital) |
|---------|---------------------------|------------------------|----------------------------------|
| Custo total (20 anos) | 50% a 80% de juros sobre o valor | 10% a 18% de taxa de administração | Variável, mas com lastro em imóvel |
| Entrada necessária | 20% a 30% do valor | 0% (sorteio) ou lance | Depende do lastro |
| Tempo para acesso ao imóvel | Imediato (após aprovação) | Sorteio mensal ou lance programado | Imediato (com garantia) |
| Risco de inadimplência | Alto (perda do imóvel) | Moderado (exclusão do grupo) | Baixo (renegociação com lastro) |
| Ideal para | Quem precisa morar já | Investidor com prazo médio (2 a 5 anos) | Empresários com fluxo de caixa |
| Valorização capturada | Total, mas paga juros | Total, sem juros | Total, com alavancagem controlada |
## Passo a passo para investir em imóveis em Santa Catarina com inteligência financeira
1. **Defina o objetivo e a cidade:** quer renda de aluguel (Itajaí, Balneário Camboriú) ou valorização a longo prazo (Blumenau, Joinville)? Cada cidade tem um ciclo diferente. Em Itapema, por exemplo, o mercado de segunda residência puxa a demanda.
2. **Analise o mercado local:** veja o preço do metro quadrado nos últimos 12 meses. Em Balneário Camboriú, o m² já passa de R$ 12 mil em áreas nobres. Em Blumenau, fica entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Use dados do Secovi-SC ou do Creci-SC.
3. **Escolha a ferramenta de crédito:** se você tem prazo de 2 a 5 anos e quer evitar juros, o consórcio é o caminho. Se precisa do imóvel agora e tem um imóvel próprio para dar em garantia, o crédito estruturado com a G6 Capital pode ser mais eficiente.
4. **Estruture o lance ou a carta de crédito:** no consórcio, estude o histórico de contemplação do grupo. Em grupos novos, lances de 30% a 40% costumam contemplar em até 12 meses. No crédito estruturado, negocie prazos e taxas com lastro real.
5. **Faça a oferta e feche o negócio:** com a carta em mãos, negocie descontos com o vendedor. Imóveis à vista ou com pagamento rápido podem ter 5% a 10% de desconto. Isso já cobre a taxa de administração do consórcio.
6. **Acompanhe a valorização e planeje a saída:** em 2 a 3 anos, reavalie o imóvel. Se valorizou 30% ou mais, considere vender e reinvestir. O ciclo imobiliário catarinense tem mostrado picos a cada 4 anos.
## Vantagens e pontos de atenção
### Vantagens
- Valorização histórica acima da inflação em cidades como Balneário Camboriú e Itajaí
- Possibilidade de usar consórcio sem juros, apenas com taxa de administração
- Aluguel com retorno de 0,5% a 0,8% ao mês sobre o valor do imóvel em regiões centrais
- Liquidez relativamente alta em mercados aquecidos como o Vale do Itajaí
- Possibilidade de alavancar com crédito estruturado sem comprometer o fluxo de caixa
### Pontos de atenção
- Mercado imobiliário catarinense é cíclico: após picos, pode haver estabilização por 2 a 3 anos
- Consórcio exige paciência: a contemplação por sorteio pode demorar até 5 anos
- Financiamento tradicional com juros altos pode anular a valorização
- Imóveis na planta têm risco de atraso e custo de oportunidade durante a obra
- É preciso conhecer bem cada cidade: Blumenau valoriza diferente de Itapema
## Números e retorno esperado
Vamos a números reais do mercado catarinense. Em 2024, um apartamento de 70 m² em Itajaí, bairro Centro, custava em média R$ 420 mil. Com aluguel de R$ 2.800 por mês, o retorno bruto é de 8% ao ano. Descontando IPTU, condomínio e taxa de administração (se for imobiliária), o retorno líquido fica entre 5% e 6% ao ano.
Agora, considere um investidor que usou consórcio: carta de R$ 420 mil, com taxa de administração de 14% diluída em 120 meses (cerca de R$ 490 por mês). Em 3 anos, ele pagou R$ 17.640 de taxa. Nesse período, o imóvel valorizou 25% (R$ 105 mil). O lucro líquido foi de R$ 87.360, sem contar os aluguéis. Isso é um retorno anualizado de mais de 20% sobre o capital investido (apenas os lances e parcelas).
Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, vejo que a chave está em dois pontos: prazos médios de 3 a 5 anos e cidades com demanda real, não especulativa. Balneário Camboriú é para quem tem capital alto (acima de R$ 1 milhão). Itajaí e Blumenau são mais acessíveis e com retorno consistente. Itapema está em alta, mas com risco maior de bolha localizada.
Em Santa Catarina, o mercado imobiliário continua sendo um dos mais sólidos do Brasil. Mas o investidor precisa de estratégia. Quem compra sem planejamento de crédito perde para quem usa consórcio ou crédito estruturado. Na minha experiência, o consórcio é a ferramenta mais democrática para começar. O crédito estruturado, por outro lado, é ideal para quem já tem patrimônio e quer alavancar sem vender outros ativos.
### Perguntas frequentes
Imóveis em Balneário Camboriú ainda valem a pena para investimento?
Sim, mas com capital elevado. O metro quadrado já ultrapassou R$ 12 mil em áreas nobres, e o aluguel de temporada pode render até 1% ao mês. Porém, o custo de entrada é alto e o mercado está mais maduro, com valorização anual entre 8% e 12% nos últimos anos. É indicado para quem tem mais de R$ 500 mil para investir.
Qual cidade de Santa Catarina tem o melhor custo-benefício para investir em imóveis?
Itajaí e Blumenau aparecem como as melhores opções atualmente. Itajaí tem o porto, crescimento populacional forte e preços mais acessíveis (m² entre R$ 5 mil e R$ 8 mil). Blumenau tem mercado corporativo aquecido e aluguel residencial com retorno de 0,6% a 0,8% ao mês. Ambas têm valorização consistente sem os picos especulativos de Balneário Camboriú.
Consórcio ou financiamento: qual é melhor para comprar imóvel em Santa Catarina?
Depende do seu prazo e objetivo. Se você não tem pressa e quer evitar juros altos, o consórcio é melhor. Com taxa de administração de 10% a 18% diluída, o custo total é muito menor que o financiamento (que pode chegar a 80% de juros em 20 anos). Se precisa do imóvel agora, o crédito estruturado com lastro imobiliário (como os que a G6 Capital oferece) pode ser uma alternativa intermediária, com taxas mais baixas que o financiamento tradicional.
Quanto preciso dar de entrada para investir em imóveis em Santa Catarina?
No financiamento tradicional, a entrada mínima é de 20% a 30% do valor do imóvel. No consórcio, você não precisa de entrada, mas precisa dar lances (geralmente 20% a 40% do valor da carta) para ser contemplado mais rápido. No crédito estruturado, a entrada depende do lastro oferecido, mas pode ser de 10% a 20% com garantia de outro imóvel. Para um imóvel de R$ 400 mil, você precisaria de R$ 80 mil a R$ 120 mil de entrada no financiamento, ou de R$ 80 mil a R$ 160 mil de lance no consórcio.
Quer investir em imóveis em Santa Catarina?
Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.
Sim, mas com capital elevado. O metro quadrado já ultrapassou R$ 12 mil em áreas nobres, e o aluguel de temporada pode render até 1% ao mês. Porém, o custo de entrada é alto e o mercado está mais maduro, com valorização anual entre 8% e 12% nos últimos anos. É indicado para quem tem mais de R$ 500 mil para investir.
Itajaí e Blumenau aparecem como as melhores opções atualmente. Itajaí tem o porto, crescimento populacional forte e preços mais acessíveis (m² entre R$ 5 mil e R$ 8 mil). Blumenau tem mercado corporativo aquecido e aluguel residencial com retorno de 0,6% a 0,8% ao mês. Ambas têm valorização consistente sem os picos especulativos de Balneário Camboriú.
Depende do seu prazo e objetivo. Se você não tem pressa e quer evitar juros altos, o consórcio é melhor. Com taxa de administração de 10% a 18% diluída, o custo total é muito menor que o financiamento (que pode chegar a 80% de juros em 20 anos). Se precisa do imóvel agora, o crédito estruturado com lastro imobiliário (como os que a G6 Capital oferece) pode ser uma alternativa intermediária, com taxas mais baixas que o financiamento tradicional.
No financiamento tradicional, a entrada mínima é de 20% a 30% do valor do imóvel. No consórcio, você não precisa de entrada, mas precisa dar lances (geralmente 20% a 40% do valor da carta) para ser contemplado mais rápido. No crédito estruturado, a entrada depende do lastro oferecido, mas pode ser de 10% a 20% com garantia de outro imóvel. Para um imóvel de R$ 400 mil, você precisaria de R$ 80 mil a R$ 120 mil de entrada no financiamento, ou de R$ 80 mil a R$ 160 mil de lance no consórcio.
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.