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Investimento imobiliário para sucessão patrimonial

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Investimento imobiliário para sucessão patrimonial | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Protege o patrimônio familiar: O investimento imobiliário para sucessão patrimonial evita a fragmentação de bens e reduz conflitos entre herdeiros, garantindo que o patrimônio construído ao longo da vida seja transmitido de forma organizada e eficiente.
  • Reduz custos e burocracia: Diferente do inventário judicial, que pode levar anos e consumir até 10% do valor total em taxas, um planejamento sucessório com imóveis permite economia significativa e agilidade na transferência.
  • Valorização consistente em Santa Catarina: Cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema e Blumenau apresentam valorização imobiliária acima da média nacional, com ganhos reais de 8% a 15% ao ano nos últimos cinco anos, tornando o investimento imobiliário uma das estratégias mais seguras para sucessão.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

No Brasil, a falta de planejamento sucessório é uma das principais causas de desgaste familiar e perda de patrimônio. Quando um empresário ou investidor falece sem deixar um plano estruturado, os herdeiros enfrentam o chamado "inventário judicial", um processo que, em média, leva de 2 a 5 anos para ser concluído. Durante esse período, os imóveis ficam bloqueados: não podem ser vendidos, alugados ou usados como garantia para novos investimentos.

Um caso concreto que acompanhei como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, foi o de uma família de Blumenau que possuía três imóveis comerciais no centro da cidade. Sem planejamento, os bens ficaram empatados por três anos e meio. Nesse período, um dos imóveis foi alvo de uma ação de usucapião por um inquilino que não pagava aluguel há meses. A família perdeu aproximadamente R$ 400 mil em receitas de aluguel e ainda arcou com custos advocatícios de R$ 60 mil. Tudo poderia ter sido evitado com um investimento imobiliário direcionado à sucessão patrimonial.

Outro cenário comum é a divisão desigual de imóveis. Quando há múltiplos herdeiros, um único apartamento ou casa precisa ser rateado, gerando conflitos. Em Itajaí, por exemplo, um imóvel avaliado em R$ 1,2 milhão foi dividido entre quatro irmãos. Um deles queria vender, outro queria alugar, e os outros dois não tinham recursos para comprar as cotas. O imóvel ficou parado por dois anos, sem gerar renda, até que foi vendido por R$ 950 mil em leilão judicial para pagar dívidas do condomínio. O prejuízo foi de R$ 250 mil apenas na desvalorização forçada.

O que muda na prática

Com um planejamento sucessório baseado em investimento imobiliário, a realidade é completamente diferente. O principal benefício é a continuidade do patrimônio: os imóveis permanecem gerando renda enquanto o processo de transferência ocorre, e os herdeiros recebem os bens de forma individualizada, sem necessidade de rateio ou venda forçada.

Na prática, um empresário de Balneário Camboriú que investiu em dois apartamentos no bairro das Nações conseguiu, em 2023, transferir os imóveis para os filhos por meio de uma holding familiar. O processo levou apenas seis meses, com custos totais de R$ 35 mil (contabilidade, advogado e registro). Os imóveis, que já estavam valorizados em 12% ao ano desde a compra em 2018, continuaram alugados, gerando R$ 8 mil mensais de renda passiva para os herdeiros. Sem o planejamento, o inventário judicial custaria pelo menos R$ 120 mil e levaria mais de dois anos.

Além disso, o investimento imobiliário para sucessão patrimonial permite o uso de instrumentos como o usufruto vitalício. O proprietário original mantém o direito de uso e renda do imóvel até o falecimento, enquanto a propriedade já está registrada em nome dos herdeiros. Isso elimina a necessidade de inventário e garante segurança jurídica total. Em Santa Catarina, onde o mercado imobiliário é aquecido — especialmente em Itapema, com valorização de 18% em 2023 — essa estratégia é cada vez mais adotada por famílias que querem proteger seu patrimônio.

Critério Sem planejamento sucessório Com investimento imobiliário planejado
Tempo de transferência 2 a 5 anos (inventário judicial) 3 a 6 meses (holding ou usufruto)
Custos totais 8% a 12% do valor do patrimônio 1% a 3% do valor do patrimônio
Geração de renda durante o processo Imóveis bloqueados, sem renda Aluguéis continuam sendo recebidos
Risco de conflitos familiares Alto (divisão de bens indivisíveis) Baixo (imóveis individualizados)
Valorização média em SC (2020-2024) Perda de oportunidade de venda 8% a 15% ao ano, conforme a cidade

Passo a passo para estruturar seu investimento imobiliário para sucessão patrimonial

  1. Diagnóstico patrimonial completo: Liste todos os imóveis atuais, valores de mercado, dívidas associadas e perfil dos herdeiros. Inclua imóveis em Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema ou Blumenau, que são os mercados mais líquidos de Santa Catarina.
  2. Definição do instrumento jurídico: Escolha entre holding familiar, usufruto vitalício ou doação com reserva. Cada um tem implicações fiscais diferentes. Para patrimônios acima de R$ 2 milhões, a holding costuma ser a mais eficiente.
  3. Aquisição de novos imóveis com foco em sucessão: Invista em imóveis que possam ser individualizados por herdeiro. Por exemplo, em vez de um único apartamento de R$ 1,5 milhão, compre dois imóveis de R$ 750 mil cada, um para cada filho.
  4. Uso de crédito estruturado ou consórcio para alavancar: Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo aos meus clientes no Vale do Itajaí que utilizem consórcio imobiliário para adquirir o segundo ou terceiro imóvel sem comprometer o fluxo de caixa. Com crédito bem planejado, é possível adquirir um imóvel de R$ 500 mil com entrada de apenas 20% via consórcio, e o restante financiado com taxas atrativas.
  5. Formalização do plano sucessório: Registre em cartório o instrumento escolhido. Inclua cláusulas de incomunicabilidade e impenhorabilidade para proteger os imóveis de futuras dívidas dos herdeiros.
  6. Revisão periódica: A cada dois anos, reavalie o plano. Mudanças no perfil dos herdeiros, valorização dos imóveis ou alterações na legislação podem exigir ajustes. Em Itapema, por exemplo, imóveis que valiam R$ 400 mil em 2020 já estão avaliados em R$ 700 mil em 2025.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

O mercado imobiliário catarinense oferece retornos consistentes para quem investe com foco em sucessão patrimonial. Em Balneário Camboriú, o metro quadrado médio passou de R$ 10.500 em 2020 para R$ 16.200 em 2024, uma valorização de 54% em quatro anos. Em Itajaí, o crescimento foi de 48% no mesmo período, impulsionado pelo desenvolvimento portuário e novos empreendimentos. Itapema, com a expansão da orla, registrou alta de 60% desde 2019. Blumenau, com seu mercado mais estável, teve valorização de 35% no período.

Para um investimento de R$ 1 milhão em um imóvel em Itapema em 2021, o retorno acumulado até 2025 seria de aproximadamente R$ 1,6 milhão, considerando valorização e aluguéis. Desse total, cerca de R$ 400 mil seriam de renda passiva (aluguéis) e R$ 200 mil de ganho de capital. Com um planejamento sucessório bem estruturado, esse patrimônio seria transferido aos herdeiros sem perdas significativas.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, o uso de consórcio imobiliário é uma das formas mais inteligentes de iniciar esse processo. Um consórcio de R$ 500 mil para um imóvel em Blumenau, por exemplo, pode ser contemplado em até 36 meses com lances equivalentes a 30% do valor. Com um crédito bem planejado, é possível adquirir o imóvel e já registrá-lo em nome da holding familiar, eliminando a necessidade de transferência futura. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanhei casos em que o consórcio foi usado para adquirir o segundo imóvel da família, reduzindo o custo total da sucessão em até 40%.

Perguntas frequentes

Qual o valor mínimo para começar um planejamento sucessório com imóveis?

Não há um valor mínimo obrigatório, mas o planejamento começa a valer a pena para patrimônios acima de R$ 500 mil. Abaixo disso, os custos de estruturação (advogado, contabilidade, registro) podem consumir uma parcela significativa do patrimônio. Para valores menores, a doação em vida com usufruto é a opção mais simples e barata.

É melhor comprar imóveis prontos ou na planta para sucessão?

Depende do prazo. Imóveis na planta em Balneário Camboriú ou Itapema costumam ter valorização de 20% a 30% até a entrega, mas exigem paciência de 3 a

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Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

Não há um valor mínimo obrigatório, mas o planejamento começa a valer a pena para patrimônios acima de R$ 500 mil. Abaixo disso, os custos de estruturação (advogado, contabilidade, registro) podem consumir uma parcela significativa do patrimônio. Para valores menores, a doação em vida com usufruto é a opção mais simples e barata.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.