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Imóveis SC

Investimento imobiliário voltado ao turismo

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Investimento imobiliário voltado ao turismo | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • O investimento imobiliário voltado ao turismo em Santa Catarina, especialmente no litoral e no Vale do Itajaí, combina a valorização patrimonial com a geração de receita recorrente por meio de aluguéis de curta temporada, superando o retorno de aplicações tradicionais como a poupança.
  • Balneário Camboriú, Itajaí e Itapema registraram valorização média de 15% a 25% ao ano em imóveis próximos a polos turísticos entre 2020 e 2024, com destaque para apartamentos compactos e flats em regiões de alta demanda sazonal.
  • O uso estratégico de crédito imobiliário e consórcio permite ao investidor alavancar o patrimônio com custo controlado, aproveitando o fluxo de caixa gerado pelos aluguéis para amortizar o financiamento ou antecipar a contemplação no consórcio.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Muitos empresários e famílias no Vale do Itajaí guardam dinheiro na poupança ou em fundos de renda fixa que rendem menos que a inflação real. Sem um direcionamento claro para o setor imobiliário turístico, perdem oportunidades concretas de multiplicar o capital. Um exemplo comum: um cliente de Blumenau aplicou R$ 300 mil em CDB prefixado em 2022. Em 2024, com a Selic alta, o rendimento nominal foi de 13% ao ano, mas a inflação acumulada no período superou 10%, deixando ganho real próximo de zero. Enquanto isso, um apartamento de 45m² em Itapema, comprado pelo mesmo valor em 2022, hoje vale R$ 420 mil e gerou R$ 60 mil em aluguéis de temporada no período.

Outro problema recorrente é a falta de planejamento de crédito. Investidores que tentam comprar imóveis sem entender as linhas de financiamento disponíveis acabam pagando juros altos ou perdendo boas oportunidades por falta de liquidez. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, atendi um empresário de Itajaí que perdeu a compra de um flat na região central por não ter o crédito aprovado a tempo. O imóvel valorizou 30% em 18 meses. Sem o recurso certo, o investidor fica refém do mercado spot, que exige pagamento à vista e limita o poder de compra.

O que muda na prática

Com o uso inteligente de crédito imobiliário e consórcio, o investidor transforma o imóvel turístico em um ativo que se paga sozinho. Em Balneário Camboriú, um apartamento de 50m² comprado por R$ 500 mil com financiamento de 70% do valor gera, em média, R$ 8 mil mensais de aluguel por temporada (considerando 12 meses de ocupação sazonal). A parcela do financiamento fica em torno de R$ 4,5 mil. O saldo positivo de R$ 3,5 mil cobre condomínio, IPTU e ainda sobra para reinvestir.

Costumo dizer aos meus clientes no Vale do Itajaí que o consórcio é uma ferramenta subestimada para quem tem disciplina. Um grupo de consórcio imobiliário com prazo de 120 meses e taxa de administração de 18% permite ao investidor acumular o valor do bem sem juros, enquanto o dinheiro aplicado em renda fixa rende acima da inflação. Quando é contemplado, pode adquirir o imóvel e já colocá-lo para alugar. O resultado: patrimônio construído sem endividamento tradicional.

Cenário Investimento inicial Retorno anual estimado Risco Liquidez
Poupança (R$ 500 mil) R$ 500 mil 0,5% a.m. (R$ 30 mil/ano) Baixo Imediata
CDB pós-fixado (R$ 500 mil) R$ 500 mil 100% CDI (~R$ 65 mil/ano) Baixo Carência de 2 anos
Imóvel turístico à vista (BC/Itapema) R$ 500 mil Aluguel + valorização (~R$ 96 mil/ano) Médio (vacância, manutenção) Média (6-12 meses para vender)
Imóvel turístico financiado (70% crédito) R$ 150 mil (entrada) Aluguel cobre parcela + sobra (~R$ 42 mil/ano) Médio-alto (juros, inadimplência) Baixa (imóvel alienado)
Consórcio imobiliário (carta de crédito R$ 500 mil) R$ 50 mil (lance inicial) Patrimônio sem juros + renda futura Médio (prazo de contemplação) Baixa (até ser contemplado)

Passo a passo

  1. Defina o perfil do investimento: Escolha entre flats em Balneário Camboriú (alta liquidez), casas em Itapema (potencial de valorização) ou imóveis históricos em Blumenau (turismo de eventos). Cada perfil exige estratégia de crédito diferente.
  2. Analise o fluxo de caixa projetado: Calcule a receita de aluguéis sazonais com base na taxa de ocupação média local (60% a 75% no litoral catarinense). Use dados do Airbnb e plataformas locais para estimar diárias.
  3. Estruture o crédito: Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo simular financiamento com taxa prefixada (atualmente 10% a 12% ao ano para imóveis residenciais) ou consórcio com prazo de 120 meses. A entrada ideal é de 20% a 30% do valor.
  4. Negocie a compra com vendedor: Imóveis turísticos em Santa Catarina têm alta demanda. Use a carta de crédito do consórcio ou a aprovação prévia do financiamento como diferencial para negociar desconto de 5% a 10%.
  5. Gerencie o ativo ativamente: Contrate uma administradora de aluguéis por temporada (taxa de 15% a 20% sobre a receita) ou faça a gestão direta. Acompanhe a manutenção e a sazonalidade para maximizar a ocupação.
  6. Reavalie a estratégia anualmente: Com a valorização, é possível fazer portabilidade de crédito para reduzir juros ou vender o imóvel e reinvestir em outro com maior potencial. O mercado catarinense permite ciclos curtos de rotação de capital.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

O mercado imobiliário catarinense oferece retornos consistentes. Em Balneário Camboriú, o metro quadrado médio para imóveis turísticos é de R$ 12 mil a R$ 15 mil (fonte: Secovi-SC, 2024). Um flat de 40m² na região central custa cerca de R$ 520 mil. Com aluguel por temporada a R$ 400 a diária (média de 20 dias ocupados por mês na alta temporada), a receita bruta anual chega a R$ 96 mil. Descontando condomínio (R$ 800/mês), IPTU (R$ 300/mês) e manutenção (R$ 500/mês), o lucro líquido é de aproximadamente R$ 60 mil por ano, ou 11,5% sobre o valor do imóvel.

Em Itapema, o cenário é ainda mais atrativo para quem busca valorização. Imóveis na orla valorizaram 25% entre 2022 e 2024, impulsionados pela construção de novos empreendimentos e pela demanda de turistas argentinos e uruguaios. Um investidor que comprou um apartamento de 60m² por R$ 400 mil em 2022 viu o patrimônio saltar para R$ 500 mil em 2024, além de ter recebido R$ 70 mil em aluguéis no período. O retorno total foi de 42,5% em dois anos.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, recomendo que o investidor calcule o cap rate (taxa de capitalização) do imóvel. Para o litoral catarinense, o cap rate médio é de 6% a 9% ao ano, considerando apenas a receita de aluguéis. Quando se adiciona a valorização patrimonial, o retorno total supera 15% ao ano, superando qualquer aplicação de renda fixa disponível no mercado brasileiro.

Perguntas frequentes

Qual o valor mínimo para começar a investir em imóveis turísticos em Santa Catarina?

É possível começar com R$ 50 mil a R$ 100 mil como entrada para um financiamento de flat em Balneário Camboriú ou Itapema. Consórcios imobiliários permitem iniciar com lances a partir de R$ 30 mil. O ideal é ter pelo menos 20% do valor do imóvel disponível para a entrada ou lance.

Como o crédito imobiliário pode ser usado para alavancar o investimento turístico?

O financiamento imobiliário permite comprar um imóvel com apenas 20% a 30% de entrada. O restante é pago em parcelas que, no caso de imóveis turísticos, são cobertas pelos aluguéis de temporada. A alavancagem amplifica o retorno sobre o capital

Quer investir em imóveis em Santa Catarina?

Rodolfo Gheno estrutura o crédito e o consórcio ideais para sua aquisição no Vale do Itajaí e litoral catarinense.

Perguntas frequentes

É possível começar com R$ 50 mil a R$ 100 mil como entrada para um financiamento de flat em Balneário Camboriú ou Itapema. Consórcios imobiliários permitem iniciar com lances a partir de R$ 30 mil. O ideal é ter pelo menos 20% do valor do imóvel disponível para a entrada ou lance.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.