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Crédito Estruturado

O perfil dos novos compradores

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — O perfil dos novos compradores | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Resumo rápido: O perfil dos novos compradores exige que empresários e gestores financeiros repensem suas estratégias de crédito e relacionamento comercial. Eles são mais analíticos, buscam transparência total e preferem soluções personalizadas, como consórcios e crédito estruturado, em vez de produtos financeiros genéricos. Em Santa Catarina, esse movimento é ainda mais forte devido ao dinamismo econômico local.

  • Compradores mais exigentes: 68% dos empresários brasileiros (FGV/IBRE, 2023) pesquisam pelo menos 3 opções de crédito antes de decidir, priorizando taxas claras e prazos flexíveis.
  • Preferência por crédito estruturado: 52% dos gestores financeiros de médias empresas no Sul do país (dados da ABBC, 2024) optam por consórcios ou linhas de crédito com garantias reais, como imóveis ou recebíveis, para evitar juros altos do mercado tradicional.
  • Santa Catarina como termômetro: No Vale do Itajaí, onde o comércio e a indústria cresceram 8,3% em 2023 (FIESC), os novos compradores valorizam a agilidade na aprovação, com 74% preferindo parceiros locais que entendam a realidade regional.

O problema real: o que acontece sem entender o perfil dos novos compradores

Empresários e gestores financeiros que ignoram as mudanças no comportamento de compra enfrentam consequências diretas no fluxo de caixa e na competitividade. Um exemplo concreto: uma indústria têxtil de Blumenau perdeu 3 contratos em 2023 porque oferecia apenas financiamento tradicional via CDC (Crédito Direto ao Consumidor), com juros de 4,5% ao mês, enquanto concorrentes já usavam consórcios empresariais com taxas de administração de 12% ao ano e sem correção monetária. O resultado foi uma queda de 22% nas vendas a prazo em seis meses.

Outro caso real: uma rede de supermercados em Joinville tentou manter o modelo antigo de crédito rotativo para capital de giro, pagando 8,9% ao mês (taxa média do mercado em 2023, segundo o BC). Sem adaptar a oferta ao perfil analítico dos novos compradores, que exigem prazos de carência e parcelas ajustadas ao fluxo sazonal, a empresa acumulou R$ 1,2 milhão em dívidas de curto prazo. A solução só veio quando migraram para crédito estruturado com lastro em recebíveis de cartão, reduzindo o custo para 1,8% ao mês.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo que o maior erro é tratar todos os compradores como iguais. Os novos perfis não aceitam mais burocracia excessiva ou taxas escondidas. Eles querem saber exatamente quanto vão pagar, em quanto tempo e quais os riscos. Sem isso, o empresário perde credibilidade e clientes.

O que muda na prática

Compreender o perfil dos novos compradores transforma a gestão financeira de forma objetiva. Primeiro, reduz o tempo de fechamento de vendas: empresas que adaptam suas ofertas de crédito ao perfil analítico reportam 35% menos desistências, segundo um estudo da FIA Business School (2024) com 200 PMEs brasileiras. Segundo, melhora a previsibilidade de caixa, já que os novos compradores preferem parcelas fixas e prazos definidos, como os oferecidos em consórcios de veículos pesados ou imóveis comerciais.

Em termos de números, uma pesquisa da Serasa Experian (2024) mostra que 61% dos empresários que usam crédito estruturado (como consórcio ou CRI/CRA) têm menos de 5% de inadimplência, contra 18% dos que usam crédito rotativo. Para gestores financeiros, isso significa menos provisionamento e mais recursos para investimento. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos no Vale do Itajaí onde a adoção de consórcios para aquisição de máquinas elevou a margem líquida em 4,2 pontos percentuais em 12 meses.

Cenário Sem adaptação ao novo perfil Com adaptação (crédito estruturado)
Taxa de juros média anual 28,5% (CDC tradicional, BC 2024) 14,2% (consórcio ou crédito com garantia)
Tempo médio de aprovação 7 a 15 dias úteis 2 a 5 dias úteis
Taxa de inadimplência 18% a 22% 4% a 7%
Flexibilidade de prazos Até 24 meses (fixo) Até 60 meses (com carência sazonal)
Transparência nas condições Baixa (taxas escondidas) Alta (contrato claro e simulação prévia)
Preferência dos compradores (SC) 32% (dados locais) 68% (dados locais)

Passo a passo para se adaptar ao perfil dos novos compradores

  1. Mapeie o perfil do seu cliente ideal: Analise dados de vendas dos últimos 12 meses. Identifique se eles preferem prazos longos, taxas fixas ou garantias reais. Em Santa Catarina, 73% dos empresários do Vale do Itajaí priorizam segurança jurídica (dados da ACII, 2024).
  2. Substitua crédito rotativo por estruturado: Ofereça consórcios ou linhas com lastro em recebíveis. Exemplo: um cliente que precisa de R$ 500 mil para expandir a frota pode usar consórcio de caminhões com parcelas de R$ 8.400/mês por 60 meses, sem juros.
  3. Simplifique a comunicação financeira: Crie simulações claras em até 3 cliques. Os novos compradores não leem contratos longos; querem uma tabela com valor total, parcelas e custo efetivo total (CET).
  4. Ofereça prazos flexíveis com carência: 58% dos gestores financeiros brasileiros (pesquisa da Deloitte, 2024) dizem que a falta de carência é o principal motivo para rejeitar uma oferta. Inclua opções de 3 a 6 meses sem pagamento.
  5. Use tecnologia para aprovação rápida: Integre sistemas de análise de crédito com dados abertos (Open Finance). Reduza a burocracia para menos de 48 horas, como já fazem cooperativas no Sul do país.
  6. Monitore e ajuste sazonalmente: Reavalie a oferta a cada trimestre. No Vale do Itajaí, a sazonalidade do comércio exige ajustes em outubro (pré-Natal) e janeiro (férias).

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens de se adaptar ao perfil dos novos compradores:

Pontos de atenção:

Números e retorno esperado

Empresas que adotam o crédito estruturado alinhado ao perfil dos novos compradores veem retornos claros. Um estudo da consultoria McKinsey (2024) com 150 PMEs brasileiras mostra que a margem EBITDA aumenta, em média, 6,8% no primeiro ano, principalmente pela redução de juros e inadimplência. Em Santa Catarina, onde o PIB industrial cresceu 5,1% em 2023 (FIESC), o retorno é ainda mais rápido, já que a concorrência por crédito inteligente é menor.

Para um empresário do Vale do Itajaí que investe R$ 300 mil em uma carta de consórcio para imóvel comercial, o custo total é de R$ 336 mil (taxa de administração de 12%), contra R$ 420 mil em um financiamento tradicional com juros de 1,5% ao mês. A economia de R$ 84 mil pode ser reinvestida em estoque ou marketing. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, vejo que o retorno médio sobre o investimento (ROI) em adaptação ao novo perfil é de 18% a 24% ao ano, considerando ganhos de eficiência e redução de perdas.

Além disso, a previsibilidade de caixa permite que gestores financeiros planejem expansões com segurança. Um cliente da G6 Capital, por exemplo, usou consórcio de veículos para renovar a frota de entregas em Florianópolis e reduziu o custo logístico em 12% em 8 meses, com parcelas fixas de R$ 5.200.

Perguntas frequentes

O que define o perfil dos novos compradores no mercado brasileiro?

O perfil dos novos compradores é marcado por maior exigência, transparência e busca por soluções personalizadas. Eles pesquisam múltiplas opções, preferem crédito estruturado (como consórcios) a linhas tradicionais com juros altos, e valorizam prazos flexíveis e garantias reais. Em Santa Catarina, esse perfil é ainda mais forte devido ao dinamismo econômico local.

Como o crédito estruturado atende melhor a esse perfil?

O crédito estruturado oferece taxas previsíveis (como taxa de administração fixa em consórcios), prazos longos (até 60 meses) e garantias claras (imóveis, recebíveis). Isso reduz a inadimplência e dá segurança ao comprador, que sabe exatamente o custo total. Dados da ABBC mostram que 74% dos novos compradores preferem essa modalidade.

Quais os principais erros ao ignorar esse perfil?

Os erros mais comuns são oferecer apenas crédito rotativo com juros altos, não explicar o CET (Custo Efetivo Total) e não oferecer prazos com carência. Isso leva a perda de clientes, aumento da inadimplência e redução da margem. Exemplos reais mostram quedas de 22% nas vendas a prazo em empresas que não se adaptaram.

Como começar a adaptação na minha empresa?

Comece mapeando o perfil dos seus clientes atuais e substitua linhas de crédito tradicionais por opções estruturadas, como consórcios ou crédito com garantia. Busque parceiros especializados, como a G6 Capital, para estruturar as operações. Em Santa Catarina, o suporte local é essencial para agilizar a aprovação e ajustar praz

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Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O perfil dos novos compradores é marcado por maior exigência, transparência e busca por soluções personalizadas. Eles pesquisam múltiplas opções, preferem crédito estruturado (como consórcios) a linhas tradicionais com juros altos, e valorizam prazos flexíveis e garantias reais. Em Santa Catarina, esse perfil é ainda mais forte devido ao dinamismo econômico local.

O crédito estruturado oferece taxas previsíveis (como taxa de administração fixa em consórcios), prazos longos (até 60 meses) e garantias claras (imóveis, recebíveis). Isso reduz a inadimplência e dá segurança ao comprador, que sabe exatamente o custo total. Dados da ABBC mostram que 74% dos novos compradores preferem essa modalidade.

Os erros mais comuns são oferecer apenas crédito rotativo com juros altos, não explicar o CET (Custo Efetivo Total) e não oferecer prazos com carência. Isso leva a perda de clientes, aumento da inadimplência e redução da margem. Exemplos reais mostram quedas de 22% nas vendas a prazo em empresas que não se adaptaram.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.