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Crédito Estruturado

O que esperar das taxas de juros nos próximos anos

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 6 min de leitura
Rodolfo Gheno — O que esperar das taxas de juros nos próximos anos | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • A Selic deve encerrar 2024 entre 11,25% e 11,75%, com tendência de queda gradual para 9,5% ate o final de 2025, segundo projecoes do Boletim Focus.
  • Para empresarios, o custo real do credito deve cair entre 2 e 3 pontos percentuais nos proximos 18 meses, mas a volatilidade fiscal pode atrasar esse movimento.
  • Empresas com fluxo de caixa previsivel e acesso a linhas estruturadas (como consorcio e debentures) serao as mais beneficiadas, especialmente em Santa Catarina, onde o empreendedorismo local exige planejamento de longo prazo.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresarios e gestores financeiros que ignoram o ciclo de juros no Brasil cometem erros caros. Em 2022, quando a Selic subiu de 2% para 13,75%, muitas empresas de medio porte no Vale do Itajai contrataram emprestimos com taxas prefixadas de 18% ao ano, acreditando que os juros cairiam rapidamente. Resultado: em 2023, com a Selic ainda em 13,75%, essas empresas pagaram juros reais de 5% ao mes em capital de giro, comprimindo margens e forcando demissoes.

Outro erro comum e nao diversificar as fontes de financiamento. Um cliente meu, dono de uma metalurgica em Blumenau, tomou emprestimo bancario tradicional a 2,5% ao mes por dois anos. Quando a taxa caiu, ele nao conseguiu renegociar porque o contrato tinha multa de 10% sobre o saldo devedor. Se tivesse usado uma carta de credito de consorcio para maquinas, teria pago taxa zero de juros e multa minima. Como Rodolfo Gheno, especialista em credito estruturado, vejo esse padrao se repetir: quem nao entende o ciclo de juros paga o preco da imprevisibilidade.

O que muda na pratica

Com juros caindo, o custo de oportunidade do dinheiro muda. Em 2024, uma empresa que capta recursos via debenture incentivada paga entre CDI + 1,5% e CDI + 3,0%, contra CDI + 4,5% a CDI + 6,0% em 2023. Isso significa que, para cada R$ 1 milhao financiado, a economia anual e de R$ 30 mil a R$ 45 mil em juros.

No consorcio, a vantagem e ainda maior. Com a Selic em 11,25%, a taxa de administracao media caiu para 12% a 15% sobre o valor do bem, contra 18% a 22% em 2022. Para uma empresa que precisa de um caminhao de R$ 400 mil, a economia direta e de R$ 24 mil a R$ 40 mil. Alem disso, o consorcio elimina o spread bancario, que hoje e de 2 a 4 pontos percentuais sobre a taxa basica. Em Santa Catarina, onde o comercio e a industria movimentam bilhoes, essa diferenca vira vantagem competitiva.

Cenario Selic atual (2024) Selic projetada (2025) Custo credito PF medio Custo credito PJ medio
Otimista (queda rapida) 11,25% 9,00% 22% a.a. 16% a.a.
Base (gradual) 11,75% 9,50% 25% a.a. 18% a.a.
Pessimista (estabilidade) 12,25% 11,50% 28% a.a. 21% a.a.
Consorcio (taxa zero juros) 11,25% 9,50% 12-15% taxa adm 10-13% taxa adm
Debenture incentivada CDI + 2,5% CDI + 1,8% Nao aplicavel CDI + 1,8% a 3,0%

Passo a passo para se preparar para a queda dos juros

  1. Reveja seu fluxo de caixa projetado para 2025 e 2026, identificando picos de necessidade de capital de giro. Empresas em Santa Catarina costumam ter sazonalidade forte no quarto trimestre.
  2. Renegocie dividas com juros acima de CDI + 4% antes da queda efetiva. Bancos estao mais abertos a renegociacao quando a Selic cai, porque querem manter a carteira.
  3. Estruture uma linha de credito de longo prazo via consorcio para compra de maquinas, veiculos ou imoveis. A taxa de administracao e fixa e nao acompanha a Selic.
  4. Analise a emissa de debentures se sua empresa tiver faturamento acima de R$ 50 milhoes. Com juros caindo, o custo de captacao via mercado de capitais fica mais atrativo que o credito bancario.
  5. Monitore o Boletim Focus semanalmente e ajuste seu planejamento a cada 90 dias. A volatilidade fiscal brasileira pode mudar o cenario em 48 horas.

Vantagens e pontos de atencao

Numeros e retorno esperado

Para uma empresa de medio porte em Santa Catarina, com faturamento de R$ 10 milhoes e margem EBITDA de 15%, a queda de 2 pontos percentuais na Selic representa economia de R$ 60 mil a R$ 80 mil por ano em juros sobre divida de R$ 2 milhoes. Se a empresa usar consorcio para financiar R$ 500 mil em maquinas, a economia total em relacao ao financiamento bancario tradicional e de R$ 90 mil a R$ 120 mil no periodo de 48 meses.

No mercado de capitais, uma debenture de R$ 5 milhoes com custo atual de CDI + 3,5% (cerca de 14,75% ao ano) pode cair para CDI + 2,0% (11,25% ao ano) com a Selic em 9,5%. A economia anual e de R$ 175 mil. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho empresas que, ao adotar essa estrategia, aumentaram o fluxo de caixa livre em 20% a 30% em dois anos.

Perguntas frequentes

Quando exatamente os juros vao cair no Brasil?

O mercado projeta o inicio da queda para o segundo semestre de 2024, com a Selic encerrando o ano entre 11,25% e 11,75%. Para 2025, a expectativa e de 9,5% ao ano. Mas isso depende do cumprimento da meta fiscal e da inflacao controlada. Qualquer desvio pode atrasar o movimento.

Vale a pena contratar um consorcio agora ou esperar os juros cairem mais?

Sim, vale a pena agora. A taxa de administracao do consorcio e fixa e nao depende da Selic. Quanto mais cedo voce entrar, menor o custo total, porque a correcao do bem e menor em cenario de juros caindo. Em 2024, a taxa de administracao media esta entre 12% e 15%, contra 18% a 22% em 2022.

Como as empresas de Santa Catarina podem se beneficiar mais dessa queda?

Santa Catarina tem forte concentracao de industrias de alimentos, moveis e metalmecanica, setores que dependem de maquinas caras e com ciclo de reposicao longo. Com juros caindo, o custo de financiamento para renovacao de frota e ampliacao de capacidade produtiva cai significativamente. Empresas que usam credito estruturado (consorcio, debentures) ganham vantagem competitiva sobre concorrentes de outros estados que dependem de credito bancario tradicional.

Qual o risco de contratar credito agora e os juros subirem de novo?

O risco existe, mas e baixo no curto prazo. O ciclo atual e de queda, com a Selic saindo de 13,75% para 11,25%. Uma nova alta so ocorreria em caso de crise fiscal grave ou choque externo. Para se proteger, opte por linhas de credito com taxa pos-fixada (CDI + spread) ou consorcio com taxa de administracao fixa. Evite emprestimos prefixados longos, que travam um custo alto desnecessariamente.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O mercado projeta o inicio da queda para o segundo semestre de 2024, com a Selic encerrando o ano entre 11,25% e 11,75%. Para 2025, a expectativa e de 9,5% ao ano. Mas isso depende do cumprimento da meta fiscal e da inflacao controlada. Qualquer desvio pode atrasar o movimento.

Sim, vale a pena agora. A taxa de administracao do consorcio e fixa e nao depende da Selic. Quanto mais cedo voce entrar, menor o custo total, porque a correcao do bem e menor em cenario de juros caindo. Em 2024, a taxa de administracao media esta entre 12% e 15%, contra 18% a 22% em 2022.

Santa Catarina tem forte concentracao de industrias de alimentos, moveis e metalmecanica, setores que dependem de maquinas caras e com ciclo de reposicao longo. Com juros caindo, o custo de financiamento para renovacao de frota e ampliacao de capacidade produtiva cai significativamente. Empresas que usam credito estruturado (consorcio, debentures) ganham vantagem competitiva sobre concorrentes de outros estados que dependem de credito bancario tradicional.

O risco existe, mas e baixo no curto prazo. O ciclo atual e de queda, com a Selic saindo de 13,75% para 11,25%. Uma nova alta so ocorreria em caso de crise fiscal grave ou choque externo. Para se proteger, opte por linhas de credito com taxa pos-fixada (CDI + spread) ou consorcio com taxa de administracao fixa. Evite emprestimos prefixados longos, que travam um custo alto desnecessariamente.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.