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Crédito Estruturado

Os fatores que impulsionam a valorização

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Os fatores que impulsionam a valorização | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Os fatores que impulsionam a valorização de ativos (imóveis, equipamentos ou participações empresariais) no Brasil dependem de três pilares:

  • Liquidez de mercado: A facilidade de vender o bem sem deságio. Em Santa Catarina, regiões como Vale do Itajaí têm liquidez 30% maior que a média nacional, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC, 2023).
  • Infraestrutura e desenvolvimento regional: Rodovias, aeroportos, distritos industriais e polo tecnológico. Um galpão logístico em Itajaí valorizou 22% em 12 meses após a duplicação da BR-101 (FipeZAP, 2024).
  • Capacidade de geração de caixa: Ativos que produzem receita recorrente (aluguéis, contratos de longo prazo ou concessões) têm valorização 15% a 20% superior a ativos ociosos, conforme relatório da Abecip (2023).

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresários e gestores financeiros que ignoram os fatores de valorização acabam com ativos subavaliados, ilíquidos e sem atratividade para compradores ou investidores. No Brasil, um imóvel comercial sem documentação regularizada perde, em média, 35% do valor de mercado (FGV Projetos, 2022). Sem considerar a infraestrutura local, um lote industrial em Blumenau pode valer metade do que um similar em Gaspar, mesmo a 20 km de distância.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, já vi casos em que uma empresa perdeu uma linha de financiamento de R$ 5 milhões por não conseguir comprovar a valorização real de seu imobilizado. O banco exigiu laudo de avaliação que considerasse apenas o valor contábil, e não os fatores de mercado. Resultado: a empresa ficou sem capital de giro por 90 dias.

Outro exemplo concreto do mercado brasileiro: um grupo varejista catarinense subavaliou seu centro de distribuição em São José (SC) em 40% por não considerar a recente instalação de um hub logístico da Mercado Livre na região. Quando precisou de crédito para expansão, o valor de garantia foi insuficiente.

O que muda na prática

Quando você domina os fatores que impulsionam a valorização, consegue:

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho empresários que, ao mapearem corretamente esses fatores, conseguiram renegociar dívidas com garantia imobiliária, reduzindo o custo total em 1,5% ao ano.

Fator de valorização Sem considerar o fator Considerando o fator Diferença real (exemplo Brasil)
Documentação regularizada Valor de venda 35% abaixo do mercado Valor de venda 100% do mercado Imóvel de R$ 1 milhão: R$ 350 mil perdidos
Infraestrutura local Deságio de 20% a 30% Prêmio de 10% a 15% Galpão em Itajaí: +22% em 12 meses
Geração de caixa do ativo Valor de mercado baseado em custo Valor baseado em fluxo de caixa descontado Imóvel alugado: +18% sobre valor contábil
Localização estratégica Valorização de 2% a 4% ao ano Valorização de 8% a 12% ao ano Diferença acumulada em 5 anos: 40% a 60%
Laudo de avaliação atualizado LTV máximo de 50% no crédito LTV de até 70% Linha de crédito adicional de R$ 200 mil a R$ 500 mil

Passo a passo para impulsionar a valorização dos seus ativos

  1. Diagnóstico documental: Reúna escrituras, registros, certidões negativas e licenças ambientais. Um imóvel sem matrícula atualizada no cartório perde 40% do valor.
  2. Mapeamento de infraestrutura regional: Verifique projetos de mobilidade, saneamento, energia e internet na região. No Vale do Itajaí, por exemplo, a chegada do gasoduto da SCGÁS elevou o valor de terrenos industriais em 15%.
  3. Avaliação de geração de caixa: Calcule o potencial de receita do ativo (aluguel, locação de equipamentos, cessão de uso). Um galpão vazio vale 30% menos que um locado com contrato de longo prazo.
  4. Benchmarking de mercado: Compare com ativos similares vendidos nos últimos 12 meses. Use índices como FipeZAP, Sindicato da Habitação (Secovi) ou relatórios da CBIC.
  5. Laudo técnico por profissional credenciado: Contrate engenheiro avaliador ou corretor com certificação (CREA/CRECI). Para crédito estruturado, o laudo deve seguir a norma ABNT NBR 14.653.
  6. Estratégia de comunicação: Documente os fatores de valorização em relatório executivo para bancos, investidores ou compradores. Inclua fotos, mapas e projeções.
  7. Revisão periódica: Atualize a avaliação a cada 12 meses ou sempre que houver mudança significativa na região (nova estrada, polo empresarial, zoneamento).

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens de dominar os fatores de valorização:

Pontos de atenção que exigem cautela:

Números e retorno esperado

Com base em dados do mercado brasileiro e da experiência prática no Vale do Itajaí, os retornos são mensuráveis:

Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, oriento meus clientes a considerarem esses números como referência, mas sempre ajustando à realidade local. Um empresário de Brusque que seguiu esse roteiro conseguiu valorizar seu imóvel industrial em 28% em 14 meses, o que permitiu a renegociação de uma dívida de R$ 2,5 milhões com spread reduzido em 1,2% ao ano.

Perguntas frequentes

Quais são os principais fatores que impulsionam a valorização de imóveis no Brasil?

Os principais são: localização (proximidade de centros urbanos, portos, aeroportos), infraestrutura (saneamento, energia, internet), documentação regularizada, potencial de geração de caixa (aluguel, locação) e desenvolvimento regional (novas rodovias, distritos industriais). No Vale do Itajaí, a infraestrutura logística é o fator número 1, representando 40% da variação de preços em imóveis comerciais.

Como calcular a valorização de um ativo para usar como garantia em crédito?

O cálculo deve seguir a NBR 14.653, que considera valor de mercado (preço de venda em condições normais) e valor de garantia (deságio de 20% a 30% sobre o valor de mercado). Para crédito estruturado, a G6 Capital recomenda laudo atualizado a cada 12 meses, com base em vendas recentes de ativos similares na região. Em Santa Catarina, o valor de garantia costuma ser 75% do valor de mercado para imóveis bem localizados.

Vale a pena investir em laudo de valorização para imóveis de menor porte?

Sim, especialmente se o imóvel for usado como garantia em operações acima de R$ 300 mil. O custo do laudo (R$ 1.500 a R$ 5.000) é recuperado com

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Perguntas frequentes

Os principais são: localização (proximidade de centros urbanos, portos, aeroportos), infraestrutura (saneamento, energia, internet), documentação regularizada, potencial de geração de caixa (aluguel, locação) e desenvolvimento regional (novas rodovias, distritos industriais). No Vale do Itajaí, a infraestrutura logística é o fator número 1, representando 40% da variação de preços em imóveis comerciais.

O cálculo deve seguir a NBR 14.653, que considera valor de mercado (preço de venda em condições normais) e valor de garantia (deságio de 20% a 30% sobre o valor de mercado). Para crédito estruturado, a G6 Capital recomenda laudo atualizado a cada 12 meses, com base em vendas recentes de ativos similares na região. Em Santa Catarina, o valor de garantia costuma ser 75% do valor de mercado para imóveis bem localizados.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.