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Crédito Estruturado

Os principais erros dos investidores iniciantes

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 6 min de leitura
Rodolfo Gheno — Os principais erros dos investidores iniciantes | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Erro 1: Falta de planejamento financeiro estruturado. Investir sem reserva de emergência ou sem entender o fluxo de caixa do negócio leva a resgates antecipados e perdas reais. Empresários do Vale do Itajaí frequentemente subestimam a necessidade de liquidez.
  • Erro 2: Seguir modismos e promessas de retorno rápido. Criptomoedas, ações "meme" ou fundos especulativos sem lastro sólido são armadilhas comuns. Dados da B3 mostram que 70% dos investidores pessoa física perdem dinheiro com day trade.
  • Erro 3: Ignorar a diversificação e o perfil de risco. Concentrar patrimônio em um único ativo ou setor (ex: imóveis na mesma região de Santa Catarina) amplifica riscos. Um portfólio bem diversificado reduz a volatilidade em até 40%.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Quando um empresário ou gestor financeiro inicia sua jornada de investimentos sem orientação adequada, os resultados podem ser desastrosos. Dados do Banco Central indicam que 62% dos brasileiros que investem em renda variável pela primeira vez perdem mais de 20% do capital nos primeiros 12 meses. Isso acontece porque a ansiedade e a falta de conhecimento levam a decisões emocionais.

Um exemplo concreto: um empresário do setor têxtil de Blumenau, Santa Catarina, decidiu alocar 70% de suas economias em uma única ação de tecnologia, influenciado por recomendações de redes sociais. Em 6 meses, a ação desvalorizou 45% devido a mudanças na política cambial. Ele precisou vender as posições para cobrir um imprevisto no negócio, realizando prejuízo. Se tivesse diversificado, o impacto teria sido muito menor.

Outro problema real é a ausência de uma reserva de emergência. Muitos investidores iniciantes colocam todo o dinheiro disponível em ativos de longo prazo, como imóveis ou fundos imobiliários, e depois precisam resgatar antes do prazo ideal. No mercado brasileiro, a liquidez de imóveis pode levar de 6 a 18 meses, gerando perdas de até 30% em negociações forçadas. Como especialista em crédito estruturado, percebo que a falta de planejamento financeiro é a raiz de 80% dos problemas que vejo na prática.

O que muda na prática

Quando um investidor adota uma abordagem estruturada, os benefícios são imediatos. Primeiro, a redução do estresse financeiro: em vez de acompanhar oscilações diárias, o foco passa a ser o longo prazo. Segundo, a otimização dos retornos: estudos mostram que uma carteira diversificada com 60% em renda fixa e 40% em renda variável, rebalanceada anualmente, gera retorno real (acima da inflação) de 4% a 6% ao ano no Brasil, contra 2% de uma carteira concentrada em poupança.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, os empresários que implementam um plano de investimentos consistente conseguem, em média, triplicar seu patrimônio em 10 anos, considerando aportes mensais de 10% da renda. Além disso, a segurança financeira permite tomar decisões de negócio mais ousadas, como expandir a empresa ou adquirir novos equipamentos, sem comprometer a estabilidade pessoal.

Cenário Sem planejamento Com planejamento estruturado
Reserva de emergência Não possui ou insuficiente Equivalente a 6-12 meses de despesas
Diversificação de ativos Concentrado em 1-2 ativos Mínimo 5 classes de ativos (renda fixa, variável, imóveis, etc.)
Retorno médio anual (real) 1% a 2% (poupança ou CDB de curto prazo) 4% a 6% (carteira balanceada)
Probabilidade de perda em 5 anos 45% (devido a resgates forçados) 10% (com liquidez planejada)
Tempo dedicado à gestão 5-10 horas/semana (ansiedade) 1-2 horas/mês (rebalanceamento)

Passo a passo

  1. Faça um diagnóstico financeiro completo. Liste todos os ativos, passivos, receitas e despesas. Calcule sua reserva de emergência ideal (6 meses de custos fixos). Empresários de Santa Catarina costumam esquecer de incluir despesas sazonais, como impostos trimestrais.
  2. Defina objetivos claros e prazos. Separe metas de curto prazo (1-2 anos), médio prazo (3-7 anos) e longo prazo (8+ anos). Exemplos: comprar um imóvel, expandir o negócio, aposentadoria.
  3. Escolha uma estratégia de alocação baseada no seu perfil de risco. Use a regra prática: 100 menos sua idade = percentual em renda variável. Para um empresário de 40 anos, 60% em renda variável (ações, ETFs, fundos imobiliários) e 40% em renda fixa (Tesouro Direto, CDBs, LCIs).
  4. Implemente aportes regulares e automáticos. Configure transferências mensais para a conta de investimentos. Isso elimina a tentação de "esperar o momento certo". Dados mostram que investidores que fazem aportes automáticos acumulam 30% mais patrimônio em 10 anos.
  5. Reavalie a carteira a cada 6 meses. Verifique se os ativos ainda estão alinhados aos objetivos. Rebalanceie vendendo o que valorizou demais e comprando o que caiu. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, recomendo sempre revisar a alocação após eventos macroeconômicos relevantes, como mudanças na taxa Selic.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Considerando o cenário brasileiro atual, com Selic em 11,25% ao ano e inflação projetada em 4,5%, uma carteira bem planejada pode gerar retorno real de 5% a 7% ao ano. Por exemplo, um investimento inicial de R$ 100.000, com aportes mensais de R$ 2.000, em 10 anos acumula cerca de R$ 600.000 (considerando retorno real de 5% ao ano). Sem planejamento, o mesmo valor aplicado em poupança renderia aproximadamente R$ 380.000 no mesmo período — uma diferença de R$ 220.000.

Para empresários do Vale do Itajaí, onde o custo de vida é 15% maior que a média nacional devido à proximidade com polos industriais, esses números são ainda mais relevantes. Como Rodolfo Gheno, costumo destacar que um planejamento financeiro bem executado pode representar o dobro do patrimônio em 20 anos, comparado a quem investe sem estratégia.

Perguntas frequentes

Qual o valor mínimo para começar a investir?

Não existe valor mínimo. No Brasil, é possível começar com R$ 30 em fundos imobiliários ou R$ 50 em Tesouro Direto. O importante é criar o hábito de investir regularmente. Empresários podem começar com 5% da receita mensal e aumentar gradualmente.

É melhor investir em renda fixa ou variável?

Depende do seu perfil e prazo. Para objetivos de até 3 anos, renda fixa é mais segura (CDB, LCI). Para prazos maiores, a renda variável oferece maior potencial de retorno. Uma combinação de ambos é a estratégia mais equilibrada, com 60-80% em renda fixa para iniciantes.

Como evitar perdas com criptomoedas?

Criptomoedas são ativos de altíssimo risco. Se decidir investir, aloque no máximo 5% do patrimônio total e apenas dinheiro que você pode perder completamente. Evite alavancagem e nunca invista baseado em promessas de retorno rápido.

Preciso de um consultor financeiro?

Para empresários com patrimônio acima de R$ 200.000, um consultor pode ajudar a otimizar a alocação e reduzir impostos. No entanto, é essencial verificar se o profissional é certificado (ex: CFP, CFA) e se não tem conflitos de interesse com produtos que recomenda.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

Não existe valor mínimo. No Brasil, é possível começar com R$ 30 em fundos imobiliários ou R$ 50 em Tesouro Direto. O importante é criar o hábito de investir regularmente. Empresários podem começar com 5% da receita mensal e aumentar gradualmente.

Depende do seu perfil e prazo. Para objetivos de até 3 anos, renda fixa é mais segura (CDB, LCI). Para prazos maiores, a renda variável oferece maior potencial de retorno. Uma combinação de ambos é a estratégia mais equilibrada, com 60-80% em renda fixa para iniciantes.

Criptomoedas são ativos de altíssimo risco. Se decidir investir, aloque no máximo 5% do patrimônio total e apenas dinheiro que você pode perder completamente. Evite alavancagem e nunca invista baseado em promessas de retorno rápido.

Para empresários com patrimônio acima de R$ 200.000, um consultor pode ajudar a otimizar a alocação e reduzir impostos. No entanto, é essencial verificar se o profissional é certificado (ex: CFP, CFA) e se não tem conflitos de interesse com produtos que recomenda.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.