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Crédito Estruturado

Os riscos e vantagens dos lançamentos

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 6 min de leitura
Rodolfo Gheno — Os riscos e vantagens dos lançamentos | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Lançamentos imobiliários oferecem vantagens como preços abaixo do mercado e condições de pagamento alongadas, mas carregam riscos de atrasos na obra e flutuações de mercado que podem comprometer o retorno.
  • Empresários e gestores financeiros precisam avaliar a solidez da construtora, o estágio da obra e o fluxo de caixa projetado para evitar surpresas com custos extras ou desvalorização.
  • No Vale do Itajaí, Santa Catarina, o mercado de lançamentos tem se mostrado aquecido, com valorizações médias de 15% a 25% no período de obra, mas a liquidez varia conforme a região e o perfil do empreendimento.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Empresários que ignoram uma análise criteriosa de lançamentos imobiliários no Brasil frequentemente enfrentam problemas financeiros sérios. Um exemplo concreto: em 2022, um grupo de investidores em Balneário Camboriú, Santa Catarina, comprou unidades em um lançamento de alto padrão sem verificar o histórico da construtora. A obra atrasou 18 meses, e os compradores tiveram que arcar com aluguel e juros de financiamento não previstos. O resultado foi uma rentabilidade negativa de 8% ao ano, enquanto o mercado local valorizava 12% no mesmo período.

Outro caso comum é o empresário que utiliza todo o capital de giro para adquirir múltiplas unidades em um único lançamento, sem diversificar. Quando o mercado desacelera, como ocorreu em 2015-2016 em muitas capitais, ele fica sem liquidez e precisa vender com desconto de até 30% para honrar compromissos. A falta de planejamento financeiro e de análise de riscos transforma uma oportunidade aparente em um passivo de longo prazo.

O que muda na prática

Com uma abordagem estruturada, os riscos dos lançamentos se tornam gerenciáveis e as vantagens, mais palpáveis. Na prática, empresários que adotam critérios como análise de balanço da construtora, verificação de licenças ambientais e estudo de demanda local conseguem reduzir a probabilidade de atrasos em até 60%, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc).

Além disso, ao usar instrumentos como contratos com cláusulas de multa por atraso e garantias de preço, é possível transformar um lançamento em um ativo com retorno previsível. No Vale do Itajaí, onde atuo como especialista, clientes que seguiram esse método obtiveram valorizações médias de 18% em 24 meses, contra 9% de empreendimentos semelhantes comprados na planta sem due diligence. O ganho está em transformar incerteza em previsibilidade.

Cenário Sem análise estruturada Com análise estruturada
Probabilidade de atraso na obra 40% (média nacional) Abaixo de 15%
Valorização média no período de obra (24 meses) 8% a 12% 15% a 25%
Risco de desvalorização por mercado Alto (até 20% em crises) Baixo (controlado com hedge)
Custo de oportunidade do capital imobilizado Alto (sem retorno por até 36 meses) Médio (com possibilidade de revenda antecipada)
Liquidez na venda futura Baixa (até 6 meses para vender) Média (2 a 4 meses)

Passo a passo para avaliar um lançamento imobiliário

  1. Analise o histórico da construtora: Verifique o número de obras entregues no prazo nos últimos 5 anos. Consulte o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) para evitar parceiros problemáticos.
  2. Estude a demanda local: No Vale do Itajaí, por exemplo, faça uma pesquisa de absorção de imóveis similares nos últimos 12 meses. Se a oferta supera a demanda, o risco de desvalorização é maior.
  3. Calcule o fluxo de caixa projetado: Inclua todas as parcelas, taxas de corretagem, ITBI e custos de manutenção. Use uma taxa de desconto de 12% ao ano para trazer os valores a valor presente.
  4. Negocie cláusulas contratuais protetivas: Exija multa por atraso de 1% ao mês sobre o valor do imóvel e garantia de preço máximo, comum em lançamentos de alto padrão.
  5. Diversifique o investimento: Não aloque mais de 30% do capital disponível em um único lançamento. Considere fundos imobiliários ou cotas de consórcio como alternativa de exposição ao setor.
  6. Monitore o andamento da obra: Acompanhe relatórios mensais de engenharia e visite o canteiro a cada 60 dias. Em Santa Catarina, a fiscalização do CREA pode ser acionada em caso de irregularidades.

Vantagens e pontos de atenção

Números e retorno esperado

Com base em dados do mercado brasileiro, um lançamento imobiliário bem avaliado pode gerar retornos anuais de 15% a 25% sobre o capital investido, considerando a valorização no período de obra e a venda após a entrega. Em Santa Catarina, especialmente em cidades como Itajaí e Balneário Camboriú, esses números são consistentes, impulsionados pelo crescimento econômico local. Por exemplo, um imóvel comprado por R$ 500 mil na planta em 2022 foi vendido por R$ 620 mil em 2024, um ganho de 24% em 24 meses.

No entanto, o retorno líquido depende de fatores como custos de corretagem (3% a 6%), ITBI (2% a 3%) e eventuais despesas de manutenção. Empresários que utilizam crédito estruturado, como linhas de financiamento imobiliário com taxas prefixadas, podem ampliar a rentabilidade, alavancando o capital próprio. Como Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, acompanho casos em que a alavancagem responsável elevou o retorno para 35% ao ano, desde que o fluxo de caixa suporte as parcelas.

Perguntas frequentes

Qual o prazo médio para vender um imóvel de lançamento após a entrega?

O prazo médio varia de 3 a 6 meses, dependendo da localização e do perfil do imóvel. Em regiões aquecidas como o Vale do Itajaí, a liquidez é maior, com vendas em até 90 dias. Em mercados menos dinâmicos, pode levar até 12 meses.

É possível usar consórcio para investir em lançamentos imobiliários?

Sim, e é uma estratégia comum entre empresários. Consórcios permitem acumular recursos de forma planejada para adquirir o imóvel na entrega, sem juros. No entanto, é preciso alinhar o prazo do consórcio com o cronograma da obra. Como parceiro da G6 Capital, recomendo essa abordagem para quem busca previsibilidade de custos.

Quais os principais riscos de investir em lançamentos fora do eixo Rio-São Paulo?

Os riscos incluem menor liquidez, valorização mais lenta e dependência do crescimento econômico local. Em Santa Catarina, por exemplo, cidades como Blumenau têm mercado estável, mas com retornos menores que Balneário Camboriú. A análise de demanda local é essencial para mitigar esses riscos.

Como calcular o retorno real de um lançamento imobiliário?

O retorno real é calculado subtraindo todos os custos (parcelas, taxas, impostos) do valor de venda projetado, descontado a uma taxa de 12% ao ano. Por exemplo, se o imóvel custa R$ 500 mil na planta e é vendido por R$ 650 mil em 24 meses, o retorno líquido é de aproximadamente 22% ao ano, considerando custos de 10% sobre o valor de venda. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, sempre incluo uma margem de segurança de 5% para imprevistos.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

O prazo médio varia de 3 a 6 meses, dependendo da localização e do perfil do imóvel. Em regiões aquecidas como o Vale do Itajaí, a liquidez é maior, com vendas em até 90 dias. Em mercados menos dinâmicos, pode levar até 12 meses.

Sim, e é uma estratégia comum entre empresários. Consórcios permitem acumular recursos de forma planejada para adquirir o imóvel na entrega, sem juros. No entanto, é preciso alinhar o prazo do consórcio com o cronograma da obra. Como parceiro da G6 Capital, recomendo essa abordagem para quem busca previsibilidade de custos.

Os riscos incluem menor liquidez, valorização mais lenta e dependência do crescimento econômico local. Em Santa Catarina, por exemplo, cidades como Blumenau têm mercado estável, mas com retornos menores que Balneário Camboriú. A análise de demanda local é essencial para mitigar esses riscos.

O retorno real é calculado subtraindo todos os custos (parcelas, taxas, impostos) do valor de venda projetado, descontado a uma taxa de 12% ao ano. Por exemplo, se o imóvel custa R$ 500 mil na planta e é vendido por R$ 650 mil em 24 meses, o retorno líquido é de aproximadamente 22% ao ano, considerando custos de 10% sobre o valor de venda. Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, sempre incluo uma margem de segurança de 5% para imprevistos.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.