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Imóveis SC

Por que Santa Catarina se tornou o destino dos investidores imobiliários

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 6 min de leitura
Rodolfo Gheno — Por que Santa Catarina se tornou o destino dos investidores imobiliários | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC
  • Valorização consistente: Santa Catarina, especialmente Balneário Camboriú e Itapema, registra valorização imobiliária anual entre 12% e 18% nos últimos 5 anos, superando a média nacional.
  • Infraestrutura e qualidade de vida: Cidades como Blumenau e Itajaí combinam segurança, saneamento básico universal e um PIB per capita elevado, atraindo investidores de todo o Brasil.
  • Crédito estruturado como alavanca: O uso inteligente de consórcios e linhas de crédito específicas permite adquirir imóveis com entrada reduzida e prazos alongados, maximizando o retorno sobre o capital investido.

O problema real: o que acontece sem esse recurso

Muitos investidores perdem oportunidades no mercado imobiliário catarinense por falta de planejamento financeiro e acesso a crédito adequado. Sem uma estratégia de crédito estruturado, o comprador fica refém da poupança própria, que demora anos para acumular o valor necessário para uma entrada de 30% a 40% do imóvel. Enquanto isso, os preços sobem.

Um exemplo concreto: em Balneário Camboriú, o metro quadrado na Rua 3000 saltou de R$ 12 mil em 2020 para mais de R$ 22 mil em 2025, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SC). Quem esperou juntar 100% do valor em dinheiro perdeu, em média, 83% de ganho de capital. Outro caso recorrente: famílias de Blumenau que deixaram de adquirir um apartamento no bairro Vila Nova em 2022 por R$ 450 mil e hoje precisam desembolsar R$ 580 mil pelo mesmo imóvel — um aumento de quase 29% em três anos.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, vejo que o maior erro é tentar "comprar à vista" em um mercado que valoriza 1,5% ao mês. Sem crédito, o investidor perde poder de compra e fica para trás.

O que muda na prática

Quando o investidor utiliza crédito estruturado e consórcio como ferramentas, a dinâmica muda completamente. O consórcio imobiliário, por exemplo, permite adquirir uma carta de crédito de R$ 500 mil com lance de 30% a 40% do valor, ou até menos com sorteio. O prazo de pagamento se estende por 120 a 180 meses, e o saldo devedor não é corrigido pela inflação do mercado imobiliário, mas sim pelo índice contratual (geralmente INCC ou IPCA).

Na prática, um investidor que aplica R$ 150 mil em um consórcio para um imóvel de R$ 500 mil em Itapema consegue ser contemplado em até 24 meses, em média. Nesse período, o imóvel já pode ter valorizado 20% ou mais. O resultado: patrimônio adquirido com alavancagem controlada e sem juros compostos de financiamento tradicional. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho casos reais no Vale do Itajaí em que clientes obtiveram retorno sobre o capital investido (ROI) de 35% a 50% em 36 meses usando essa estratégia.

Cenário Investimento inicial Prazo para aquisição Valor do imóvel (2025) Valorização estimada em 3 anos Custo total do crédito
Compra à vista (poupança) R$ 500.000 5 anos juntando R$ 500.000 (compra em 2030) 0% (perdeu valorização) Não se aplica
Financiamento tradicional (80% SFH) R$ 100.000 (entrada) Imediato R$ 500.000 12% a 18% ao ano Juros de 9% a 12% ao ano + TR
Consórcio imobiliário (lance 30%) R$ 150.000 (lance) 12 a 24 meses R$ 500.000 12% a 18% ao ano Taxa de administração (15% a 20% sobre o total)
Crédito estruturado (G6 Capital) R$ 80.000 (entrada + taxas) Imediato R$ 500.000 12% a 18% ao ano Juros de 6% a 9% ao ano, prazo de 120 meses
Aluguel enquanto espera R$ 36.000/ano (aluguel) Indeterminado Não adquire 0% (não tem imóvel) Perdeu o capital investido em aluguel

Passo a passo para investir em imóveis em Santa Catarina com crédito inteligente

  1. Defina o objetivo e a cidade-alvo: Escolha entre Balneário Camboriú (alto padrão, valorização acelerada), Itajaí (porto e logística, preços mais acessíveis), Itapema (crescimento explosivo) ou Blumenau (indústria e estabilidade). Cada perfil exige uma estratégia de crédito diferente.
  2. Analise sua capacidade de pagamento: Calcule sua renda disponível para parcelas mensais de consórcio ou financiamento. Não comprometa mais de 30% da renda bruta familiar. Lembre-se de que o consórcio tem parcelas reajustáveis anualmente.
  3. Escolha a modalidade de crédito: Para quem tem capital para lance (30% a 50% do valor do imóvel), o consórcio é ideal. Para quem precisa de entrada menor e quer o imóvel imediatamente, o crédito estruturado com garantia de imóvel é mais indicado.
  4. Simule cenários com dados reais: Use valores atuais do mercado catarinense. Por exemplo: um apartamento de 70m² em Itapema custa em média R$ 550 mil (R$ 7.857/m²). Em Balneário Camboriú, o mesmo tamanho sai por R$ 1,2 milhão (R$ 17.142/m²). A simulação precisa considerar a valorização esperada.
  5. Contrate assessoria especializada: Busque profissionais que conheçam o mercado local. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, atendo clientes no Vale do Itajaí com análise de viabilidade, estruturação de crédito e acompanhamento da aquisição até a entrega das chaves.
  6. Execute e monitore: Após a aquisição, acompanhe a valorização do imóvel, as taxas de condomínio e a possibilidade de vender ou alugar. Em Santa Catarina, o aluguel por temporada em Balneário Camboriú pode render de 0,5% a 0,8% do valor do imóvel por mês.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens

Pontos de atenção

Números e retorno esperado

Com base em dados do Secovi-SC e da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-SC), apresento projeções realistas para investidores que usam crédito estruturado em Santa Catarina.

Cenário 1: Balneário Camboriú (apartamento de 60m² na Rua 4000)

Cenário 2: Itajaí (apartamento de 80m² no bairro Fazenda)

Cenário 3: Blumenau (casa de 120m² no bairro Velha)