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Crédito Empresarial

Tendências do mercado financeiro para empresas

Por Rodolfo Gheno 23 de junho de 2026 7 min de leitura
Rodolfo Gheno — Tendências do mercado financeiro para empresas | G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno — G6 Capital, Vale do Itajaí SC

Resumo rápido: o que você precisa saber sobre as tendências do mercado financeiro para empresas

  • Crédito estruturado ganha força: Empresas estão migrando de empréstimos tradicionais para soluções como CRI, CRA, debêntures e consórcios, que oferecem prazos maiores e taxas mais baixas, especialmente em operações lastreadas em recebíveis.
  • Digitalização e automação financeira: O uso de plataformas de gestão de tesouraria e APIs bancárias reduziu em até 40% o tempo de conciliação e liberou capital de giro para empresas de médio porte no Brasil, segundo dados da Febraban (2023).
  • Consórcio como ferramenta de planejamento: Empresários catarinenses estão utilizando consórcios para adquirir máquinas, veículos pesados e até imóveis comerciais, com custo administrativo médio de 12% a 18% ao ano, inferior ao juro real do mercado.

O problema real: o que acontece sem acompanhar as tendências do mercado financeiro

Ignorar as mudanças no mercado financeiro pode custar caro para qualquer empresa. Em 2023, uma pesquisa do Sebrae mostrou que 78% das micro e pequenas empresas brasileiras fecharam as contas no vermelho por má gestão de fluxo de caixa e dependência exclusiva de cheque especial ou factoring com taxas anuais superiores a 100% ao ano. Empresas que não se atualizam perdem competitividade, pagam mais caro pelo crédito e ficam reféns de bancos tradicionais.

No Vale do Itajaí, onde o setor industrial e de serviços é forte, vejo empresários que ainda operam com planilhas manuais e desconhecem linhas como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) para financiar expansão de galpões ou o consórcio para renovar frota. O resultado é que, enquanto um concorrente estrutura uma operação de R$ 5 milhões com taxa efetiva de 9% ao ano via debênture incentivada, outro paga 1,5% ao mês em um empréstimo convencional — diferença que pode inviabilizar o negócio no médio prazo.

O que muda na prática com as novas tendências financeiras

Adotar as tendências do mercado financeiro traz benefícios objetivos. Empresas que passaram a usar crédito estruturado — como emissão de CRA para produtores rurais ou CRI para construtoras — reduziram o custo da dívida em 30% a 50% em relação ao crédito bancário tradicional, de acordo com dados da Anbima (2024). Além disso, o prazo médio dessas operações saltou de 24 para 60 meses, permitindo um planejamento de longo prazo.

Na prática, o empresário ganha previsibilidade. Um cliente meu de Blumenau, do setor têxtil, substituiu um empréstimo de capital de giro por uma operação de recebíveis com securitizadora. O resultado foi uma economia de R$ 180 mil por ano em juros, além de liberar o limite bancário para emergências. Como especialista em crédito estruturado, percebo que a principal mudança é a passagem de uma gestão reativa para uma gestão proativa do balanço patrimonial.

Comparação entre abordagens financeiras

Item Abordagem tradicional Tendências atuais (crédito estruturado)
Taxa de juros anual 18% a 36% ao ano (capital de giro bancário) 9% a 14% ao ano (CRI, CRA, debêntures)
Prazo médio 12 a 24 meses 36 a 84 meses
Garantia exigida Hipoteca, aval pessoal, alienação de ativos Lastro em recebíveis ou ativos específicos
Tempo de aprovação 15 a 45 dias úteis 30 a 60 dias úteis (estruturação mais complexa)
Flexibilidade de pagamento Parcelas fixas, sem carência Períodos de carência, amortização personalizada
Custo total efetivo (exemplo R$ 1 milhão em 3 anos) R$ 1,6 milhão a R$ 2,1 milhões R$ 1,2 milhão a R$ 1,4 milhão

Passo a passo para implementar as tendências do mercado financeiro na sua empresa

  1. Diagnóstico financeiro completo: Analise seu balanço, fluxo de caixa, endividamento atual e recebíveis. Identifique quais ativos podem ser usados como lastro (duplicatas, contratos de aluguel, notas fiscais, imóveis).
  2. Defina o objetivo estratégico: Expansão, capital de giro, aquisição de ativos ou reestruturação de dívida. Cada objetivo exige um produto financeiro diferente — consórcio para bens, CRI para imóveis, CRA para agronegócio.
  3. Consulte um especialista em crédito estruturado: Busque profissionais com experiência no mercado local. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, acompanho empresas do Vale do Itajaí na estruturação de operações que se encaixam no perfil de cada negócio.
  4. Estruture a operação: Monte o dossiê com projeções, garantias e documentação legal. Em operações de securitização, isso inclui contratos de cessão de crédito e due diligence jurídica.
  5. Negocie com investidores ou instituições: Apresente a operação para fundos, bancos de investimento ou plataformas de crowdfunding. A G6 Capital, por exemplo, conecta empresas a investidores qualificados, reduzindo o spread bancário.
  6. Formalize e monitore: Assine os contratos, registre a operação na B3 ou na CETIP, e acompanhe os indicadores de performance mensalmente para garantir o cumprimento dos covenants.

Vantagens e pontos de atenção

Vantagens das novas tendências financeiras

Pontos de atenção

Números e retorno esperado no mercado brasileiro

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que o mercado de crédito estruturado no Brasil movimentou R$ 420 bilhões em 2023, com crescimento de 18% sobre o ano anterior. Para empresas de médio porte, o retorno sobre o capital investido (ROI) médio após a reestruturação financeira é de 22% ao ano, considerando a economia de juros e o ganho operacional com capital liberado.

Um exemplo prático: uma metalúrgica de Joinville, com faturamento anual de R$ 15 milhões, estava pagando 2,5% ao mês em factoring por antecipação de recebíveis. Após estruturar uma operação de CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) com lastro em contratos de fornecimento, a taxa caiu para 0,9% ao mês. A economia anual foi de R$ 288 mil, valor que permitiu investir em uma nova máquina CNC, gerando aumento de produtividade de 15%.

Na minha experiência como especialista em crédito estruturado, o retorno esperado para empresas que adotam essas tendências é de 3 a 5 vezes o custo da estruturação no primeiro ano. Em Santa Catarina, onde o ambiente de negócios é dinâmico, as operações costumam ser aprovadas mais rapidamente devido à qualidade dos recebíveis locais — especialmente nos setores têxtil, metalmecânico e de tecnologia.

Perguntas frequentes sobre tendências do mercado financeiro para empresas

O que é crédito estruturado e como ele pode beneficiar minha empresa?

Crédito estruturado é uma modalidade de financiamento que utiliza ativos específicos da empresa (como recebíveis, imóveis ou contratos) como lastro para captar recursos no mercado de capitais. Os principais produtos são CRI, CRA, debêntures e FIDCs. O benefício principal é a redução do custo financeiro, já que as taxas são atreladas ao CDI mais um spread menor do que o praticado por bancos. Para empresas com boa qualidade de crédito e recebíveis consistentes, a economia pode ultrapassar 40% ao ano.

Qual a diferença entre consórcio e financiamento tradicional para empresas?

No consórcio, um grupo de pessoas físicas ou jurídicas se reúne para formar uma poupança coletiva, e as cartas de crédito são contempladas por sorteio ou lance. Não há juros, apenas taxa de administração (geralmente 12% a 18% ao ano). No financiamento tradicional, o banco cobra juros sobre o saldo devedor, que podem chegar a 30% ao ano. O consórcio é ideal para empresas que têm planejamento de longo prazo e podem esperar pela contemplação, enquanto o financiamento é mais indicado para necessidades imediatas.

Como saber se minha empresa está pronta para emitir CRI ou CRA?

Sua empresa está pronta se possui recebíveis previsíveis e de boa qualidade (contratos de aluguel, vendas a prazo com baixa inadimplência, notas fiscais de clientes de grande porte), faturamento anual acima de R$ 5 milhões e demonstrações financeiras auditadas ou auditáveis. Além disso, é essencial ter um planejamento claro de uso dos recursos. Recomendo fazer uma consulta inicial com um especialista para avaliar a viabilidade jurídica e fiscal. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, realizo essa análise gratuita para empresas do Vale do Itajaí.

Quanto tempo leva para estruturar uma operação de crédito estruturado?

O prazo médio de estruturação é de 30 a 60 dias úteis, dependendo da complexidade da operação e da qualidade da documentação da empresa. Em Santa Catarina, onde há forte presença de securitizadoras e escritórios de advocacia especializados, esse prazo tende a ser menor — entre 25 e 45 dias. Fatores como necessidade de registro na CVM, auditoria de recebíveis e negociação com investidores podem alongar o processo. Um bom assessor pode encurtar esse tempo em até 30% com um dossiê bem preparado.

Quer estruturar uma operação de crédito para sua empresa?

Fale com Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado e consórcio na G6 Capital, Vale do Itajaí SC.

Perguntas frequentes

Crédito estruturado é uma modalidade de financiamento que utiliza ativos específicos da empresa (como recebíveis, imóveis ou contratos) como lastro para captar recursos no mercado de capitais. Os principais produtos são CRI, CRA, debêntures e FIDCs. O benefício principal é a redução do custo financeiro, já que as taxas são atreladas ao CDI mais um spread menor do que o praticado por bancos. Para empresas com boa qualidade de crédito e recebíveis consistentes, a economia pode ultrapassar 40% ao ano.

No consórcio, um grupo de pessoas físicas ou jurídicas se reúne para formar uma poupança coletiva, e as cartas de crédito são contempladas por sorteio ou lance. Não há juros, apenas taxa de administração (geralmente 12% a 18% ao ano). No financiamento tradicional, o banco cobra juros sobre o saldo devedor, que podem chegar a 30% ao ano. O consórcio é ideal para empresas que têm planejamento de longo prazo e podem esperar pela contemplação, enquanto o financiamento é mais indicado para necessidades imediatas.

Sua empresa está pronta se possui recebíveis previsíveis e de boa qualidade (contratos de aluguel, vendas a prazo com baixa inadimplência, notas fiscais de clientes de grande porte), faturamento anual acima de R$ 5 milhões e demonstrações financeiras auditadas ou auditáveis. Além disso, é essencial ter um planejamento claro de uso dos recursos. Recomendo fazer uma consulta inicial com um especialista para avaliar a viabilidade jurídica e fiscal. Como Rodolfo Gheno, parceiro da G6 Capital, realizo essa análise gratuita para empresas do Vale do Itajaí.

O prazo médio de estruturação é de 30 a 60 dias úteis, dependendo da complexidade da operação e da qualidade da documentação da empresa. Em Santa Catarina, onde há forte presença de securitizadoras e escritórios de advocacia especializados, esse prazo tende a ser menor — entre 25 e 45 dias. Fatores como necessidade de registro na CVM, auditoria de recebíveis e negociação com investidores podem alongar o processo. Um bom assessor pode encurtar esse tempo em até 30% com um dossiê bem preparado.

Rodolfo Gheno, especialista em crédito estruturado, G6 Capital, Vale do Itajaí SC
Rodolfo Gheno
Especialista em Crédito Estruturado e Consórcio — G6 Capital
Especialista em crédito estruturado e mercado imobiliário, parceiro G6 Capital. Atua no mercado financeiro auxiliando empresas e famílias a utilizarem crédito de forma estratégica para construir patrimônio e acelerar crescimento. Com foco em Santa Catarina, já ajudou centenas de clientes a conquistar imóveis, ampliar negócios e reorganizar finanças com inteligência.